Vikings – 05×07 – Full Moon
| 06 Jan, 2018

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Vikings conseguiu com Full Moon um tom calmo, ação desprovida de batalhas, um episódio bem interessante com tempo bem distribuído entre os dois lados do campo de batalha, conseguindo assim aprofundar mais as ambições, desejos e motivações das personagens nesta antecâmara da grande guerra, permitindo ainda distanciarmo-nos por momentos do foco central, visitando a missão de Floki e a jornada de descoberta de Alfred.

Em ambos os domínios dos dois exércitos tivemos novidades e revelações que podem fazer pender o equilíbrio das forças para um dos lados. Tivemos oportunidade de nos sentar com dois dos personagens que têm liderado esta temporada, Ivar e o bispo Haehmund, durante uma partida de algo semelhante a xadrez, onde não estão apenas a jogar, estão a conhecer-se melhor. Ivar parece confiar demasiado no bispo como um forte aliado, discutindo até a estratégia de batalha com ele. No entanto, Haehmund, movido pelo que acredita ser a vontade do seu Deus, ou pela sua própria vontade, está a munir-se de informação que poderá usar a seu favor quando chegar o momento certo e isso poderá ser a desgraça de Ivar. O legado de Ragnar continua a ser disputado pelos seus filhos, mas todos eles são bem diferentes do seu pai. Ivar parece ser o que tem o “sangue mais viking”, o estratega tal como Ragnar foi em tempos, mas as suas motivações são distintas, Ivar luta apenas por fama, por vingança, por raiva, pelo prazer da vitória e de se superiorizar aos outros. Habituámo-nos a vê-lo rastejar pelas cenas, mas hoje em dia quase sempre o vemos erguido, de olhos nos olhos com os seus adversários e aliados, e até parece caminhar melhor (talvez por vontade dos deuses). Hvitserk mantém-se, ao longo desta conversa, onde sempre tem estado, em cena, mas aliado, desajustado e sem grade foco e provavelmente chega a esta batalha como o filho de Ragnar com menos possibilidades de se sentar no trono. Ainda nesta terra, uma novidade que poderá ter influência nas movimentações no tabuleiro: tudo indica que Astrid está à espera de um filho de Harald, algo que o deixa muito satisfeito e a ela bastante apreensiva. Harald tem razões para sorrir neste episódio, vai ser pai e vê chegar uma frota de barcos para reforçar os seus números: Skol!

E do outro lado, as questões levantadas sobre fidelidade são ainda maiores. Temos uma armada reforçada com a chega de Bjorn Ironside. Bjorn será, sem dúvida, dos filhos de Ragnar o melhor guerreiro, e não será desprovido de razão, o receio que Ivar revela face a este irmão; mas, tal como ele também diz, o seu irmão não é muito inteligente. Acaba de vir de uma missão falhada e apesar de ser o primogénito de Ragnar e legítimo herdeiro, as suas preocupações parecem estar sobretudo em conquistas na cama. Ragnar não foi sempre fiel às suas mulheres, mas foi um homem de paixões, amou-as, valorizou-as, protegeu-as. Bjorn acaba de encerrar o capítulo com Torvi, que sempre foi boa para ele, e já está obcecado com a filha do Rei dos Sami, o mais recente reforço que Lagertha convocou para se unir a ela nesta batalha. Com a influência de Lagertha, o consentimento do rei e a vontade de ambos, não tardou a que esse desejo de Bjorn se consumasse. É assim introduzida na história a princesa Snaefried que, ao contrário das anteriores mulheres de Bjorn, não parece que goste de ser dominada. Outra grande dúvida prende-se com o lado ao qual Halfdan é leal neste momento. Não nos pudemos esquecer que ele é irmão de Harald e que a relação entre os dois sempre foi muito forte. Neste momento ele apresenta-se do lado do exército de Lagertha em resultado da dívida que tem para com Bjorn em virtude do que passaram juntos na demanda no Mediterrâneo. Mas quando chegar o momento de todas as decisões, o que falará mais alto?

Por fim, falta-nos falar do último filho de Ragnar, Ubbe. Fisicamente mais forte que Ivar e Hvitserk e mais fraco que Bjorn, pior estratega que o seu irmão Ivar. Colocava-o o até aqui como o mais sensato e razoável de todos, mas este episódio talvez tenha mudado essa minha ideia. Ubbe é facilmente manipulável e também se deixa levar facilmente pelos seus desejos sexuais. Mal Bjorn terminara a relação com Torvi, já trocava beijos com ela, claramente disponibilizando-se para partilhar cama com ela, mas pior ainda é a sua relação com Magrethe. Magrethe não esconde que não está com Lagertha, era uma escrava, mas tem ambições de chegar a rainha; acha que ao juntar-se com Ubbe ao lado de Ivar terá maiores probabilidades de isso acontecer, caso Bjorn morra, sendo Ubbe o segundo mais velho. Ubbe pode fazer-lhe a vontade para não se ver privado do prazer da sua relação essencialmente física com ela ou pode continuar a ser o mais sensato e ser fiel àquilo em que acredita e manter a sua posição, no lado oposto a Ivar. É uma das grandes dúvidas neste momento e será interessante vermos como se desenrola este jogo de sedução que pode vir a correr muito mal para Magrethe e até para Ubbe. Continuou a achar que o filho mais justo e consciente de Ragnar, ainda que não fosse o melhor guerreiro, era Sigurd, que perdeu a vida no final da temporada passada.

Fora da guerra que se aproxima está Floki, na sua missão na terra nova. O grupo tarda a ver o mesmo que ele vê, a confiar nele, e os deuses tardam em dar sinais que comprovem o que ele diz. As vozes contra Floki começam a erguer-se e as suas ambições para aquele povo e terra são postas em causa. Será que os deuses estão com ele?

E Alfred prossegue a sua caminhada para se aproximar do seu pai. Parece estar no bom caminho, tendo em conta que somos brindados no final com um “pai nosso” a duas vozes, a sua e a de Athelstan, que continua, tal como Ragnar, com uma influência bem presente na série.

Chegou então a primeira lua cheia. Resta-nos esperar pela segunda e pelo grande embate que promete trazer consigo.

André Borrego

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