Classificação

7.8
Interpretação
7.6
Argumento
7.6
Realização
7.5
Banda Sonora

Atenção: esta review pode conter spoilers!

Foi na passada sexta-feira que Grey’s Anatomy nos trouxe Let’s All Go to the Bar, o nono episódio desta sua 16.ª temporada e, também, a sua mid-season finale.

Neste episódio, Jo decide tornar-se numa voluntária para a Safe Haven e recebe uma chamada sobre um bebé que foi deixado na 19.ª Estação. Entretanto, Meredith segue em frente com a sua vida após enfrentar a junta médica. Jackson dá um grande passo na sua relação com Vic, enquanto Amelia e Bailey trocam updates sobre as suas respetivas gravidezes.

Após um episódio tão impactante como My Shot, Let’s All Go to the Bar deixou muito a desejar, mas nem por isso foi sem os seus muitos acontecimentos. Entre estes, um dos que mais se destacou para mim foi o aborto espontâneo sofrido por Bailey. É verdade que o facto desta temporada incluir tantas gravidezes e bebés me tem vindo a incomodar, e esperava já que, de forma inevitável, algo viesse a acontecer a alguém, mais tarde ou mais cedo. Afinal, estamos a falar de Grey’s. Mas lá por antecipar algo, não quer dizer que estivesse preparada para o que a série tinha planeado.

Não é a primeira vez que uma das nossas queridas personagens passa por isto em Grey’s, mas nunca deixa de ser algo devastador e é impossível não sentir a dor de Miranda e Ben. Ainda assim, a cena que mais me custou ver foi a cena entre Bailey e Amelia, imediatamente após a médica receber as novidades. A felicidade de Amelia que, sem qualquer ideia do sucedido, pergunta a Bailey como correu a sua ecografia, contrasta com a disposição da outra médica e enfatiza o quão verdadeiramente triste a sua situação é, especialmente considerando o quão felizes ambas estavam com as suas gravidezes, apenas momentos antes.

Falando ainda sobre bebés, tenho a dizer que, quando as imagens promocionais deste episódio foram partilhadas com o público, fiz uma pequena festa ao ver Jo com uma criança. De todas as personagens cujas narrativas têm andado à volta deste assunto, a médica e Alex sempre me pareceram a aposta mais lógica, mas, até agora, Grey’s não parecia estar de acordo. Acreditava, antes sequer de ver o episódio, que este bebé iria passar a fazer parte da vida do casal, e essa convicção apenas cresceu quando, de forma muito conveniente, descobrimos que o bebé foi abandonado em circunstâncias que em tudo se assemelham às do passado de Jo. Não tenho grandes dúvidas em relação à reação que Alex irá ter a esta nova possibilidade, mas terá Jo tomado uma decisão precipitada? Parece que vamos ter que esperar para ver.

Outro momento de maior importância foi, na minha opinião, o facto de Maggie resolver despedir-se do seu emprego após perder outro paciente. Tínhamos, há dois episódios, discutido as implicações que perder a sua própria prima teria no futuro da médica, e parece que Maggie chegou ao seu ponto de rutura. Não acho que isto se venha a tornar permanente, mas acredito que Maggie tem um longo caminho à sua frente para aceitar que nem sempre o seu melhor é o suficiente, e que existem coisas para além do seu controlo que têm também um peso no que acontece.

Já a pequena “surpresa” em relação à gravidez de Amelia não só é bastante previsível, como completamente desnecessária. Não há uma única pessoa que não tenha visto esta storyline a formar-se a milhas de distância, e duvido que alguém a queira ver. Só espero que as suspeitas de Amelia não se venham a verificar. Está na altura de a médica ter algum descanso!

Por fim, as pequenas menções de Cristina continuam a fazer com que me sinta um pouco nostálgica, mas nada bate a presença física da personagem. Faz-me sentir saudades do antigo elenco, e nem o seu “presente” para Meredith me consegue distrair do facto de não a vermos há cinco temporadas.

No geral, foi um episódio razoável para a série, que culminou num final que, em típico estilo Grey’s, deixa em aberto o futuro de algumas das personagens de quem temos vindo a gostar. Agora, resta-nos apenas aguardar o regresso da série, a 23 de janeiro de 2020.

Inês Salvado