Classificação

9.7
Interpretação
9.2
Argumento
9.2
Realização
9.4
Banda Sonora

Este artigo contém spoilers!

Chegámos a um dos episódios que mais esperávamos desde o inicio da temporada. Este episódio oito da última temporada de The 100, não só marca um ponto na história, uma vez que nos dá a conhecer o inicio desta jornada que há muito vamos acompanhando, como é também o episódio piloto de um possível spin-off. Desde já começo por dizer que achei o episódio absolutamente fantástico! Aliás, não consigo perceber como têm criticado esta temporada. Na minha opinião a qualidade subiu e tudo está muito bem construído. Digo mesmo que já temos episódios que entram na lista dos melhores de todas as temporadas! Sei que pode até ser polémico mas diria até que este “Anaconda” (cujo nome é o código para dizer que os misseis foram lançados e é preciso evacuar a terra) foi um dos cinco melhores episódios de sempre. Por isso, como já devem ter percebido, estou muito entusiasmado com a hipótese do spin-off. Espero que aconteça!

Tivemos várias descobertas ao longo do episódio. Conhecemos novas personagens que foram muito bem construídas e são uma base sólida para a possível nova série. Tivemos a confirmação de que Bill Cadogan é um homem que vive com o complexo de Deus. Ele sabe que os misseis estão a chegar à terra e usou isso e o seu poder para criar uma sociedade liderada por ele e que o tratam como um salvador. Quem não gosta muito deste complexo do pai é Callie que inclusive juntou-se a uma associação de defesa da terra chamada trikru (familiar o nome não é?) Para além disto, a nossa nova protagonista aprendeu Latim aos dez anos de idade e criou a sua própria língua, aquele que mais tarde viria a ser a língua dos grounders.

Mas foi com a nossa incrível Becca que começamos a perceber e a encaixar as peças do puzzle. Becca chega à terra e quer dar o nightblood às pessoas do bunker para que aos poucos se possa reconstruir a vida na terra. No entanto, o nosso Bill está focado em abrir caminho para outros planetas independentemente se o ser humano está ou não preparado para tal. Começa aqui uma luta entre a ciência e a religião. Há quem defenda Becca que tem a cura e quem defenda Bill que vive da tal fé num mundo entre planetas. Mas é aí que acontece algo que muda a história, Becca descobre que existem sete símbolos que não emitem nenhum sinal e ao fazer uma combinação abre um portal. Mas atenção, este é um portal diferente. Ao contrário da anomalia que serve como ponte entre planetas, este portal, composto por uma luz branca e forte, parece funcionar como uma viagem ao futuro. Becca entra e regressa em pânico. Para nós foram segundos mas para ela devem ter sido meses ou anos nesta realidade. Becca fala do fim do mundo e que a única chave para impedir tal acontecimento é a chama, ou seja, a A.L.I.E. Bill rejeita toda esta teoria de Becca e acaba por a queimar na fogueira porque ela não lhes deu o código de acesso à chama.

Muito provavelmente, este fim do mundo que Becca viu é o mesmo que Cadogan fala agora e a explicação da obsessão por Clarke é assim explicada. Uma vez que em Bardo eles só tiveram acesso às memórias de Octavia e todas elas até à terceira temporada, eles pensam que a chama está ainda com a Clarke. Mal eles sabem!  Inclusive, Gabriel foi crucial quando Clarke apareceu. Reparem que ele diz a Clarke, de forma subtil, para ela dizer que tem a chama. Isto é, se Cadogan perceber que Clarke já não a tem, então ela passa a ser dispensável.

Ainda no bunker, A nossa Callie vira-se contra a sociedade do pai dividindo a sociedade em dois. Um grupo segue Bill através da pedra da anomalia para Bardo onde eles se instalaram e fizeram as suas vidas. Já Callie injetou o nightblood nos que se juntaram à causa dela e assim seguiram para a terra onde viriam a forma os grounders. Inclusive, vemos que o objectivo de Callie é encontrar o máximo de pessoas possíveis para lhes dar a cura. Callie é também a primeira portadora da chama.

Para trás também ficaram Tristen e o irmão de Callie, Reese. Os dois prometeram a Bill recuperar a chama. Já sabemos que eles nunca chegaram a cumprir o propósito porque Bill ainda anda atrás dela passado este tempo todo mas é curioso perceber que talvez Reese tenha formado o grupo Azgeda uma vez que o propósito desse grupo sempre foi conquistar a chama. Existe também outra teoria de que os Azgeda terão sido formados por Lucy. Esta era a melhor amiga de Callie mas como ela não pertencia ao nível doze não pode entrar no bunker.

Dois pormenores interessantes sobre a pedra. Primeiro, descobrimos que ela foi encontrada debaixo do Machu Pitcchu. Como sabemos existem aqueles mitos ou teorias vá, de que foram seres de outros planetas que vieram à terra ajudar os Homens a construir as pirâmides e os monumentos quase inexplicáveis que temos. Isto poderia assim explicar que a pedra da anomalia poderá ter sido lá deixada por seres de outros planetas. Outra coisa é que sabemos que a pedra já não está no bunker. Passámos a quinta temporada a ver o bunker e nem nós nem ninguém que lá viveu durante anos encontrou a pedra gigante logo, será certo assumir que alguém a terá levado para outro lugar.

Para finalizar ficam duas questões. A primeira é que será que aquela visão que o Murphy teve na temporada passada que ele assumiu ser o inferno é na verdade o tal fim do mundo e ele viu exactamente o que a Becca viu? Seria algo interessante de explorar e assim juntar a peças todas. A outra é que nos final do episódio, Octavia, Diyoza e Echo aparecem a pedido de Clarke mas elas parecem meio robóticas. Muito provavelmente vamos descobrir que os discípulos fizeram ali uma lavagem mental ou algo do género às nossas protagonistas.

Espero que tenham gostado do episódio tanto como eu e bora lá torcer para que este spin-off se torne realidade.

Até para a semana!

Carlos Real