Classificação

6
Interpretação
6.5
Argumento
5
Realização
6
Banda Sonora

[Não contém spoilers]

A nova série italiana da Netlix, Zero, e este primeiro episódio, traz-nos a história de um rapaz chamado Omar, mas este rapaz não é um comum mortal, tem uma coisa que muita gente sonha ter: um super-poder (na série poderão descobrir qual). Entre o seu trabalho como entregador de pizza e um desenhador de banda desenhada. Não contente com a vida que leva e com o bairro em que vive, Omar tem a esperança de mudar de vida, mas será que o vai conseguir ou será influenciado por entidades externas?

Neste primeiro episódio de 25 minutos, de Zero, há um clara reflexão social sobre a divisão entre ricos e pobres e os problemas que os imigrantes por vezes enfrentam quando se alojam noutro país. De um lado está Omar e o seus do outro a sociedade rica, tal como Anna (Beatrice Grannò), uma rapariga pela qual Omar terá interesse. Só por isto já vale a pena dar uma espreitadela, mais que não seja abrem-se horizontes e conhece-se um pouco mais da essência de outras culturas sem ter que sair do sofá.

Todos os personagens parecem um bocado desajustados da realidade, sem grande coisa para oferecer à história. Muito disto deve-se ao facto de passarem pouco tempo em cena, antes que lhes fosse cortada a ação. Todos à excepção do Omar (Giuseppe Dave Seke) que apresentou emoção, ternura e nos mostrou genuinamente uma personagem pela qual nós queremos torcer.

A ideia do episódio e da série é interessante, engraçada e intrigante mas a maneira como as coisas se foram desenvolvendo e tentaram encaixar tudo foi simplesmente muito sem sentido e um pouco inconsistente. Há muito espaço por onde melhorar, e acho que a série merece que se lhe dê o benefício da dúvida.

No final de tudo posso dizer que Zero até foi e poderá ser (mais) uma divertida série de super-heróis, que conta não não só com traços da vida real mas ao mesmo tempo que explora também uma parte da população que não tinha sido representada em séries italianas até agora (imigrantes). A diversificação existe e é boa de se ver.

Filipe Tavares