Arrow – 05×11 – Second Chances
| 03 Fev, 2017

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Bashert… Destino.

Do passado para o futuro, as peças do puzzle neste episódio convergem todas em sincronia para recontar a origem de dois grandes heróis: a nova Black Canary e o início do The Hood.

Com um retorno aos tropeções na semana passada, desta vez Arrow recupera o momentum com uma forte caracterização das personagens e um sólido episódio que decerto será para recordar. O diretor Mark Bunting e os escritores Marc Guggenheim e Greg Berlanti estão de parabéns pelo episódio bem conseguido.

A decisão de Oliver de procurar alguém para assumir o manto da Black Canary, juntamente com a apresentação da mulher misteriosa com os poderes da Black Siren, não me deixaram particularmente entusiasmado, pois achei um pouco forçado. Mas após ver o episódio desta semana, devo dizer que a nova Canary já praticamente me conquistou.

Tivemos direito a um bom background da personagem, Tina Boland (Juliana Harkavy): uma ex-polícia, há 3 anos atrás de vingança pela morte do seu parceiro e com uma cena inacreditável da origem dos seus poderes. A explosão do acelerador de partículas a atingi-la no exato momento em que estava a gritar, despertando assim os seus poderes meta-humanos, foi genial. Sem falar que o twist de Sonus ter ganho poderes semelhantes encaixou como a cereja no topo do bolo.

Pudemos ainda “viajar” até Hub City, cidade fictícia do Universo da DC, (e apesar de ser conhecida por ser o lar do herói The Question, parece que ainda não é desta que o vamos ver) onde Oliver tinha anteriormente ido pedir ajuda a Esrin Fortuna para derrotar Damien Darhk. Tina Boland, que viemos no fim descobrir que se chama na verdade Dinah Drak (já cá voltamo”s), é como que uma fusão do que havia de bom em Laurel aka Black Canary e do que há de bom em Black Siren: uma vigilante badass com poderes meta-humanos espetaculares. Tina/Dinah mostrou também muitas semelhanças com o percurso e a história passada de Oliver, podendo-se ali criar um verdadeiro laço que transparecerá o que acontece nos comics. Outro ponto positivo foi a ligação que fizeram entre o gangue de Sonus e Tobias Church e o vazio no poder que ele deixou após a sua morte. Sonus foi um excelente vilão one time only. Criado por Andrew Kreisberg e pelo artista Mike Norton, apareceu pela primeira vez em Green Arrow and Black Canary #15, tornando-se um vilão regular destes heróis. Realmente apreciei que Dinah o tivesse morto no fim, encerrando assim a sua vingança e então depois, vendo que o vazio que sente não foi preenchido, decide procurar Oliver. Enquanto Laurel parecia na maior parte das vezes dependente de Oliver e aparecendo na sombra deste, esta nova Black Canary dá a entender que será alguém mais independente e que andará mais ao lado do Green Arrow.

Dinah Drake é o nome da Black Canary original que pertence à Terra-2 e surgiu bem antes de Dinah Lance. Depois da apresentação desta noite muitos esperam que esta seja uma Black Canary mais próxima da existente nas bandas desenhadas. Será que veremos o coração de Oliver a ser conquistado por mais uma Dinah?

As cenas de ação ao longo do episódio estiveram estonteantes. Desde os diferentes tipos de setas usados por Green Arrow, os movimentos de artes marciais de Tina/Dinah e a cena no telhado com Green Arrow vs. helicóptero.

Ainda no presente tivemos o plot com o objetivo de exonerar Diggle em que Felicity e Adrian Chase não estiveram mal, mas foram ofuscados por performances mais extraordinárias. Felicity tem andado com uma presença muito semelhante às primeiras temporadas, o que lhe assenta perfeitamente e traz à tona o melhor da personagem. Já agora, Ghost Fox Goddess não é mau nome para hacker. Ehehe. Quando usaram a sigla GFG da primeira vez li BFG. Não sei se era suposto ser alguma referência ao filme The BFG (2016), mas eu lembrei-me logo disso. Gostava de ver mais de Chase e da história dele, esperemos que os produtores nos dêem uma visão mais aprofundada da personagem que a meu ver pode ser muito bem aproveitada. Diggle fica assim finalmente livre, mas não sei porquê não sei se será mesmo o final da história e se não teremos ainda um confronto final com o General um pouco mais violento.

De referir também que tenho gostado da abordagem da relação entre Curtis e Rene, mas Rory é que anda um bocado sem ter que fazer. Big Belly Burger esteve em grande com toda a Team Arrow a alimentar-se à base dos famosos hambúrgueres (Rene realmente adora aquilo. Também não me importava de experimentar para ver como se comparava com o Burger King ou o McDonald’s). Os cameo de Flash e do Captain Singh (o chefe de Barry) foram interessantes, trazendo a noção de amplitude do Arrowverse e mostrando que Oliver e Barry estão sempre em contacto.

“Vamos entrar numa fortaleza e tu só vais usar um arco?”, se Oliver soubesse o que o espera.

A outra grande parte do episódio focou-se nos flashbacks e no plot da Rússia. Mais uma vez, os produtores demonstram que já não tínhamos uma história no passado tão boa há algum tempo. A introdução de Talia al Ghul (Lexa Doig) conseguiu manter-se fiel às elevadas expectativas. Depois de um controverso Ra’s al Ghul e uma excelente Nyssa al Ghul, para além da inevitável comparação com a personagem do filme de Batman, The Dark Knight Rises (2012), esperava-se muito de Talia, e se este episódio é indicador de alguma coisa é que o nosso desejo foi realizado.

Sem revelar informações que criariam plot holes na história futura (já que Oliver só vai saber da existência de Ra’s e Nyssa bem mais tarde) foram dadas as pistas suficientes para estabelecer a relação entre Talia e Ra’s, assim como que Talia também é uma utilizadora do Poço de Lazarus. Descobrimos também que Talia foi a mentora de Yao Fei Gulong (lembram-se dele? Pai de Shado e o primeiro mentor de Oliver) e parece que esta seria essencial, não só para derrubar Kovar, mas para moldar Oliver a tornar-se um verdadeiro vigilante, a aprimorar as suas capacidades e a levá-lo de volta a Starling City.

Também nos flashbacks as cenas de ação estiveram no topo de qualidade e o ataque a Yurievich foi lindo de se ver. Damn! O Oliver esteve a aprender uns truques com o John Wick ou quê?

“Bratva” inspira trazer uma intrínseca mistura entre o presente e o passado, quando a Team Arrow terá que ir à Rússia para uma missão. Até lá, salvem a vossa cidade!

Emanuel Candeias

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