Vikings – 05×06 – The Message
| 30 Dez, 2017

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No meio de um enredo que vai avançando de modo bastante atabalhoado, destaca-se deste episódio a mensagem que dá título ao mesmo, que alerta os ocupantes de um dos lados da batalha que se avizinha, mas que não foi transmitida sem um duro preço a pagar.

Tivemos a nossa confirmação, que não é surpresa nenhuma, que Astrid está a encenar o seu papel de rainha de Harald, enquanto se mantém fiel à sua amante Lagertha. E só Harald parece não perceber isso, pois tem sido demasiado previsível. Astrid negoceia com o líder de uma pequena tripulação que entregue a Lagertha uma mensagem que a avise dos adversários que se preparam para atacar Kattegat, mas as proporções do acordo fugiram ao seu controlo e teve de pagar com o seu corpo, tendo sido violada pela tripulação completa. A balança pode inverter com as consequências do embate que está para breve; Astrid poderá até eventualmente sair por cima desta batalha, com a confiança de Lagertha renovada e rainha de um império, vingando-se pelo meio de quem lhe fez mal, mas, até ao momento, entre este acordo e o disfarce com Harald… A única coisa que pode estar a ganhar são DSTs.

Ivar e o seu exército chegam aos domínios de Harald para se aliarem contra Lagertha e Ubbe. Para trás deixam um exército inglês desolado, um Aethelwulf com a sua imagem e poder enfraquecidos, um Alfred com dúvidas sobre o seu passado e sinceramente, um cenário para o qual não sobra grande interesse para regressar. A aliança é facilmente celebrada entre Harald e Ivar, mas as ambições de ambos colidem e mais cedo ou mais tarde, quando já não precisarem um do outro para cumprirem os seus desígnios, tornar-se-ão inimigos, pois não há espaço para dois reis com egos tão grandes e que desejam o mesmo. Pelo meio temos ainda um Hvitserk que não passa de um peão de Ivar e tem muito a perder com esta batalha, mas dificilmente algo a ganhar. De qualquer dos modos, a união destas duas forças forma um exército temível para as forças de Lagertha e acresce ainda o daquele que poderá ser um soldado determinante, o bispo Haemund, a quem foi dada a escolha entre a morte ou a possibilidade de se juntar a esta armada. Haemund escolheu viver, mas tal não significa que esteja com Ivar. Esta escolha coloca-o em posição de matar mais uma série de pagãos que tanto odeia, mas será outro personagem que, ao ter sido poupada a sua vida, será uma ameaça futura para Ivar, que começa assim a ter bastantes aliados que não terão grandes problemas em traí-lo a qualquer momento.

Por fim, há que falar brevemente de dois núcleos que têm tido tanto de inconsistentes como de desnecessários. Qual o propósito da grande demanda de Bjorn pelo Mediterrâneo? Sim, ele já está de volta, tendo percorrido meio “mapa-mundo” em tempo recorde para chegar a Kattegat e equilibrar a balança da batalha, ao lado da sua mãe. Mas vem sem qualquer conquista e o seu núcleo não acrescentou absolutamente nada à série nestes episódios, servindo apenas para roubar minutos às outras cenas e tornando-as mais apressadas e com um menor aprofundar de personagens que o mereciam. Outro núcleo que tarda em dar frutos é o de Floki. O seu grupo de seguidores, que iriam abandonar Lagertha, é descoberto antes da partida, mas ainda assim ela permite que partam, pois não necessita de “soldados contrariados”. Mais uma vez em “tempo recorde” chegam ao destino, no qual Floki vê a “terra dos deuses”, mas quem o acompanha só vê desilusão, vazio, um monte de nada. Mas Floki garante que no futuro agradecerão por terem sido trazidos até ali… Cá continuaremos à espera de algum avanço significativo.

Esta temporada já nos deu excelentes momentos de batalha e estratégia, lutas bem articuladas, grandes momentos, sobretudo de Ivar e do bispo Haemund, mas tarda em desenvolver uma ação fluída e consistente, perdendo-se em cenas que deixam muito a desejar, sem qualquer propósito e sobretudo subaproveitadas. O confronto em Inglaterra foi perdendo todo o interesse à medida que o resultado das batalhas era irremediavelmente o mesmo e, como tal, o interesse da série só poderá ser restaurado quando houver um opositor à altura de Ivar. Mas chegamos agora ao momento chave, a grande batalha entre vikings, que poderá trazer tal opositor e que promete ser o grande marco desta temporada e mudar o rumo e ritmo da mesma.

André Borrego

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