Classificação

4
Argumento
6
Interpretação
4
Realização
5
Banda Sonora

[Não contém spoilers]

Creepshow é uma série de antologia onde cada episódio conta-nos duas histórias diferentes de terror, adaptadas nos comics com o mesmo nome. Não tinha visto a primeira temporada e achei mesmo, durante os primeiros dez minutos, que ia ser muito bom mas acabei desiludido no final.

Neste primeiro episódio da segunda temporada temos duas histórias. A primeira sobre um rapaz que tinha uma fixação com os monstros clássicos como o Frankstein e a Múmia, entre outros, e era ostracizado pelos seus pares. A sua vida começa a ficar mais complicada quando o seu tio vai viver com ele e com a sua mãe. A segunda história é sobre um canal de televisão que tem vários programas e de repente descobrem um livro com poderes das trevas.

Começando pela primeira história, durante 10 minutos acreditei que ia gostar bastante da série. Mostram-nos um rapaz chamado Joe que tem uma relação muito próxima com a sua mãe, e que têm uma paixão enorme pelas histórias de terror tradicionais. Quando a sua vida é completamente abalroada pela presença do seu tio abusador e violento. A caraterização que fizeram do Joe e da maneira como a sua vida estava a ser modificada para pior estava muito perto de trazer algumas lágrimas aos olhos. O problema foi quando começa a parte final da história e os efeitos meio manhosos. Nada contra uma versão mais arcaica dos monstros e com menos CGI, mas não gostei nada daqueles efeitos tipo comic antigo. Na minha opinião não resulta e não bate certo com a restante realização. É como se estivéssemos a misturar uma série normal com segmentos de Sin City. Em separado ficam bem, misturados não.

A segunda história nem sequer teve direito a 10 minutos de interesse. Começamos por seguir uma apresentadora rude e sem interesse e a partir daí o episódio torna-se só estranho, sem interesse na narrativa, nas personagens ou sequer elementos de susto ou medo. Honestamente foram 20 minutos desperdiçados. A única personagem interessante era o pintor que era uma representação do Bob Ross. mas não era o suficiente para criar interesse.

Em suma, não gosto deste formato. Um episódio por tema, tudo bem, mas pequenas histórias de 20 minutos não permitem criar ligação duradoura com as personagens, e perdendo o espectador já não recuperam. Não irei continuar a ver esta temporada. O principal motivo é que não é o género de terror que gosto, fica muito muito aquém de The Haunting, por exemplo, ou de qualquer história de Stephen King. Gosto deste tipo de obras com mais desenvolvimento de personagens do que este formato superficial e rápido.

E vocês?

Raul Araújo