Classificação

6.5
Interpretação
7
Argumento
7
Realização
7
Banda Sonora

[Pode conter spoilers]

Debris é uma nova série do criador de FringeJ.H. Wyman. Tratando-se de ficção científica, conta-nos a história de dois agentes que se juntam numa investigação de partes de uma nave extraterrestre que estão a cair na Terra e a causar disrupções por todo o lado. Desde situações de atravessar paredes até corpos que flutuam, podemos encontrar um pouco de tudo neste piloto.

Neste episódio piloto de Debris, se há coisa de que não nos podemos queixar é do ritmo. Nestes 43 minutos acontece imensa coisa e acabamos num ponto muito mais avançado do que começamos. Isso pode ser bom para despertar a curiosidade ao espectador. Por exemplo, eu no início não estava muito investido e no fim até acabei por gostar. Não temos a mínima ideia do que está a causar estes acontecimentos ou qual o objetivo de tudo isto, mas parece haver um padrão e, portanto, algo concreto para investigar. A parte do rapaz que está envolvido diretamente é um bocado estranha, mas espero que venha a ser explicada posteriormente.

Quanto às interpretações, temos Jonathan Tucker e Riann Steele a interpretar, respetivamente, Bryan Beneventi e Finola Jones, que fazem um belo papel. Conseguem ter logo uma química na sua dinâmica de funcionamento enquanto equipa que se vê obrigada a cooperar. Pelo final do episódio, sabemos que vão haver ali uns distúrbios nessa parceria, mas foi, sem dúvida, uma relação interessante. O único destaque mais negativo que faço em termos de interpretação é referente a Benjamin Goas, que interpreta o pequeno Kiernan. Sim, eu sei que se trata de uma criança a representar, mas já vimos atuações fabulosas de jovens atores e este pareceu sempre meio alheado e pouco convincente. Sei que parte da sua atuação é esse transe, mas creio que poderia ter sido feito de melhor forma.

A banda sonora é uma parte muito importante de qualquer série, especialmente de uma de ficção científica. Precisamos do apoio musical para nos pôr no mindset e nos ajudar a transportar para esta realidade. Nesse aspeto, esta banda sonora cumpre o que tem que fazer, mas sem um destaque absoluto.

Em suma, tivemos um bom episódio, sólido e com um ritmo elevado. Esse mesmo ritmo prende a atenção dos espectadores, mas não permite que haja character development. Não irei continuar a ver porque não puxou a 100% por mim e ficção científica não é o meu género de eleição (prefiro fantasia, normalmente), mas não deixo de reconhecer que é uma boa obra com algum potencial.

E tu, achaste que foi uma boa estreia? Ou que navega no sucesso de Fringe?

Raul Araújo