Classificação

7
Interpretação
3
Argumento
7
Realização
7.5
Banda Sonora

[Não contém spoilers]

Estreou hoje na Netflix uma minissérie belga chamada Coyotes, mas o episódio piloto, La Sirène, é pouco promissor.

A história centra-se num grupo de escuteiros que se encontram a frequentar um acampamento, mas há outras coisas a acontecer que acho que podiam ter esperado para nos serem apresentadas. Por agora, não se percebe em que é que essas tramas paralelas se encaixam na narrativa principal, mas isso será apenas uma questão de tempo. O problema é que não vêm acrescentar ao episódio nenhum foco de interesse ou de curiosidade.

La Sirène, que significa A Sereia em português, tem apenas 40 min de duração, mas estes custam a passar. Os cenários são bonitos, o elenco não é mau, os atores parecem-se muito mais com adolescentes do que aquilo que é costume ver-se nas séries americanas e a banda sonora é boa, mas a série falha no principal: agarrar à história e fazer-nos sentir curiosidade em relação ao que aí vem.

Kevin, um dos adolescentes do acampamento, encontra uns diamantes numa gruta e supostamente isso devia ser um ponto de viragem no episódio, mas não. Nem mesmo a revelação do final do episódio eleva a série a um certo patamar que um thriller tem a obrigação de proporcionar. A série tem uma certa aura de O Deus das Moscas, livro que detestei, e estava sempre à espera que algo de violento acontecesse, mas acabei o episódio completamente desiludida em todos os aspetos. Em termos de personagens, também nenhuma é marcante, muito menos aquelas que tiveram mais tempo de ecrã.

Senti-me desiludida, pois estava à espera que Coyotes fosse uma daquela séries banais que não nos trazem nada de novo, mas que ainda assim entretêm bem durante umas horitas, como The Society. No entanto, vou-me ficar pelo episódio piloto. Não encontrei motivos para continuar.

Diana Sampaio