Classificação

7.5
Interpretação
7
Argumento
7.2
Realização
7.1
Banda Sonora

Not our Laurel.

Anteriormente em Arrow: Billy foi morto por Oliver numa armadilha orquestrada por Prometheus, John Diggle foi capturado e levado de volta à prisão e mesmo no final do episódio anterior vemos que Laurel está de volta. O midseason première começa exatamente nesse ponto, mas infelizmente, para quem viu o trailer deste episódio, os produtores fizeram questão de fazer grande spoiler sobre quem era esta Laurel (muito obrigadinho!). As maiores teorias dividiam-se sobre esta ser apenas uma ilusão da mente de Oliver ou a Laurel da Terra-2. Para quem votou na 2.ª opção, acertaram em cheio.

A grande dúvida e balde de água fria do episódio foi mesmo a razão desta Laurel ter aparecido de todo. Qual foi o ganho para o argumento? O embuste demorou nada menos do que uns minutos e a sua resolução também não trouxe nada de grande impacto. Nem chegámos a descobrir ao certo qual era o plano de Prometheus em ter libertado a Black Siren dos STAR Labs e, pior que isso, ficam alguns buracos no argumento: como é que Prometheus sabia que ela estava em STAR Labs e como conseguiu passar pela segurança e libertá-la tão facilmente?

Apesar disto, foi bom ter Katie Cassidy de volta à série e a versão da Laurel da T-2 tem poderes realmente impressionantes e que funcionam bem no ecrã. Mais do que isso, a trama permitiu a Felicity assumir a liderança da equipa e brilhar. Mesmo com a morte do namorado, ela foi capaz de ter a frieza de duvidar desde o início desta Laurel e montar uma rede de provas para testar a sua veracidade. E aquele murro de Felicity a Black Siren foi épico. Pow!

A vulnerabilidade de Oliver em relação a Laurel foi bem explorada e se esse fosse o plano de Prometheus não foi mal pensado, mas foi extremamente mal executado. Há que aplaudir os produtores por louvarem a relação entre Oliver e Laurel, que nos comics é central, e que na série, mesmo esta não sendo a Laurel que Oliver conhece, será sempre um ponto cego; também foi magistral o foco na relação entre Oliver e Felicity, sendo que esta o conhece tão bem que é capaz de reconhecer quando ele não está à altura do desafio e está a ser manipulado; e a decisão de manterem a Laurel original morta foi talvez acertada, uma vez que o público começa a queixar-se do hábito “das irmãs Lance voltarem à vida”.

Os flashbacks na Rússia serviram para pouco mais do que reforçar a ligação de Oliver a Laurel e para introduzir uma grande personagem… Talia al Ghul (Lexa Doig)! Esta personagem já tinha sido vista em Legends of Tomorrow em criança, quando Sara regressou para a League of Assassins do passado. Talia irá ser mais uma das mestres de Oliver e parece que também Prometheus aprendeu com ela. Os fãs da trilogia de Christopher Nolan lembrar-se-ão da personagem do filme do Batman, The Dark Knight Rises (2012), onde a personagem foi interpretada por Marion Cotillard, sendo a verdadeira vilã do filme. Havendo também um grande paralelismo entre o Oliver Queen nesta série e a história de Bruce Wayne dos comics, poderemos até chegar a ver uma relação entre Oliver e Talia.

A dupla de Adrian Chase e Diggle foi sem dúvida um dos pontos altos do episódio. Diggle decide lutar de outra maneira desta vez e limpar o seu nome. Depois de não se deixar intimidar pelo General, Chase consegue mesmo usar a lei a seu favor e não permitir que Diggle fosse levado de volta para o quartel militar, onde seria obviamente morto antes mesmo de lá chegar. Arrow já nos proporcionou alguns bons momentos de televisão em termos de julgamentos e de batalhas judiciais, pelo que esperemos que se avizinhe mais um memorável momento desse género.

Curtis não anda de facto numa maré de sorte e tantas são as quedas que começa a ser difícil levantar-se. No entanto, o conselho de Rene de se focar nas coisas em que é bom poderá indicar que Mr. Terrific irá em breve andar a lançar as suas T-Spheres.

O cliffhanger final devo admitir que não me entusiasmou muito, principalmente depois do plot com Laurel não ter rendido o que devia. Talvez se a cena tivesse sido deixada para o episódio seguinte, o impacto poderia ser maior. De qualquer maneira, após a estátua da Black Canary ter sido destruída na luta com Black Siren, Oliver decide que é tempo de encontrar uma candidata digna do manto da heroína. E é então que vemos a dita candidata a usar poderes semelhantes à Black Siren. Porquê usar esta nova personagem e não reformar Black Siren é algo de que os produtores terão que nos convencer.

“Who Are You?” foi um bom episódio, com elementos muito interessantes, mas que podia ter sido mais sólido e que não conseguiu resolver de forma impressionante todos os enredos. De seguida espera-nos “Second Chances”; este parece ser um episódio mais focado no passado, onde Talia irá ajudar Oliver a derrubar Kovar, mas tem um pedido extravagante em troca da ajuda. Até lá, salvem a vossa cidade!

Emanuel Candeias