Classificação

7
Interpretação
7.5
Argumento
8.5
Realização
8
Banda Sonora

[Pode conter spoilers]

Alice in Borderland deriva de uma graphic novel com o mesmo nome e é uma nova produção japonesa para a plataforma Netflix. A graphic novel é constituída por 18 volumes e decorreu entre 2010 e 2016. Além dos livros, existiu também uma minissérie de animação que decorreu entre os anos de 2014 e 2015

O conceito fez-me lembrar algumas produções que já conhecemos, como Westworld ou os filmes Jumanji, porém a execução é bastante mais simples do que a série passada no faroeste, mas desde que a ação começa, de verdade, o interesse aumenta bastante. O primeiro episódio acaba por servir para apresentar os personagens Arisu, Karube e Chota, três amigos que, de um momento para o outro, estão a tentar salvar a própria vida numa luta contra o tempo.

Sendo que eles estão dentro de um jogo, talvez cada nível seja um episódio, e parece que nesta temporada há oito, neste caso, o primeiro episódio, tudo o que aconteceu fez-me lembrar o filme Cubo, excelente filme que depois deu origem a várias sequelas de fraca qualidade.

Arisu é um viciado em jogos e assume-se como personagem principal, até porque esse seu vício pode ser importante para todos os desafios que vão encontrar. E se questionarem o porquê do nome da série, Arisu é mesmo uma versão de Alice. Sim, a série é uma estranha reinvenção do conto que todos nós conhecemos. A série acaba por ser uma mistura de um tom leve e adolescente com imagens que são graficamente violentas, imaginem SAW, por exemplo.

A realização e fotografia fazem o seu papel de uma forma muito boa para nos ambientar naquele mundo e a interpretação também acaba por cumprir sendo que temos aqui um elenco bastante novo. O que senti falta no episódio foi um pouco mais de desenvolvimento das personagens pois a apresentação de cada um deles foi muito superficial.  Nunca li a novela gráfica para perceber se a adaptação está fiel, porém sem ter forma de comparar os dois achei que o episódio funcionou bastante bem e será uma que vou seguir até ao fim, esperando que continue assim e melhore os pontos mais negativos.

Alice in Borderland está disponível na Netflix e a primeira temporada consiste em oito episódios de uma hora, a duração dos episódios é um pouco excessiva, mas desde um certo momento, pelo menos, no primeiro episódio nem senti o tempo passar e isso só pode ser bom sinal.

Uma excelente sugestão para uma maratona no próximo fim de semana, se bem que já sabem, não é propriamente uma série natalícia.

Bruno Pereira