Empire – 02×15 – More Than Kin
| 29 Abr, 2016

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Estamos de volta aos dramas dos Lyons, que regressam em nota alta. Isto porque não só “More Than Kin” se foca essencialmente nos problemas familiares, desde uma Annika com um ataque de pânico e que pode pôr em risco o novo rebento da família, a Andre querer anunciar publicamente que sofre de bipolaridade, a um Hakeem dedicado às suas relações e a um Jamal que dá um concerto íntimo num pub da cidade e reata com Michael, a um Lucious tipicamente cruel e a iniciar uma espécie de novo romance, finalizando com uma Cookie preocupada com o destino das suas “crias”.

Empire tem os seus altos e baixos, mas é quando se foca no seu drama central que ganha uma vida palpitante, melhorando e “desplastificando” as relações humanas, tornando o enredo mais credível e cativante. Não há grandes twists, mas os poucos que existem ajudam a que a história fique fluente e sempre em redor de uma temática ambígua e suscetível de discussão. Voltamos a ter Sanaa Hamri na realização e que, no seu geral, contribuiu para um melhoramento significativo no impacto das cenas, auxiliada por movimentos de câmara que realçam o patriarca de Empire de forma colossal, digna de um Lúcifer na Terra. Desde um plano estático da face de Lucious com o símbolo da discográfica em fundo com o formato da sua cabeça, até um plano final perturbador em que o mesmo olha diretamente para a câmara dizendo: “I have your back”, causando um arrepio pela espinha do espectador.

A música é passada para um objeto secundário, o que ajuda a que os atores consigam focar-se essencialmente na sua performance sem terem de ser interrompidos por momentos musicais desnecessários, já para não falar de que, no seu geral, as prestações tiveram um aumento de qualidade bastante forte, embelezando o enredo e tornando-o tolerável. Num mundo de celebridades que se preocupam mais com o poder do que qualquer outra coisa, é o sentimento de união que os torna humildes e apetecíveis aos nossos olhos. São os momentos de fragilidade, de tristeza, de angústia que os fazem ser seres humanos, despegando-se daquela imagem plástica de que são deuses que caminham sobre a terra. A extravagância da série até então tem-se esquecido deste fator essencial e que, mesmo não sendo propriamente uma série original, é um guilty pleasure que se distingue dos restantes pelas personagens vincadas e pela consistência que vão tendo ao longo dos episódios.

Portanto, “More Than Kin” assume-se como um capítulo melhorado dos anteriores e que projeta Empire novamente para o estrelato que merece, onde Boo Boo Kitty começa a tornar-se um foco de interesse e Cookie dá o braço a torcer para aceitar o novo membro da sua família. O confronto de titãs é mesmo assim, mas daqui a uns episódios, o confronto vai certamente tornar-se uma guerra… não vou dizer porquê, mas todos os fãs, certamente, vão concordar.

Jorge Lestre

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