Classificação

7
Interpretação
6.5
Argumento
6.5
Realização
6.5
Banda Sonora

[Contém Spoilers]

“NATO’s coming apart, my son is being sued, my mentor is a potential murder suspect and my mother-in-law’s being grilled by the FBI!”.

Review do episódio feita! A frase de Tom descreve bem o que acontece de momento neste drama político. Mas vamos por partes.

Tom tem que lidar com Turan, Presidente da Turquia, presente na América para a reunião da NATO, que está a ser alvo de contestação por um conterrâneo, Sahin, presente nos EUA, que tem mobilizado imensas pessoas para manifestações para terminar com o seu governo. Turan pretende que Tom deporte Sahin para a Turquia para que este possa ser executado por traição contra o seu Presidente e o seu país. Tom recusa, o que faz com que Turan ameace Tom com a sua retirada da NATO e, consequentemente, com o impedimento dos países representados na NATO, em especial os EUA, de armazenarem o seu armamento militar, em particular armas nucleares, em solo turco, como fazem atualmente, o que pode levar a um acordo da Turquia com a Rússia e, por conseguinte, a graves problemas para a América e para o resto do mundo. Tom continua a recusar o pedido de Turan e ao descobrir que este está a intrometer-se na sua vida pessoal a situação ainda fica pior.

Isto porque Leo, o seu filho, começou a namorar com uma miúda e parece totalmente apaixonado e a rapariga até conhece a Casa Branca e o próprio Tom. Mas em seguida, ela quer mostrar a Leo um café no local onde ocorre a manifestação contra Turan e quando um homem a confronta, Leo intervém e empurra-o. O momento torna-se viral no YouTube e é instaurado um processo civil contra Leo. Tom tem mais um problema entre mãos.

Os dois assuntos resolvem-se de uma assentada só, pois Mike descobre que o homem que Leo empurrou é um funcionário de Turan e que a rapariga é também filha de um empregado de Turan. Tom fica totalmente enfurecido. Assim, confronta Turan e ameaça-o de que ou acaba com a chantagem, continua na NATO e permite que o armamento dos países membros fique seguro, ou ele apoiará o seu opositor, Sahin, em público, fazendo com que o povo turco fique do lado do seu opositor e quem será morto quando regressar ao país é Turan e não Sahin. E, deste modo, tudo está bem quando acaba bem!

Em relação ao assassinato de Charlotte, lembram-se de que a última imagem do episódio passado foi a do Secretário Moss a entrar  no quarto de hotel de Charlotte? Pois bem, a assistente de Charlotte conta a Hannah e Damian que a sua chefe tinha um caso com o ex-Presidente americano, mas que por ainda não estar oficialmente divorciada não podia trazer a público este seu novo romance. Confidencia ainda que na noite antes do crime eles tinham discutido. Estas novidades põem em causa a relação de Tom com Moss, em quem Tom vê um modelo a seguir e um apoio importante.

Moss quando confrontado por Hannah e Damian recusa-se a comentar o assunto e não responde às suas questões. Por isso, Emily entra em ação e fala com ele. A ela, ele confessa que Charlotte queria uma relação mais séria e avançar para o próximo passo, o que ele recusou, dizendo-lhe que ela já tinha um anel, ao que ela respondeu que era um anel de amizade. Não percebi?! Ele já lhe tinha dado um anel?

Com Moss supostamente ilibado, Hannah e Damian focam-se num pormenor que Moss tinha dito na reunião com Emily (que tinha gravado a conversa), o anel da amizade. (Parece que vamos perceber que anel é este!) Quer Hannah, quer Damian reconhecem o anel numa foto e sabem quem é a pessoa que o tem: a assistente de Charlotte, Peyton! Esta confessa o crime, declarando o seu amor por Charlotte, amor esse que não era retribuído. Afinal e aparentemente era só um crime passional que não tinha qualquer impacto na história! Não teve interesse!

Para além disto, a história do suborno da mãe de Alex continua (também já se arrasta há demasiado tempo, já terminavam com isto ou avançavam na história!). A senhora concorda em falar com Foerstel e responder a todas as suas questões de modo a que ele não continue a bisbilhotar e descubra que ela viu Eric Little alguns meses antes. A conversa parece correr bem até que, no final do episódio, se descobre que existe uma conta em nome da Primeira-Dama em St. Lucia e aberta por Eric Little, no exato momento em que se assinou um novo acordo governamental de muitos milhões de dólares. A Primeira-Dama está a ser incriminada!

Termina mais um episódio, um episódio dentro da qualidade dos últimos apresentados e longe daqueles do início da primeira temporada que nos deixaram agarrados a Tom e Hannah e aos seus problemas. Pelos vistos, a história relacionada com Eric Little ainda não acabou e pode vir a dar pano para mangas e pode ser que se torne mais interessante. Em relação à história de Charlotte, foi totalmente inútil para o desenrolar do drama e não acrescentou nada; ou acrescentou e sou eu que não estou a acompanhar? Enfim, os quarenta minutos dos episódios estão a demorar cada vez mais a passar, se é que me entendem, e isso não é nada bom!

David Pereira