Classificação

9
Interpretação
3
Argumento
6.5
Realização

[Não contém spoilers]

The Chestnut Man é das mais recentes apostas dinamarquesas da Netflix: do mesmo criador de The Killing, este thriller, adaptado do livro com o mesmo nome, faz-nos acompanhar dois jovens detetives que investigam um caso no mínimo caricato.

Naia Thulin (Danica Curcic) e o seu recente parceiro de trabalho, Mark Hess (Mikkel Boe Følsgaard), são destacados para investigar um caso macabro: uma mulher morta, desmembrada, num cenário que indicia uma tortura extrema, onde a única pista deixada junto à vítima é um pequeno boneco composto por duas pequenas castanhas e por quatro fósforos, que representam os membros da minúscula escultura. Paralelamente, acompanhamos também o regresso ao trabalho da ministra dos Assuntos Sociais, Rosa Hartgung (Iben Dorner), depois de praticamente um ano ausente das suas funções devido ao rapto e morte da sua filha de apenas doze anos.

As atuações de todos os atores neste primeiro episódio roçam o perfeito, não existindo praticamente nada a apontar, mas um thriller de investigação, que é suposto ser tenso, estimulante e cativante não me deveria ter feito dormir três vezes durante apenas o primeiro episódio. Pouca ação, diálogos longos e sem o contexto de que necessitamos para nos manter presos ao ecrã durante o primeiro episódio, fazem com que rapidamente nos enfademos dos cinquenta e sete minutos que compõem o pilot de The Chestnut Man.

No entanto, tenho de ressalvar que, no que toca a cenários, foi feito um excelente trabalho. Temos a luz certa nos momentos mais sombrios e os pormenores essenciais para entender o enredo são focados nos momentos mais oportunos. O exemplo mais claro de tudo isto é o prólogo dos primeiros seis minutos do episódio, que facilmente se tornaram os melhores do episódio.

Resta-nos esperar que Naia, com a sua teimosia e persistência em fugir às regras, salve esta série!

Miguel Mendonça