The Goldbergs não foi certamente uma das estreias mais aguardadas do Outono passado, mas devia. Depois de um piloto que até não foi nada de especial, a série cresceu em bons momentos, em piadas e tornou-se uma das minhas preferidas dos últimos tempos. Para quem não sabe, a série é inspirada na infância do criador da série, Adam Goldberg. Se se quiserem deixar convencer, aqui estão as minhas 7 razões para ver… The Goldbergs!

1. Escapou à razia de cancelamentos das comédias: Este ano não foi nada simpático com as comédias estreantes (e algumas das não-estreantes) e a ABC não foi excepção. No entanto, The Goldbergs mostrou que merecia a renovação e, muito merecidamente, conseguiu-a. Ainda bem, porque não estava preparada para me despedir desta gente. Dêem-lhe tempo de ecrã que eles são fantásticos.

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2. É uma verdadeira viagem aos anos 80: Bem, eu não cresci nos anos 80. Nasci em 1990, por isso os anos 80 são um bocado um mistério para mim e não faço ideia se a série representa bem como foi a década nos Estados Unidos, mas há coisas que são inegavelmente daquela altura. Então aquelas roupas matam-me. Já se destacavam nas imagens promocionais da série e continuam a fazer valer-se na série. A sério, muito mau! Então Beverly, a mãe, abusa. No entanto, o melhor dos anos 80 parece ser mesmo o facto de as crianças terem realmente sido crianças que brincavam na rua e que tiveram alguma liberdade fora de portas.

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3. Murray Goldberg é o Homer Simpson humano: O Homer real andou escondido este tempo todo até agora. A favor de Murray, ele é um homem trabalhador ao contrário do desenho animado, mas de resto, eles são bastante parecidos. Murray chega a casa e tira as calças. Sempre! E fica com aquelas cuecas feias brancas que alguns homens usam. Bem, depois também gosta muito de ver televisão e de comer. Pode não estrangular o filho mais velho, mas insulta-o. Insulta-os a todos chamando-lhes idiotas. Não lhe levem a mal, ele é bom homem, mas há coisas que o tiram do sério. E adoro a forma como ele arranja sempre maneira de nunca se envolver muito nos assuntos familiares. Afinal o que este homem quer quando chega a casa é descansar do dia de trabalho.

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4. Não existe mãe mais maluca que Beverly Goldberg: Esqueçam, não há mãe mais doida que esta! Se há alguém que é metediça até dizer chega e super embaraçosa, essa mulher é Beverly. Juro que se ela fosse minha mãe que ela daria cabo de mim com a vergonha. Ela é demasiado… tudo! Não tem limites no que aos filhos diz respeito, mas de uma forma carinhosa. Sim, ela é exagerada, mas é tudo pelo bem deles. Pensa ela, pelo menos. Os filhos em muitas das alturas só queriam que ela fosse uma mãe normal, mas não lhe peçam isso, que ela não consegue. É mais forte que ela e isso é que dá piada à personagem. Adoro a forma como ela acha que Barry é um máximo (quando ele faz tão mal tantas coisas) e trata o Adam como se fosse um bebé. É claro que a Erica também não escapa, mas as duas são mais parecidas do que ambas estariam dispostas a admitir.

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5. Adam Goldberg: Este miúdo é o meu personagem preferido da série e é ele (uma versão adulta dele, vá), que funciona como narrador de The Goldbergs. Ele é um puto cromo, daqueles que deliram com jogos de vídeo, com certos programas de televisão e filmes e está sempre disposto a encetar uma caça ao tesouro. Sim, ele é aquilo a que podem chamar um verdadeiro nerd, mas é isso que o torna tão engraçado. Dá uma certa vontade de ter crescido nesta época, onde as pequenas coisas da infância pareciam ser vividas de forma tão entusiástica e feliz.

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6. A dinâmica familiar: Um pai que quer é que todos se calem e parem de o chatear; uma mãe sufocadora e sem limites; uma filha mais velha popular e com a mania que toda a gente a envergonha; um filho do meio que acha que tem muitos talentos, mas não tem, que de popular não tem nada, mas que consegue ser um parvo com o irmão mais novo; o caçula que adora os irmãos e a família, mas que gosta muito de estar no seu mundo. Ah, e um avô engatatão e com muito sucesso com as mulheres que dá conselhos aos netos e ajuda no que pode. É esta a família, é esta a receita para a diversão. Quando estão todos juntos, ainda melhor, que é quando a coisa…

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7. …Tem realmente piada (não é isso que se quer numa comédia?): Isto pode não ser um grande argumento para levar alguém a ver uma série, mas como se trata de uma comédia, este factor é sempre muito importante. Qual é a lógica de ver uma que tem tanta piada como um drama? Nenhuma. Eu gosto das minhas comédias com piada e The Goldbergs cumpre na perfeição esse requisito. Já fui ‘apaixonada’ por Raising Hope e Modern Family, mas neste momento, esta série ocupa o segundo lugar na minha lista de comédias preferidas, apenas atrás de Friends. Uma não tem nada a ver com a outra, mas esta é simplesmente adorável! E os momentos finais, em que vemos vídeos caseiros dos verdadeiros Goldbergs são sempre muito engraçados de ver.

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Espreitem dois ou três episódios e vão sentir vontade de fazer parte desta família!.

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Diana Sampaio.