Classificação

7
Interpretação
7
Argumento
7
Realização
7.5
Banda Sonora

[Não contém spoilers]

Sem grande coisa de zombies e sem grande coisa de soldados foi como começou S.O.Z. Soldados o Zombies no passado dia 6 de agosto, com este primeiro episódio, La Fuga. O que sairá daqui? Algo que pelo menos será diferente do que já vimos. Se vai ser bom? Depende de como eles avançarem a história e do orçamento que lhes tenha sido disponibilizado.

Tudo vai começar, claro, a partir de um cliché que séries de zombies já nos habituaram (mas mesmo aqui há diferenças engraçadas para a normalidade, se virem saberão do que falo). Tudo terá início na base militar Red Wing, onde um cientista chamado Augustus Snowman (Toby Schmitz) trabalha num soro que supostamente torna os soldados em algo sobre-humano, com tolerância extrema ​​a qualquer tipo de dor e em verdadeiras máquinas assassinas. Mas nem tudo está a correr da maneira esperada. O que vai sair daqui? Pelo nome da série já devem estar a suspeitar. Mas como será que isso vai acontecer? Dificilmente adivinham.

Enquanto isto acontece, a personagem principal (Sergio Peris-Mencheta) anda noutros lugares a tratar da sua vida (mas não em muitos, visto estar preso numa prisão de alta segurança no México), sem imaginar o que lhe vai acontecer. O episódio foi-se dividindo então entre estes dois sítios centrais, havendo, por vezes, coisas não muito bem explicadas e que dificilmente aconteceriam na vida real (nisto, refiro-me a coisas banais do dia a dia e não, claro, à parte de zombies – esta última é claramente exequível).

É difícil saber, depois deste primeiro episódio, onde iremos ser levados, os autores só quiseram neste primeiro episódio dar o prefácio para os eventos futuros levando a que estes 30 minutos pouco tenham tido a ver com o título. Acredito que o segundo episódio já possa ser completamente diferente deste e haver ainda mais ação, cenas parvas a acontecer e onde possamos ver efetivamente zombies contra soldados.

Não me parece que será um série que se vá preocupar muito em dar profundidade às personagens, mas a premissa não é essa e como os oito episódios duram menos de 30 minutos cada, não há necessidade de preencher o tempo explorando os seus sentimentos. Será uma construção com um ritmo em crescendo (assim espero, pelo menos) para o que promete vir a ser uma batalha apocalíptica, e isso é tudo (ou quase) o que realmente se espera de uma série como esta.

Filipe Tavares