Classificação

8
Interpretação
8.5
Argumento
8.5
Realização
7
Banda Sonora

[Não contém spoilers]

Andava eu a navegar na Netflix, uma coisa que faço imensas vezes por dia, quando pensei para mim mesma: porque é que não vejo esta série? Ainda por cima, Brooklyn Nine-Nine está-me sempre a aparecer à frente, porque divido a conta no serviço de streaming com várias pessoas, somos duas no perfil que uso e a minha colega anda a ver a série. Antes de mais, tenho que dizer que nunca tinha visto um minuto sequer da comédia, nem sequer quando passava na televisão, mas já tinha ouvido falar bastante bem. Foi na hora que vi o episódio piloto de Brooklyn Nine-Nine e não estou nada arrependida.

A trama é passada numa esquadra da polícia em Nova Iorque que está prestes a sofrer algumas mudanças com a chegada de um novo capitão, com mão firme, que quer acabar com a descontração e imaturidade que se fazem sentir no departamento. O principal culpado por este ambiente de festa parece ser Jake Peralta (Andy Samberg), um detetive com jeito para o seu trabalho, mas que tem uns métodos um tanto ou quanto estranhos e preguiçosos. No entanto, o que interessa é que seja eficaz. E que faça o que o chefe lhe manda, sem esquecer o uso da gravata.

Se tantas vezes sinto dificuldade em gostar minimamente de um personagem quando vejo uma série nova, aqui esse problema está longe de acontecer. A maioria dos personagens que têm tempo de ecrã, como Rosa, Terry, Amy ou Holt, são interessantes e até fiquei com vontade de conhecer os três da vida airada que foram descritos como incompetentes. Jake também tem uma certa piada, não me estou a esquecer dele, mas simpatizei mais com os outros. E Charles também é um tipo muito fixe! Só Gina é que me pareceu um tanto ou quanto pateta demais, mas nada que desvalorize a série, nem nada que se pareça. Isto de se gostar de personagens logo à primeira é importante, porque ajuda a estabelecer uma ligação à história e a cultivar a vontade de ver mais. Opinião que se solidificou porque achei que Brooklyn Nine-Nine tem potencial para ser diferente das comédias que andam por aí e porque o seu humor não é básico e absurdo, mas sim natural. Houve vários bons momentos com piada, nomeadamente a corrida com extintores de Jake e Rosa.

No entanto, fico à espera de ver como é que as coisas vão evoluir sob a liderança de Raymond Holt e, sobretudo, quem vai conseguir resolver mais casos. Sim, porque também isso se tornou uma competição. Tenho que dizer que estou a torcer por Amy! Sinto que devia terminar fazendo uma crítica às ridículas cuecas de Jake, mas… A série tem aquilo que todos os pilotos deviam ter: um elenco sólido e cativante e uma história com potencial que não parece mais do mesmo.

Se, como eu, nunca viste Brooklyn Nine-Nine, está na hora de ires ver o episódio piloto! Se já viste, podes sempre recordar a série.

Diana Sampaio