Arrow – 06×10 – Divided
| 21 Jan, 2018

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[Contém spoilers]

“Divided we fall”

Arrow acabou o ano passado em queda e parece que nem as resoluções de Ano Novo conseguiram endireitar o rumo que a temporada está a tomar. É mau sinal quando aquilo que vemos melhor são as falhas em todos os enredos que a história está a explorar. Ainda há esperança, mas a constante desilusão começa a apagar o fervor de querer acompanhar ansiosamente cada novo episódio desta temporada.

Cayden James conseguiu não só infiltrar-se na Arrow Cave, descobrindo as identidades secretas de todos os membros e utilizando as informações para quebrar a equipa, conseguiu reunir um grupo assustador de vilões ao seu lado e continua a estar um passo à frente da reduzida Team Arrow. O homem é um génio do mal, isso é certo, as suas motivações e o seu plano final é que continuam um mistério.

Um dos problemas desta Legião de Vilões é que os seus membros ou são desconhecidos ou estão a ser mal aproveitados. Quem é aquele Sheck? E Ricardo Diaz, apesar de aparecer como um vilão recorrente, apenas o vimos uma vez em ação durante pouco mais de uns minutos. E depois temos Black Siren e Vigilante. Vigilante está em areias movediças e apesar de os produtores terem em mãos uma personagem que podia ser uma mina de diamantes, a sensação é que eles vão estragar tudo. Tenho confiança que haja mais no plano de Vincent do que ter-se aliado a vilões de repente só porque sim. A sua personagem é não só cativante como a dinâmica entre ele e Dinah é bastante interessante, a relação das duas personagens traz algo de revigorante e genuíno à serie.

Quanto a Black Siren, a sua história com Quentin continua a não resultar e se continuarem pelo mesmo caminho nunca vai resultar. É uma afronta à memória da verdadeira Laurel e também a Sara que Quentin atue como se esta psicopata fosse de repente a sua filha perdida. Consigo perceber que se crie uma relação de simpatia pelos dois e que nenhum consiga matar o outro, mas a forma como está a ser abordada esta relação é forçada e não convence.

Woo hoo, Thea está de volta! Espera, que é que isso traz de bom mesmo? Com a equipa dividida, pensei que fosse a altura ideal para Speedy regressar à sua vida de vigilante. No entanto, Thea continua a ser uma personagem que anda por ali e não faz mais nada do que mandar uns conselhos de vida a esta ou aquela personagem. Que desperdício…

Em compensação, está a saber bem voltar a ver a Team Arrow original em ação. Mesmo neste episódio tendo Diggle estado fora de jogo, com o chip de Felicity e Curtis finalmente a funcionar, para a semana já teremos Spartan lado a lado com Green Arrow a proteger Star City.

O choque entre os novos e os mais antigos membros da Team Arrow é um enredo que à partida serve para dividir tanto a equipa como as opiniões do público, o problema está na confusão que se está a tornar. O discurso final de Oliver descreve bastante bem a situação no seu panorama geral, atribuindo culpas a todos os lados e dando a entender que tudo aquilo era o plano de Cayden. Apesar disso é incompreensível a resposta dos “novatos” da equipa que se mostram muito mais ofendidos do que deveriam e, não esperando uma reconciliação imediata com abraços e beijinhos, pensei que Curtis fosse sugerir que as coisas não podiam voltar ao que eram porque dali para a frente teriam de ser melhores, mas afinal ele mais uma vez deu foi uma chapada na mão de quem era suposto ser a sua equipa. A criação de uma equipa à parte pode ser interessante, mas com as atitudes dos novatos acho que a maioria está a torcer para que falhe redondamente. Outro aspeto diferente é que mesmo os produtores querendo-nos agora convencer que Rene merece ser perdoado, a verdade é que a traição no seu caso foi muito mais extensa e neste momento desejo para ele quase tanto bem como para a personagem de Eugene em The Walking Dead. Será bastante difícil a sua personagem voltar a cair nas boas graças.

Em nota de curiosidade, o beijo sónico da Black Siren é inspirado no golpe da personagem de Sonya Blade dos vídeojogos de Mortal Kombat. Para além desta cena impressionante de ação, ver Green Arrow a enfrentar sozinho dezenas de adversários e a usar o seu vasto arsenal de setas foi outro dos aspetos positivos do episódio. O argumento pode estar a passar por uma fase difícil, mas a qualidade em termos de cenas de ação vai-se mantendo alta.

Para além da frustração do episódio desta semana, a piorar estão as notícias de que a CW agora não pode utilizar mais Deathstroke, devido ao envolvimento da personagem nos filmes da DCEU. Estas restrições da Warner Bros. tornam-se cada vez mais ridículas e apenas ajudam a afundar tanto as séwries como os filmes da DC. Já anteriormente a morte do Suicide Squad em Arrow trouxe revolta aos fãs, que para mais não compreendem as proibições quando veem dois Flash e dois Superman diferentes a existir em filme e em série. Deathstroke é um dos personagens favoritos em todo o Arrowverse e já nesta 6.ª temporada de Arrow esteve envolvido em muitos dos melhores episódios que esta teve.

Na próxima semana, Cayden James vai continuar a tomar o controlo da cidade e as coisas complicam-se de mal a pior quando Oliver, ao tentar pará-lo com a Team Arrow original, põe William em perigo. Irá o episódio “We Fall” destacar-se por trazer a temporada “de volta aos carris”? Até lá, salvem a vossa cidade!

Emanuel Candeias

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