How to Get Away With Murder – 04×03 – It’s For a Greater Good
| 15 Out, 2017

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[Contém Spoilers]

Annalise, com a sua carreira num limbo, decide que para voltar ao topo vai ter que agarrar todas as oportunidades e junta-se aos Public Defenders. Porém, a responsável, Virginia Cross, (Marianne Jean-Baptiste de Blindspot) – eu bem digo que em termos de convidados esta série não dá hipóteses! – duvida das suas intenções: qual é o objetivo de uma advogada do calibre de Annalise ao juntar-se a eles? Annalise diz-lhe claramente que só quer ajudar aqueles que precisam tendo em conta o seu tempo livre (mas nós sabemos que não é só isso, tens que recuperar a tua reputação Annalise. E é compreensível!).

Assim, primeiro caso para Annalise: Ben Carter, condenado por ter morto a sua noiva há doze anos. Ben está a pedir um novo julgamento porque acha que a sua aparência teve influência na sua condenação pelo júri. Ben tem muitas tatuagens, inclusive várias na cara, que levam as pessoas a considerá-lo um rufia, mas este explica a Annalise que fez as tatuagens durante a sua adolescência para se integrar num gangue, mas quando conheceu a sua noiva deixou essa vida. Ben alega ainda que não a matou, ela suicidou-se.

Nate acaba envolvido neste caso como representante da Promotoria, o que deixa Annalise algo transtornada. Nate traz uma mensagem de voz apagada do telemóvel de Ben na altura da morte da noiva, em que ela chorava e pedia a Ben para se acalmar. Annalise contesta a prova de Nate, dizendo que não há provas de que foi Ben a eliminar a mensagem de voz e que já todos apagamos mensagens de voz sem que matássemos alguém a seguir.

Como forma de se vingar de Annalise, Nate e Bonnie unem-se e com a ajuda de Oliver descobrem uma gravação apagada no telemóvel de Annalise onde Ben confessava que a filha não era sua, informação ainda desconhecida do júri.

Annalise encontra Bonnie e Nate no estacionamento e existe um confronto, quase físico, entre as duas. Eu não queria ser a Bonnie naquele momento, não me metia na mira de Annalise Keating. E sejamos sinceros, não se perderia nada se Bonnie levasse umas boas bofetadas!

Neste entretanto, Annalise é chamada à morgue para identificar um corpo (deixaram-nos por um momento com o coração nas mãos), mas o corpo era de Jasmine. Este acontecimento leva Annalise a desmoronar um pouco e é aqui que vemos pela primeira vez neste episódio o terapeuta Isaac, pois Annalise, em vez de se entregar à bebida, dirige-se a sua casa.

De volta ao hotel, encontra um envelope à sua porta com a prova de que necessitava para ganhar o caso e tirar Ben da prisão: uma filmagem do suicídio da noiva. Frank descobre que esse envelope foi deixado à porta de Annalise pelo namorado de Virginia. Confrontando-a, Annalise consegue arrumar dois assuntos de uma só vez: provar a inocência de Ben e demonstrar a incompetência de Virginia (que tinha a filmagem em sua posse no primeiro julgamento há doze anos atrás e nada fez com ela, porque nem sequer a tinha visto e agora que a viu decidiu mandar o seu namorado deixá-la a Annalise para que se pudesse redimir e salvar Ben) e, por conseguinte, a de todo o sistema judicial, como Annalise faz questão de referir ao Dr. Isaac.

Assim, Annalise tem provas, visto Virginia ter admitido sobre juramento que os Defensores Públicos não garantem a melhor defesa àqueles que necessitam, de que há falhas no sistema e pode assim começar uma ação contra o Estado, tudo isto para o greater good. Pelo meio ainda houve outra ameaça de luta entre Annalise e Virginia, mas também foi só ameaça.

A discussão com o terapeuta foi novamente intensa e Annalise acaba a dizer-lhe que ele tem medo de que ela faça com ele o que fez com Sam, que ele perdeu poder nesse momento e que vai continuar a tentar recuperá-lo e para isso vai tentar sempre deitá-la abaixo e mostrar-lhe a ela que tem poder, mas “you are not going to break me!”.

Entretanto, os Keating 4 e Oliver descobrem que Bonnie trabalha para a Promotoria e têm medo do que isso possa significar, mas Frank, que está a estudar, com a ajuda de Asher, para as provas de admissão à faculdade de Direito, garante-lhes que ela só seguiu com a sua vida (sim, porque Frank e Bonnie vivem juntos agora, mas não sei o que isso significa).

Connor cancelou a sua matrícula, deixando todos alterados. Decidem fazer uma intervenção sobre Connor (que inclui Frank a fazer almôndegas para todos), mas aparentemente sem grande sucesso. Mas, no final, aparecem os pais de Connor. Ao conhecermos os pais de Connor (que continua um bocadinho irritante nesta temporada, o Connor da primeira temporada já voltava!), penso que vamos saber um pouco mais sobre o seu passado.

Laurel pede ajuda a Bonnie, pedindo-lhe um estágio na Promotoria. Apesar de Bonnie não estar muito convencida, acaba por aceitar, muito por influência de Frank. O objetivo de Laurel era óbvio e simples, conseguir informação sobre o seu pai, o que acaba por conseguir, visto que descobre que o jato dele aterrou em Filadélfia no dia da morte de Wes. Laurel neste episódio teve também um momento intenso com Annalise, no qual trocaram palavras bem duras uma com a outra.

Michaela, juntamente com o irritante Drake, começa o seu estágio na Caplan and Gold. Primeiro dia, primeiro desafio para todos os estagiários: the Caplan and Gold Hell Bowl, uma disputa entre todos os estagiários em que têm que responder a questões sobre a empresa e da qual apenas um sairá vencedo e que pode escolher com que partner quer trabalhar. Michaela e Drake dão baile a todos os outros (inclusivamente, Drake responde a uma questão sobre a Antares Technologies, a empresa do pai de Laurel) e chegam naturalmente ao confronto final.

Michaela consegue ganhar, com a última resposta a ser Kigali (uma cidade em Ruanda), uma resposta que ela sabia por causa de Laurel, já que a empresa abriu aí um escritório por causa do pai desta. Sendo a grande vencedora, Laurel escolhe trabalhar com Tegan Price, a responsável pela Antares. Parece-me que esta investigação de Michaela e Laurel vai dar muito que falar!

No flshforward (dois meses depois), vemos Michaela a olhar para o berçário do hospital, lavada em lágrimas e suja de sangue e o Dr. Isaac a dirigir-se a ela e a chamar-lhe Annalise (por acaso vistas de costas até se confundem, mas não tanto assim. Porém, com este episódio, parece que temos a Annalise júnior de volta), mas a única pergunta que ela lhe faz é: “ele está morto? Toda a gente à nossa volta morre!”.

Ele significa o bebé de Laurel ou significa outra pessoa? Se for outra pessoa, sabemos que é um ele! Frank e o Dr. Isaac, para já, são os únicos dois excluídos. Parece que vai ser esse o novo mistério a juntar ao desaparecimento do bebé de Laurel e a localização de Annalise.

Episódio muito interessante, que abre novas portas: a possível ação de Annalise contra o sistema judicial (que pode levar ao acontecimento do flashforward), a nova “aventura” de Michaela (outro fator que pode levar ao acontecimento do flashforward, envolvendo o pai de Laurel) e ainda a luta de titãs cada vez mais intensa entre Annalise e o terapeuta. É disto que a série sobrevive e continua a fazê-lo muito bem, porque na minha cabeça existem múltiplas hipóteses sobre o que pode ter acontecido e de como chegámos ao ponto do flashforward!

Nunca mais é quinta-feira!

David Pereira

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