Não é apenas na Fall Season que existem boas séries. Após as férias do Natal, chegámos à mid-season: o período que separa a época do outono e do verão no mundo das séries. A televisão e os serviços de streaming já nos têm habituado a grandes novas séries durante todo o ano, mesmo neste que foi perturbado pela pandemia. Fica então com algumas das novas séries que não vamos perder nesta mid-season de 2021.

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Call Me Kat – Estreia a 3 de janeiro

Sinopse: A comédia acompanha Kat (Mayim Bialik), uma mulher de 39 anos que luta todos os dias contra a sociedade (e a sua mãe) para provar que é possível ser feliz mesmo não tendo tudo o que se quer. Essa foi a razão para ter gasto num Cat Café em Louisville o dinheiro das poupanças dos pais para o seu casamento.

Porque queremos ver: Sejamos sinceras, Call Me Kat é daquelas séries que tanto pode ser um desastre como pode resultar bastante bem. As apostas dos canais públicos em comédias são frequentemente um desastre, com muitas a serem canceladas logo no ano de estreia de tão más que são, mas esta deixou-nos curiosas. A sério, aquele poster a dizer: “Disappointing her mother since 1982” é verdadeiramente engraçado. O vídeo promocional nem tanto, mas acreditamos que há potencial porque Mayim Bialik já provou ter piada em The Big Bang Theory. Também é muito refrescante termos uma protagonista que não se parece com uma modelo e que, à primeira vista, mostra ser bastante relatable.

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The Great North – Estreia a 3 de janeiro

Sinopse: A animação segue as aventuras da família Tobin, no Alasca. O pai solteiro dá o seu melhor para manter os filhos por perto, em especial Judy, cujos sonhos artísticos fazem com que queira deixar o barco de pesca da família e viver no mundo glamoroso do centro comercial local.

Porque queremos ver: Há sinopses que nos deixam logo com a pulga atrás da orelha e esta foi uma delas. Além disso, não há muitas séries (provavelmente até nem há nenhuma) passadas no Alasca, portanto é uma boa opção em termos de cenário. Se a generalidade das comédias dos canais públicos nos costumam deixar reticentes, a verdade é que uma aposta no campo da animação não costuma comprometer tanto, porque os desenhos animados são engraçados por natureza. Já com a renovação garantida antes da estreia, The Great North promete ser uma aposta forte da FOX e estamos bastantes curiosas por ver/ouvir Alanis Morissette e Megan Mullally.

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Lupin – Estreia a 8 de janeiro

Sinopse: Inspirada no livro de Maurice Leblanc, de 1905, Lupin é um thriller policial francês que acompanha Assane Diop (Omar Sy). Muitos anos antes, a vida de Assane sofreu uma profunda transformação quando o pai morreu, após ser acusado de um crime que não cometeu. Agora adulto e com o objetivo de vingar o pai, Assane assume o papel de Arsène Lupin, o famoso cavalheiro ladrão profissional, graças à sua mestria do disfarce.

Porque queremos ver: Omar Sy é um daqueles atores que vale a pena acompanhar! Seja num registo dramático ou mais cómico, ele é extraordinário e isso é razão mais do que suficiente para querermos ver Lupin. Sempre é uma forma de se variar mais um bocadinho e ver uma série que não seja americana ou britânica e a verdade é que as produções francesas dos últimos anos têm sido bastante boas. Lupin promete ser uma série cheia de ação, sem grandes momentos mortos, boa para uma maratona de fim de semana. Com Paris como cenário, é bom ver que os franceses também quiseram apanhar a nossa boleia e a dos espanhóis com uma aposta numa série sobre um grande roubo. A fórmula é um sucesso por algum motivo!

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Everyone is Doing Great – Estreia a 14 de janeiro

Sinopse: Criada e protagonizada por James Lafferty e Stephen Colletti, Everyone Is Doing Great é uma comédia que acompanha dois amigos, Seth e Jeremy, que vivem às custas de Eternal, uma série de vampiros de sucesso. Cinco anos depois do final da série, Seth e Jeremy apoiam-se um no outro enquanto navegam as dificuldades da vida, do amor e da maturidade tardia.

Porque queremos ver: É quase obrigatório para qualquer fã de One Tree Hill colocar Everyone is Doing Great na watch list com os nomes de Lafferty e Colletti a ela associados. Esta série só conseguiu tornar-se uma realidade graças a uma angariação de fundos na plataforma Indiegogo, o que só prova que as pessoas quiseram apoiar este projeto. Só posteriormente é que a Hulu adquiriu os direitos de distribuição, portanto podemos esperar que Everyone is Doing Great seja somente a visão dos seus criadores, sem produtoras e canais/plataformas a tentar ditar o seu rumo, como tantas vezes parece acontecer. Ainda para mais, a série parece ser completamente diferente das outras comédias que andam por aí e estamos a suspeitar que vai parodiar Twilight. É sempre engraçado ‘brincar’ com os grandes fenómenos da cultura pop.

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Walker – Estreia a 21 de janeiro

Sinopse: O reboot de Walker, Texas Ranger centra-se em Cordell Walker (Jared Padalecki), um homem viúvo e pai de dois filhos, com o seu próprio código moral, que regressa a casa, em Austin, após ter estado dois anos a trabalhar como infiltrado, acabando por descobrir que o trabalho em casa é ainda mais complicado.

Porque queremos ver: Não será fácil seguir o legado de Chuck Norris como Ranger do Texas, mas Jared Padalecki é um ator carismático o suficiente e bastante querido pelos fãs de Supernatural (e não só) para conseguir esse feito. A grande vantagem que este reboot tem em relação à série original é o facto de incluir uma narrativa atual e com uma maior diversidade, algo que a The CW tem aperfeiçoado nos últimos tempos, contando com Lindsey Morgan como protagonista feminina e incluindo personagens LGBTQ+ no elenco regular.

Resident Alien – Estreia a 27 de janeiro

Sinopse: Adaptada da banda desenhada, Resident Alien segue, com uma pitada de humor, a história de um extraterrestre chamado Harry (Alan Tudyk), que se despenhou na Terra e acaba por roubar a identidade de um médico de uma pequena cidade do Colorado.

Porque queremos ver: Alan Tudyk no papel de extraterrestre só por si é algo que desperta logo o interesse. O ator já mostrou a sua versatilidade desde Firefly ao universo Star Wars, incluindo a sua capacidade de interpretar seres não humanos. É certo que recentemente as séries do Syfy têm um historial de ficarem apenas com uma temporada no currículo, mas queremos acreditar que esta, por ser protagonizada por quem é e por ter um enredo que foge ao habitual, terá um futuro promissor. Resident Alien promete ser uma aposta engraçada e divertida para os fãs de ficção científica, com uns toques de mistério policial e medicina praticada por um extraterrestre.

Firefly Lane – Estreia a 3 de fevereiro

Sinopse: A série conta a história da amizade duradoura entre Kate Mularkey (Sarah Chalke) e Tully Hart (Katherine Heigl), que se conhecem enquanto adolescentes e se tornam melhores amigas inseparáveis durante um percurso de 30 anos, com os seus altos e baixos, sucessos e fracassos. Quando uma traição inimaginável as separa, as duas seguem caminhos diferentes e fica a incógnita se se conseguirão reconciliar.

Porque queremos ver: Há qualquer coisa de especial na história de melhores amigas que são como irmãs. Talvez porque, como mulheres, consigamos ver algo de nós e das nossas relações, ou daquilo que gostávamos que estas fossem, no ecrã. A sinopse foi quanto bastou para nos convencer, mas os teasers oficiais que a Netflix lançou fazem-nos desejar que já fosse 3 de fevereiro porque a série parece verdadeiramente emocionante e fofa. Até admira que não a tenham lançado pelo Natal, porque parece enquadrar-se no tipo de série adequada a essa altura do ano. Não lemos este livro em particular, mas Kristin Hannah tem o dom da escrita, consegue criar enredos muito cativantes e personagens com que nos preocupamos e a quem desejamos o melhor, por isso acreditamos que o material de origem não desiluda. Estamos a prever algumas lágrimas!

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Tribes of Europa – Estreia a 19 de fevereiro

Sinopse: A série alemã decorre em 2070 e começa a sua história com uma catástrofe global misteriosa, resultando numa Europa fraturada em inúmeros estados tribais. Algumas tribos lutam pelo domínio do continente, enquanto os três irmãos Kiano (Emilio Sakraya), Liv (Henriette Confurius) e Elja (David Ali Rashed) são apanhados no meio desta guerra sangrenta e se propõem a mudar o destino da nova Europa.

Porque queremos ver: Os fãs de The 100 de certeza que vão encontrar semelhanças na sinopse desta série, mas o vazio deixado é um bom pretexto para dar uma oportunidade a Tribes of Europa, começando pelo simples facto de ser em língua não inglesa e ter a Netflix como casa em vez da The CW. Os originais da Alemanha para o serviço de streaming já deram provas de terem bastante qualidade, como Dark, Biohackers, How to Sell Drugs Online (Fast) ou Unorthodox. Para além disso, semelhanças com The 100 à parte, a história parece bastante interessante e o trailer mostra o potencial que a série tem.

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Loki – Estreia marcada para maio

Sinopse: Loki marca o regresso do famoso vilão da Marvel, irmão de Thor. A história da minissérie vai explorar a versão do personagem que no filme Avengers: Endgame aparece a roubar a Space Stone, desenvolvendo os acontecimentos a partir daí.

Porque queremos ver: Podíamos ter incluído qualquer uma das três estreias de séries da Marvel para o Disney+ marcadas para esta mid-Season. Aliás, The Falcon and the Winter Soldier já consta na lista de outro artigo antes de ter sofrido alterações na data de estreia. As três séries foram anunciadas como minisséries de seis episódios, o que lhes confere uma vantagem na visualização rápida e na promessa de que terão um desfecho. Contudo, Loki destaca-se: desde o foco num vilão em vez de num herói, bem interpretado nos filmes por Tom Hiddleston, passando por uma timeline alternativa ao rumo já conhecido dos filmes MCU e a promessa do criador, Michael Waldron, de que Loki terá uma qualidade de ficção científica inesperada.

Rebel – Estreia prevista para a mid-Season

Sinopse: A  série centra-se em Annie “Rebel” Bello, uma mulher divertida, brilhante e destemida que, mesmo sem um curso de Direito, dá apoio legal a operários. Empenhada nos casos que tem em mãos e preocupada em cuidar daqueles que ama, ela luta até às últimas consequências para vencer as batalhas em que acredita.

Porque queremos ver: Rebel é inspirada na vida da ativista Erin Brockovich, que já inspirou o bom filme protagonizado por Julia Roberts. A escolha de Katey Sagal, uma atriz que já passou os 60 anos de idade, para protagonista rompe um pouco com os estereótipos de os papéis para mulheres desta idade serem simplesmente os de mães ou avós. Depois de Sons of Anarchy, acreditamos que este papel tem tudo para ser um dos mais marcantes da carreira de Sagal. Rebel emana girl power com uma protagonista forte, Krista Vernoff aos comandos da série e Tara Nicole Weyr como realizadora do primeiro episódio.

Ana Velosa e Diana Sampaio