Classificação

6.5
Interpretação
8.5
Argumento
8.5
Realização
7.5
Banda Sonora

[Não contém spoilers]

A nova série da HBO Portugal, Romulus, conta-nos a história de Romulus e o seu irmão gémeo Remus que são os criadores/fundadores de Roma no século VIII AC. O nascimento desta cidade é uma lenda envolta em muito mistério, violência, poder, dramas familiares e… coisas sobrenaturais. Noutras palavras, é o tipo de história que encaixa perfeitamente numa série de televisão… E finalmente chegou esse momento. Veremos, no entanto, se está à altura da história que lhe deu origem.

A história apresentada em Romulus, que chegou às televisões pelas mãos do realizador Matteo Rovere e o produtor executivo Marco Chimenz (que ajudou a criar séries como Gomorrah e Suburra), será vista através dos olhos de três personagens principais que tentam sobreviver num mundo brutal e implacável: Yemos (Andrea Arcangeli), Wiros (Francesco Di Napoli) e Ilia (Marianna Fontana). A série é uma história de revolução, que começa a ser desenhada logo no primeiro episódio em que tanto homens como mulheres começam a decidir os seus próprios destinos.

Este primeiro episódio começou com um ritmo lento, que nem sempre me conseguiu agarrar ao ecrã, mas as coisas para o fim foram melhorando e acabaram por conseguir dar um desfecho interessante a várias linhas paralelas. Veremos se o segundo episódio parte daqui e consegue fazer ainda melhor (se tudo correr bem podemos estar aqui perante um golden gem, conhecido por poucos mas bons).

Os figurinos, as cores, as paisagens, a cinematografia, as sequências de ação foram engraçadas e conseguiram-se diferenciar em várias partes do estilo que estamos habituados a ver, tanto em séries britânicas como americanas. Havendo aqui uma linha muito ténue entre o sucesso ou fracasso, isto porque, para muitos tal acontecimento pode ser interessante (para mim foi), mas para outros pode ser estranho, juntamente com o facto de a série ser em latim arcaico.

A parte da atuação não esteve num patamar tão alto como os outros aspetos, sendo por vezes difícil ficar convencido na credibilidade das cenas e agarrado aos acontecimentos que estava a ver… Os atores muitas vezes não conseguiram transpor para fora do ecrã os sentimentos que estavam a vivenciar, nem dar o relevo que era preciso para determinada cena.

Se estiverem com tempo deem uma vista de olhos e poderão ficar surpreendidos pela qualidade e ao mesmo tempo aprender algumas coisas sobre estes tempos antigos tão interessantes (é sempre bom poder aliar a diversão ao conhecimento).

Filipe Tavares