7 Razões Para Ver… A Very British Scandal
| 11 Jan, 2022

[Pode conter spoilers]

Esta é uma minissérie centrada no caso real do divórcio de Margaret e Ian Campbell, os Duques de Argyll. O caso conquistou a atenção dos meios de comunicação na década de ’60 e chocou a sociedade britânica, com os seus contornos de adultério. Descobre as minhas sete razões para ver A Very British Scandal, pois vale mesmo a pena!

a very british scandal

1 – Claire Foy e a sua Margaret Campbell

Não estava muito familiarizada com o trabalho de Claire Foy, pois só a tinha visto nuns cinco episódios de The Crown (depois desisti da série), no piloto (também não vi mais) de Wolf Hall e num ou outro filme, nomeadamente na péssima adaptação da saga Millennium, The Girl in the Spider’s Web, mas uns quantos minutos de A Very British Scandal foram o suficiente para que a atriz me conquistasse completamente. Não só Foy é extremamente talentosa, como a sua personagem, Margaret, é absolutamente fantástica. Apesar de ter vivido numa época ainda muito conservadora, era uma mulher independente e que traçou o seu próprio caminho, sem se preocupar com o que dissessem sobre ela e sem se vergar às vontades dos outros. No entanto, ela fez algumas coisas bastante reprováveis, mas é precisamente por não ser a típica ‘heroína’ que se revela uma personagem tão interessante e complexa de quem nunca se sabe o que esperar.

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2 – A relação problemática entre o casal protagonista

Todos devemos fugir de relações tóxicas na vida real, mas há que admitir que dão boas histórias em termos de ficção. Muito antes de as coisas terem chegado ao ponto do divórcio e da lavagem de roupa suja nos meios de comunicação, já a relação de Margaret e Ian se revelava muito problemática. Aliás, isso foi visível quase desde o primeiro dia do casamento e, tal como a duquesa referiu, ela nunca sabia que Ian ia encontrar, pois a sua personalidade era muito volátil. No entanto, todas as fases: de sedução quando se conheceram, passando pelos altos e baixos (mais baixos que altos) do casamento, até ao estourar da relação foram deliciosas de acompanhar.

3 – Temática feminista

Se Margaret fosse a típica esposa das décadas de ’40 a ’60, provavelmente teria passado a série a sentir pena dela. Não é que ela não tenha passado por muito, porque passou, mas é uma personagem tão forte que se torna complicado encará-la como uma vítima. Margaret era dona e senhora da sua própria vida, fazia aquilo que entendia, mesmo que isso fosse contra aquilo que se esperava de uma mulher da sua condição social. Ao romper com as expectativas da sociedade daquilo que uma mulher deve ser, a série entra verdadeiramente no campo do feminismo. Se um homem pode ter amantes, porque é que uma mulher não os pode ter também? É claro que Margaret foi escrutinada pelos meios de comunicação de uma forma que nenhum homem, pelas mesmas razões, seria e aquela decisão do juiz, floreada de adjetivos insultuosos para com ela foram deploráveis, mas a história é, inegavelmente, sobre empowerment feminino.

4 – O argumento

Com diálogos fortes, frequentemente repletos de ‘alfinetadas’ pessoais, o argumento revela-se um dos pontos fortes desta série. Um argumento fraco é, muitas vezes, a morte de uma série, mesmo que o elenco seja bom, mas aqui não temos, de todo, esse problema. Há umas quantas frases icónicas, nomeadamente em tribunal, durante o divórcio de Margaret e Ian.

5 – O guarda-roupa e os cenários

As roupas dos homens raramente têm muito que se lhe diga, mas as mulheres desta série, em especial Margaret, como não podia deixar de ser, têm um guarda-roupa fantástico. Sinceramente nem é um aspeto ao qual costumo dar muita importância, mas achei que merecia o devido destaque. Os cenários, bem, só me deram ainda mais vontade de visitar a Escócia. Quando se trata de uma série de época, estes pormenores revelam-se importantes, porque nos ajudam a recuar no tempo.

6 – Apenas três episódios, viciantes do início ao fim

Já muitas vezes me queixei de séries com episódios longos e portanto seria de esperar que fizesse o mesmo com A Very British Scandal, que se divide em três partes, cada uma com cerca de uma hora, mas não. O problema dos episódios longos é que têm tendência para se tornar chatos, mas aqui isso não aconteceu. Do primeiro minuto até aos créditos finais de cada episódio, a série prende ao ecrã e nem se dá pelo tempo a passar.

7 – Disponível na HBO Portugal e com o selo de qualidade da BBC

Muitas vezes queremos ver uma série, mas nem sempre a encontramos disponível. No entanto, A Very British Scandal está disponível na HBO Portugal, tendo estreado com poucos dias de diferença em relação à exibição original, no Reino Unido. A série é um original da BBC, um canal que já nos habituou a produções de grande qualidade. Esta é mais uma!

Diana Sampaio

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