Classificação

8
Interpretação
6
Argumento
6
Realização
5
Banda Sonora

[Livre de spoilers]

Criada por Katie Cappiello, Grand Army surge como mais uma oferta da Netfix e por enquanto conta com uma 1.ª temporada de nove episódios que começou com o piloto Brooklyn, 2020, que teve muita coisa a acontecer. Provavelmente foram é coisas a mais…

Sem querer entrar em spoilers, este episódio, que parece começar por ser um drama de adolescentes, mistura depois outros assuntos pertinentes, como o terrorismo, que podem ser uma boa maneira de suscitar o interesse de continuar a quem viu o primeiro episódio.

A série decorre na escola secundária Grand Army, com grande destaque para cinco personagens, todos eles diferentes e com os mais variados problemas que qualquer um de nós já viu retratados em outras séries. Fala-se de sexo, de desporto, de racismo, de música. A verdade é que Grand Army já é comparada a Euphoria, mas nesta comparação vai perder sempre. De qualquer forma, os minutos iniciais mostram que esta série não tem medo de chocar.

Analisando a interpretação dos atores e atrizes principais posso dizer que fiquei bastante agradado, principalmente com Odessa A’Zion, Keara Graves e Amalia Yoo. Sobre o argumento, e analisando apenas o primeiro episódio, tem boas ideias, mas talvez tenha sido despejada demasiada informação logo no piloto e acaba por não ser nada de novo. É isto que acaba por ser uma pena porque se há séries com excelentes ideias, mas depois mal executadas, muitas vezes por um mau casting, já aqui as boas interpretações acabam por ser prejudicadas por um argumento confuso que quer misturar coisas a mais (e isto só no primeiro episódio!). O mais estranho é que o episódio acaba por nem se centrar no assunto principal segundo as primeiras notícias sobre a série.

A realização não me deixou maravilhado, mas também não me dececionou. Já sobre a banda sonora senti falta de alguma música em alguns momentos; numa série em que até nalgumas cenas os atores cantam, faltou ali um complemento.

Grand Army talvez tenha tentado almejar demasiado alto logo com este Brooklyn, 2020, mas tem potencial para melhorar desde que se centre nos seus objetivos. Caso sejam criadas ainda mais situações secundárias, provavelmente a série acabará por não aprofundar os personagens como eles merecem.

A série já se encontra disponível na Netflix com nove episódios de aproximadamente 50 minutos. Já viste? Vais seguir?

Bruno Pereira