This is Us – 03×06 – Kamsahamnida
| 02 Nov, 2018

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Mais uma boa semana para This is Us, um episódio pleno de pequenas vitórias, decisões marcantes e emoções contagiantes que confirmam a constante boa forma desta série, tudo isto arquitetado entre diversas rodas dentadas que não deixam de surpreender.

Há de facto algo de muito bom a ser feito naquela sala de edição, por trás das câmaras – viram bem aquela cena em que a Kate dá a notícia do sucesso da fertilização in vitro à família? Como os telefonemas de Kate para a mãe e para os irmãos e o telefonema entre os irmãos nos guia de pergunta em pergunta ligando tudo como se tivesse sido uma conferência em sala e fazendo-nos sentir presentes enquanto acompanhamos o ritmo envolvente e empolgante das novidades. E a cena sem grande palavreado, em que o boxe nos dá uma imagem perfeita do paralelismo das lutas desta família, nomeadamente,  a luta inerente à mais recente jornada de Randall…

E continuando com essa mesma jornada: confesso que há uma semana atrás estava um pouco receoso com o que estavam a escrever e preparar para o novo arco da história de Randall Pearson, temi que pudessem “politizar” este núcleo, mas esta semana estou bem mais descansado. Esta nova missão de Randall é mais um veículo para promover multi-culturalidade, diversidade, generosidade, irmandade – e temos no “ringue” 2 homens com o dom da palavra que prometem uma batalha com elegância e alto nível. E fiquei feliz e empolgado com os dois reforços de peso que Randall ganhou na sua equipa e que com certeza farão pender a balança a seu favor.

Foi um bom episódio no que toca ao desenvolvimento da história entre os dois irmãos, Randall e Kevin. Enquanto nos vão bombardeando com mais cenas da infância em que o então “cruel” Kevin, que ainda não sabia que adorava o seu irmão, adorava superiorizar-se a ele e gerar confusão… no presente vamos vendo um laço fraterno cada vez mais forte e que começa a dar frutos na evolução das duas personagens.

Foi sem dúvida uma semana de pequenas vitórias para personagens que têm estado na “mó-de-baixo”, como é o caso de Toby e de Beth, e essas pequenas vitórias só contribuem para encher de amor e alegria os núcleos mais próximos dessas personagens e favorecer o rumo dos seus parceiros… E foi também como disse um episódio de grandes decisões: para Kevin que, quanto a mim, está a ter a sua melhor temporada, e para Randall, cuja imprevisibilidade não pára de surpreender… o céu é o limite para “corações” tão grandes – obviamente e contrariamente aos receios do passado – há muito de Jack Pearson em ambos os irmãos.

Finalmente, This is Us levou-nos àquele que é o meu espaço temporal preferido na série, a infância dos três irmãos com Jack e Rebecca no seu melhor. Enquanto o presente é uma fonte interminável de novos momentos, porque o futuro é ainda um grande ponto de interrogação, sabemos que este arco é limitado, pois conhecemos os seus limites temporais. E exactamente por esse motivo acho que os criadores da série gerem exemplarmente estas visitas ao passado. O que dizer destas conversas de Jack com os seus filhos?  É de facto um dom desta personagem e deste ator e de quem escreve as suas falas, que lhe permitem sempre dizer o certo no momento perfeito e com a entoação e a expressão que tornam estas cenas extraordinárias e particularmente tocantes.

Sem ter atingindo ainda os níveis de tensão e emoção de alguns episódios das duas temporadas passadas, a verdade é que This is Us segue com um ritmo excelente, com emoções mais doseadas, mas abrindo sempre novas portas  e convidando-nos a querer descobrir sempre mais sobre esta família e mantendo o interesse sempre bem vivo e renovado.

André Borrego

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