Classificação

9
Interpretação
8.7
Argumento
8.2
Realização
8
Banda Sonora

Depois do estrondoso final do episódio interior, Homeland está de volta com o melhor episódio da temporada até agora.

Carrie fica a saber que Sekou estava na carrinha que explodiu e vê-se obrigada a ir ter com a família dele, que está a ser interrogada pelo FBI. Pede a Quinn que tome conta de Franny enquanto não chega a babysitter; é engraçada a interação entre estes dois, a preocupação e atenção de Franny para com Quinn é enternecedora.

Com o ataque bombista a acontecer a apenas alguns quarteirões de distância do local onde se encontrava, a Presidente Eleita é levada para um local seguro e isolado, sem a companhia do seu staff e sem qualquer tipo de contacto com os mesmos. Nesse local recebe a visita de Dar Adal, que a informa sobre a situação do ataque e do envolvimento e da responsabilidade de Carrie no caso de Sekou.

Já na presença da família de Sekou, Carrie vê-se confrontada por Conlin acerca da informação que conseguiu e que levou à libertação de um suposto terrorista. Sem poder dizer por quem obteve a informação, Carrie contacta o seu informador, que a avisa de que não lhe deu informação nenhuma. Carrie acaba por perceber e dizer a Conlin que a informação lhe foi entregue anonimamente e não pelo seu informador.

Entretanto, a comunicação social rodeia a casa de Carrie, fazendo perguntas a Quinn, deixando-o paranóico e nervoso. Isto leva-o a atacar uma jornalista, ameaçando-a e empurrando-a escadas abaixo em frente a todos os outros jornalistas. Tudo isto na presença de Franny.

O ataque de Quinn leva a que se desenvolva uma manifestação em frente à casa de Carrie, culminando no disparo de Quinn (não mortal) sobre um homem, em resposta a uma pedra arremessada para dentro de casa.

Carrie, ao ficar a saber da situação, dirige-se de imediato para casa. A situação escala rapidamente, levando a que uma equipa de resgate invada a casa para capturar Quinn e libertar Franny e a babysitter (que eles pensam estarem reféns). Quinn, com as suas capacidades (apesar de não estarem a 100%), consegue capturar o militar, fazendo a ele sim refém.

Carrie convence a polícia a deixá-la conversar com Quinn e entra em casa. Quinn consegue contar-lhe a sua teoria sobre o homem que a vigia do outro lado da rua, dizendo-lhe que tem provas em fotografias. Neste momento, a equipa de resgate invade a casa e prende Quinn. Depois de todo o alvoroço, Carrie pega no telemóvel de Quinn e vê as fotografias, percebendo que Quinn  tem razão e que o mesmo homem que a tem vigiado esteve na noite anterior no local de trabalho de Sekou e que provavelmente foi ele que colocou a bomba na carrinha que explodiu e que terminou na sua morte.

Saul está de volta à América. Em conversa com Dar, percebemos o significado do maço de cigarros. O maço de cigarros é igual ao de Nafisi, indicando que Nafisi já havia estado naquela mesma divisão, antes de Saul lá ter chegado, sendo informado sobre o que devia dizer e como devia agir perante Saul. Saul ficou assim a perceber que a Mossad está mesmo a quebrar o acordo nuclear.

Episódio em grande, que me deixou em tensão o tempo todo, sempre à espera do que iria acontecer a seguir, com Quinn a parecer sem qualquer noção da realidade, mas que no fim de contas viu tudo aquilo que mais ninguém conseguiu ver. Se Claire era o principal motor de Homeland, esta temporada Rupert não tem ficado nada atrás e tem-nos presenteado com interpretações de se lhe tirar o chapéu.

Temos assim os dados lançados para o que será o resto da temporada. Muitas questões, muitas dúvidas e muito suspense. Bom episódio!

David Pereira