Orphan Black – 04×05 – Human Raw Material
| 14 Mai, 2016

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Mais uma semana, mais um episódio repleto de emoções. Enquanto Sarah tira um dia para ser uma mãe dedicada e Alison está ocupada com o comité da escola, Cosima voluntaria-se para acompanhar Donnie à sessão de orientação de BrightBorn, fazendo-se passar pela suposta mãe de aluguer. Ao alinhar nisto, Cosima começa a bisbilhotar as instalações para ver o que andam a fazer com as grávidas, mas as coisas complicam-se quando Krystal aparece em BrightBorn, fazendo também ela a sua investigação privada. É aqui que Susan Duncan e Evie Cho surgem, mostrando os horrores que a sua ciência provoca nos seres humanos.

É inteligente a forma como os argumentistas de Orphan Black fazem uso dos momentos fillers da série que, por norma, não se estendem por muito tempo. Com isto refiro-me ao regresso de Krystal e da sua personalidade fútil e que está completamente desajustada à vida das nossas sestras. À deriva na narrativa, Krystal consegue marcar pela diferença pela comicidade dos seus momentos de destaque e que, quem sabe, podem vir a desenvolver-se em algo bem interessante a longo prazo. Os momentos fillers, como o de Krystal, são deliciosos por muitos motivos, mas, acima de tudo, ilustram a competência em não deixar pontas soltas nos enredos anteriores, tratando com respeito as suas personagens.

Outro momento peculiar de “Human Raw Material” reside na forma como trabalham o tema científico, criando uma linguagem própria que é extraordinariamente cativante. Mesmo que o episódio não esteja ao nível dos anteriores, não deixa de adicionar momentos importantes da linha narrativa e uns quantos twists manhosos para o final. Realizado por David Wellington, “Human Raw Material” continua a mostrar que Orphan Black é uma série dominante. Dominante porque sabe o que faz, não tem medo de arriscar, e trata com carinho e adoração todas as suas personagens, sejam elas principais ou secundárias.

Ainda assim, o nosso adorado Donnie continua a roubar a atenção do público com o seu jeito tosco e personalidade alegre – agora é um mestre do disfarce – e a pequena Kira continua adorável como sempre. O enredo que envolve Susan Duncan é também ele misterioso e apelativo, vai deixando migalhas de curiosidade em nós, revelando pouco a pouco a sua verdadeira agenda.

Já vamos a meio da temporada e há que saborear todos estes momentos porque, tal como noutros casos, teremos de esperar mais um ano para voltar a ver toda esta família televisiva de que tanto gostamos. Isto, claro, após a confirmação de renovação que não deve tardar a chegar… pelo menos estou a fazer figas para que sim!

Jorge Lestre

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