Classificação

8.8
Interpretação
7.9
Argumento
8.5
Realização
8
Banda Sonora

[Contém spoilers]

É tempo de uma nova liderança

A meia dúzia de episódios do season finale “Brothers in Arms” arrasou no que diz respeito à sua narrativa principal, deixando Green Arrow sozinho na sua luta para proteger Star City e realçando o verdadeiro perigo que é Ricardo Diaz.

OMG! Tenho de admitir que esperava um drama lamechas deste confronto entre Diggle e Oliver, pois até agora não me tinham convencido desta vontade de Diggle querer herdar o manto do Green Arrow. Porém, graças a uma boa escrita e performances incríveis, tanto de Stephen Amell como de David Ramsey, tive direito a uma das melhores surpresas da semana. A participação de Lyla (Audrey Marie Anderson) não só deu para matar saudades da personagem que andava desaparecida, mas contribuiu imenso para seguirmos a linha de pensamento de Diggle e para ele próprio em conversa com a mulher conseguir compreender melhor os seus sentimentos. Tivemos uma discussão acesa entre os dois elementos mais antigos da Team Arrow, onde ambos usaram golpes baixos para ferir os sentimentos um do outro; tivemos troca de murros entre dois homens que desde a 1.ª temporada passaram de uma relação de segurança e patrão para mais do que amigos e mesmo irmãos; tivemos pedidos de pazes sinceros; e finalmente tivemos a iluminação de qual é realmente o problema, terminando com a saída também de Diggle da Team Arrow. A equipa vê-se assim reduzida a dois, sendo que a nível de trabalho de campo fica tudo para o Kapushion.

Analisadas com cuidado, as razões para a desconfiança de Diggle fazem bastante sentido e a divisão de Oliver em tantas tarefas era certo ter as suas consequências. Resta saber, iremos agora ter Diggle como agente of ARGUS?

O outro enredo secundário envolvendo Dinah, a corrupção na polícia e a missão de desmascarar o negócio de tráfico da droga Vertigo de Diaz foi também um sucesso e outro dos pontos positivos deste episódio. De realçar, a cooperação, meio forçada sim, mas eficaz, entre Dinah, a tenente da polícia, e Oliver Queen, o presidente da câmara da cidade, que foca as funções destas duas personagens para além do trabalho como vigilantes. Para além disso, a extensão da corrupção controlada por Diaz e as formas que ele consegue encontrar para manipular os outros demonstram que o que as outras pessoas dizem a Oliver pode bem ser verdade e ele já ter perdido sem ainda saber. De todas as maneiras, estou ansioso para compreender tudo o que está por detrás do plano de Ricardo Diaz, aka Dragon, e se será realmente ele o cabecilha desta mega-operação para dominar Star City.

Em termos de ação, o ataque ao laboratório de Diaz foi feroz e impressionante e pudemos apreciar o poder devastador de mais uma das setas especiais existentes na aljava do Green Arrow.

Em nota de rodapé, o novo namorado de Curtis deveria ter umas lições com o James Bond para aprender que falar a tocar no ouvido é um erro de novato.

Já as partes com Black Siren distraíram e fizeram revirar os olhos – como é que uma pessoa lê uns livros de Direito durante uns dias e fica a saber mais sobre a Lei do que o Procurador da República? Por favor, façam com que esta seja a última temporada de Katie Cassidy na série (sinceramente duvido muito!).

Por esta altura já devem saber as ótimas notícias de que Arrow foi renovada para a sua 7.ª temporada, mas antes disso, para a semana, temos o episódio “Fundamentals”, onde Oliver se verá completamente sozinho e à beira do desespero por ter falhado como líder. Poderá haver alguém que o faça erguer-se? Até lá, salvem as vossas cidades!

Emanuel Candeias