Classificação

8
Interpretação
7
Argumento
7.5
Realização
9
Banda Sonora

Tratou-se de um episódio ligeiramente fora do estilo habitual, em que o foco foram os eventos no presente durante os interrogatórios aos reféns, enquanto que no passado os alunos têm que resgatar um ativo da CIA que foi comprometido.

Quinta:

Alex confronta Owen com a verdade acerca de Lydia, mas este recusa-se a aceitar e portanto esta tem que arranjar provas para lhe mostrar. Enquanto ela tenta, este cria um exercício prático para os seus alunos: têm de resgatar um ativo comprometido na Alemanha sob as barbas do governo alemão, com a ameaça de que se o seu disfarce for descoberto ficarão lá presos. O que eles não sabem é que o ativo em questão trata-se de Owen a usar um dos seus alias e a pôr-se em perigo de propósito para não enfrentar a dura verdade sobre a filha. É ainda confrontado pelo filho de uma mulher que o tinha ajudado, acabando por perder a sua vida, e neste confronto demonstra um claro desejo de morte. Depois de Alex o ajudar parece fazer as pazes consigo próprio e aceita ajudar Alex e Shelby a apanhar Lydia.

Léon continua a trabalhar secretamente para o FBI em troco de imunidade, mas não consegue cumprir ordens e não deixa Dayana matar a mulher que a AIC tinha ordenado, de modo a protegê-la. Com Dayana contra ele, o seu futuro nesta organização secreta está em risco. A relação de Ryan e Alex deu novamente um passo à frente depois de tantos para trás que tem estado a dar.

Presente:

Will utiliza um programa para identificar operativos da AIC no meio dos reféns com base em algumas perguntas. Caso o resultado da máquina seja positivo então matam esse operativo. Ryan recusa-se a matar Harry, mas a situação é adiada uma vez que este não é um operativo, mas quando interrogam Léon este acusa-se no teste, com o único senão de que num dos sítios têm a certeza que foi uma mulher que prepetuou o ato em questão, que indica que este estaria a proteger Dayana. Ryan acaba por impedir, com a ajuda de Will, que matem Léon e escoltam os reféns todos para fora do edificio, com o pequeno senão de o resto dos terroristas se encontrarem entre eles.

Resta outra ponta por atar: quando discute a moralidade dos seus atos com Ryan, dá o exemplo de uma mulher que a pedido da AIC transporta entre países quilos de semtex, que acabaram por causar a morte de 27 jovens. Essa mulher é a mesma a quem, no passado, foi ordenado a Dayana que matasse. Será que iremos ouvir falar dela novamente ou a sua participação ficou por aqui, como modo de justificação para as ações dos atuais terroristas?

Ao contrário da temporada anterior, os eventos do presente já se começam a desenrolar, quando ainda aparenta faltar muito para o passado da quinta ficar em dia, uma vez que o que estamos a ver ainda decorre 9 meses antes do atentado atual. Será que ainda vão surgir mais grandes eventos no presente ou iremos assistir a um salto temporal relativamente grande?

Raul Araújo