Legends of Tomorrow – 01×14 – River of Time
| 10 Mai, 2016

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Tão perto e, ainda assim, tão longe. Após localizarem Vandal Savage através do tempo, interrompendo quer a linha do tempo do mundo, quer todas as suas vidas, a equipa da Waverider finalmente teve o eterno vilão à sua mercê. Ficámos então com um cliffhanger, a vida de Savage versus a alma gémea de Kendra. Para muitos, parecia uma escolha simples: matar Savage, salvar o mundo. Sacrificar os poucos (ou apenas Carter) para salvar muitos. No entanto, o episódio desta semana aborda os pontos cegos da equipa e as fraquezas de Rip são uma constante, à medida que ele escolhe manter Savage preso, não para o matar, mas como uma oportunidade de se redimir dos Time Masters.

Em River of Time, Rip descobre que Savage está a usar tecnologia do futuro, demasiado avançada para a época em que este se encontrava, provando assim que este tem manipulado a linha temporal. Levando a Waverider aos seus limites, ele esforça-se para conduzir a nave até The Vanishing Point (onde se encontra o Time Masters), enquanto Kendra trabalha para ajudar Carter a recuperar as suas memórias. Durante todo o tempo, Savage está preso e a fazer o seu melhor para colocar os membros da tripulação uns contra os outros.

Talvez um dos aspetos mais intrigantes do episódio desta semana seja a insistência de Rip em levar Savage até à fortaleza dos Time Masters, em vez de encontrar uma maneira de libertar a mente de Carter e depois simplesmente matar Savage. Neste ponto particular na timeline, Savage ainda não matou a família de Rip, de modo que ele ainda pode salvá-los. É plausível pensar que pode matar dois pássaros com uma pedra: punir Savage e recuperar o seu bom nome perante o Time Masters. No entanto, parece uma manobra demasiado arriscada, ainda mais agora, depois de o Time Masters o trair vezes sem conta.

No esforço de chegar ao The Vanishing Point, Rip age consciente e inconscientemente de forma egoísta. Primeiro, as suas ações danificam a Waverider, depois têm repercussões quase fatais para Jax. No início, quando Snart se juntou à equipa, ele perguntou-se o quão frio e calculista Rip realmente era e, embora o tenhamos visto já inúmeras vezes, esta semana a preocupação pela sua família (ou apenas por si) superou em muito os sentimentos pela sua tripulação. O facto dele ter chegado a tempo de ajudar Kendra é apenas um passo para ser capitão, o qual deveria ser o líder, o primeiro homem à frente de tudo.

A repentina, mas inevitável traição do Time Masters, era óbvia para todos, exceto para Rip e a lógica em poupar Savage surge novamente durante a batalha com este e Carter. Kendra teve a oportunidade perfeita para matar o vilão imortal, com a mace de Carter junto dela. Por que não matar Savage, se a mente de Carter estava novamente boa? A relutância de Kendra em matar Savage vem com o choque de Stein, que defende que matar Savage assim não vai trazer nada de bom. Stein tem sido sempre a voz da razão para a equipa e isso nunca mudará, embora…

Naturalmente, os problemas no relacionamento entre Kendra e Ray estiveram, mais uma vez, presentes. A sua separação faz sentido, mas tal rompimento foi desprovido de qualquer peso emocional, o que veio apenas reforçar a sua confusa e forçada narrativa por parte dos guionistas. Mas acho que o pior mesmo foi a maneira fácil como Savage manipulou Ray; foi demasiado doloroso de assistir! Uma das principais repercussões da loucura de Ray ia levando à morte de toda a equipa, quando Ray tentou acertar contras sozinho com Savage, acabando por libertá-lo. Muita angústia na performance de Ray, mas com uma narrativa algo perdida. Uma das surpresas do episódio vai para um diálogo, de muitos, entre Ray e Savage. Numa das conversas, Savage revela que numa outra vida, Kendra e ele estavam juntos, até aparecer Carter e a roubar. A conversa não foi suficiente para Ray virar um psicopata ciumento (mas para lá caminhou), ou mesmo para dar peso às motivações de Savage. Pelo contrário, em nada as alteraram.

O destaque de Legends of Tomorrow continuará a ser o pragmático e objetivo Snart, o violento e pouco falador Mick e a feroz guerreira, Sara, que atua com músculo, mas também com a voz da razão. Desde sempre, Sara foi a pessoa adequada para o trabalho, o seu sexto sentido para o perigo e a constante defesa de Jax tornaram-na uma mais-valia para a série.

Esta semana, Legends também nos deu mais flashbacks do que o habitual, no entanto em nada acrescentaram, exceto reforçar aquilo que já estava claro e enterrado. No entanto, face a esses flashbacks há perguntas que se equacionam. Será que Rip sabe que Laurel morreu enquanto Sara andava a viajar no tempo? Jax voltou mesmo para 2016? Os Time Masters estão mesmo com Vandal Savage e a trabalhar para ele? Faltam dois episódios para o final da temporada  e todos nós esperamos algumas respostas.

Este foi um episódio dentro daquilo que Legends of Tomorrow nos tem habituado. Ficamos com uma ideia mais clara sobre as falhas de Rip enquanto líder. Finalmente encerraram o assunto do trio amoroso Ray/Kendra/Carter. Um dos aspetos mais desafiadores de Legends é que a série tem potencial para ser muito mais do que é, mas normalmente nunca é. Com apenas dois episódios restantes e, presumivelmente, o fim de Vandal Savage à vista, os escritores ainda podem elevar a fasquia, concentrando-se em desenvolver determinados personagens que foram ignorados e mostrando cenas de ação mais divertidas.

Fernando Augusto

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