Classificação

8
Interpretação
6.5
Argumento
6
Realização
7
Banda Sonora

Close Enough estreou há quase um ano, esteve para ser uma série da TBS, mas acabou por ser um original HBO Max e cá em Portugal está disponível na Netflix, que foi onde vi o episódio piloto. Houve tempos em que adorei The Simpsons, já vi imensos episódios de Family Guy (que detesto, na verdade), Futurama e American Dad!, mas as comédias de animação, no geral, nunca foram um género que me suscitasse grande curiosidade. No entanto, decidi espreitar a série na mesma.

Cada episódio (à excepção do último da 1.ª temporada, tanto quanto pude perceber) apresenta duas histórias completamente distintas. Nada contra, mas parece-me que faria mais sentido que os episódios fossem então mais curtos e cada um tivesse a sua história independente, principalmente porque se trata de uma série de um serviço de streaming, onde há liberdade em termos de duração dos episódios.

O ponto mais positivo de Close Enough é, sem qualquer espécie de dúvida, o elenco de vozes, que dá um dinamismo muito giro à série, aliado, precisamente, a um estilo de animação também chamativo, até para crianças, apesar de a série ser dirigida a um público mais maduro. Não há assim grandes pontos negativos ou falhas a apontar, mas a primeira história do episódio acaba por ser bem mais gira do que a segunda, o que se revela prejudicial para a avaliação global. A primeira parte é um registo mais de comédia familiar e a segunda já envolve umas certas vibes de The Twilight Zone. O primeiro episódio é satisfatório o suficiente (talvez até seja justo dizer que é um pouco mais do que isso) e, a continuar neste registo, não é nada de descartar se fores fã de animação. Potencial para ser bem melhor que muitas comédias que andam por aí tem certamente!

Diana Sampaio