Outlander – 02×03 – Useful Occupations and Deceptions
| 25 Abr, 2016

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Estamos de volta a Paris onde o nosso casal favorito da televisão procura por novas pistas para evitar a revolução jacobita. Enquanto Claire se voluntaria num hospital para ocupar o tempo e usufruir do seu talento para a medicina, já Jamie recruta um pequeno bandido para o ajudar a arrancar informações dos clientes mais propícios a financiar a guerra. Jamie ainda não sabe que Black Jack Randall ainda respira e Claire sente-se na obrigação de o dizer, mas ver o seu marido feliz pelo primeiro plano ter sido concretizado com sucesso, fá-la repensar se valerá a pena. Num flashback, Claire relembra um momento-chave para a compreensão histórica da árvore genealógica de Randall que pode tornar-se importante a longo prazo.

Outlander é uma série requintada que nos faz saborear um pouco da história do Reino Unido. É tão viva e cheia de cor que é impossível não nos rendermos à sua sumptuosidade. Desde o argumento, aos pormenores técnicos, às prestações de Caitriona Balfe e Sam Heughan – que são tão magníficas – à música que acompanha a narrativa. Todos os elementos estão no sítio certo e tudo isto contribui para que a série não tenha momentos mortos ou desinteressantes e a fotografia capta o melhor dos cenários que se tornam, também eles, peças fulcrais do enredo. Há ainda tanto por ver e estamos ainda no início. Tudo é pensado calmamente sem se tornar maçador e tudo é tratado com carinho e dedicação.

Quero chamar a atenção para um pequeno momento no episódio onde Claire está a tratar um homem, em conjunto com a nova personagem Madre Hildegard (Frances de la Tour), sem saber bem de que doença sofre e Hildegard pede a Bouton (um adorável amigo de quatro patas) que detete o que realmente se passa com o doente. O resultado não podia ser mais genial, a técnica mais triunfante e um momento de brilho para o pequeno canino. Além deste momento delicioso, há ainda uns quantos outros que sobressaem em “Useful Occupations and Deceptions”, mas todos eles devem ser vistos e não lidos, portanto, passamos à frente.

O requinte, o glamour, a finesse vieram enriquecer a narrativa desta segunda temporada, criando novas intrigas e mistérios, novos inimigos, novas dores de cabeça, mas acima de tudo muito amor, novas aventuras, novos acontecimentos. Se isto não é suficiente para que ganhe mais fãs em território nacional, então o que será preciso mais? Derretam-se com uma das séries mais subvalorizadas dos últimos anos e vejam televisão no seu estado mais puro: aquela que nos faz viajar sem sairmos do nosso conforto.

Linda Fairbairn dizia: “Tempo é precioso e viajar é preciso” e Outlander é precisamente tempo bem desperdiçado para uma viagem que não irá deixar ninguém desiludido.

Jorge Lestre

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