Classificação

8.5
Interpretação
8
Argumento
8.5
Realização
7
Banda Sonora

[Contém spoilers]

Chicago Justice é mais uma aposta do criador Dick Wolf, um spin-off de Chicago PD.

Esta nova série traz-nos a história dos advogados e procuradores do Estado que, juntamente com a sua equipa de investigadores, fazem tudo para dar voz e defender o melhor possível as vítimas. Algumas das personagens centrais da trama têm os seus próprios antecedentes, que nos remetem a outras séries. Vejamos o caso do procurador da justiça Peter Stone, que é filho do famoso advogado nova-iorquino Ben Stone de Law & Order. Com uma forma peculiar e insistente de fazer prevalecer o que lhe parece ser o mais justo, tentando trazer clareza aos jurados no tribunal, acaba por entrar em choque com o seu chefe, Mark Jefferies, que politiza o seu próprio trabalho, deixando por vezes cair algumas provas ou suspeitas.

Neste primeiro episódio, os bombeiros de Chicago Fire atendem a um pedido de socorro numa fábrica abandonada onde se estava a realizar uma festa de jovens e acabam por morrer 39 pessoas. Uma das vítimas do incêndio é filha do investigador Alvin Olinsky (Chicago PD) e é claro que o envolvimento e dedicação da equipa é mais que muito e rapidamente conseguem deter um possível suspeito. Ao longo do episódio são evidentes as quezílias entre Stone e Jefferies, mas o jovem procurador, juntamente com a ajuda da também procuradora e apaixonada pela profissão Anna Valdez, conseguem fazer prevalecer a sua forma de fazer justiça, consegue ganhar o caso e acusar o suspeito do incêndio e homicida.

Confesso que não sigo as séries Chicago com regularidade, mas quando estão a passar na televisão sou capaz de acompanhar um ou outro episódio, embora não os procure. Quando comecei a ver esta fiquei confusa com o facto de começar com flashes de acontecimentos, como se não fosse um primeiro episódio e sim o seguimento de um outro anterior, mas não era. O que acho engraçado neste universo de Chicago é a sua familiaridade, que nos mostra que não há problema algum em misturar diferentes séries, cada uma tem as suas próprias histórias, das suas personagens, e por vezes são necessárias para se complementarem umas às outras (às séries) – espero ter-me feito entender.

Como qualquer série do género, aconselho-a vivamente, com interpretações fantásticas e uma dinâmica de ação que não se torna aborrecida, despertando-nos o interesse no acompanhamento da mesma. Por cá, a série estreia dia 15 através do TVSéries | Home of HBO.

Ana Galego Santos