Arrow – 04×18 – Eleven-Fifty-Nine
| 10 Abr, 2016

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Comecemos com um minuto de silêncio, pois o mistério da pessoa na campa foi revelado. Desde o primeiro episódio desta temporada – quando vimos Oliver e Barry no cemitério a lamentar sobre a campa de um amigo morto – e Oliver a jurar vingança e morte para o responsável que, com a ajuda do espicaçar dos produtores, a nossa curiosidade foi aguçada até culminar aqui, na grande revelação.

Como todos os que assistiram ao episódio ou leram por acidente algures pela Internet sabem, Laurel Lance foi a vítima escolhida para esta temporada. Desde a 1.ª temporada que, chegando ao fim da história, somos “presenteados” com a morte de uma personagem: Tommy na season 1, Moira na season 2, várias fintas na season 3 (desde Sara, o próprio Oliver e Ray) e agora Laurel. Apesar de atualmente o padrão já ter sido descoberto e de já estarmos a contar desde o primeiro episódio, não se pode dizer que a morte de Laurel não tenha sido dramática e tido impacto no coração do público.

Tal como a Felicity é amada e odiada, também com Laurel havia esse misto de sentimentos. Eu confesso que a achava bastante irritante, mais ao menos até à altura em que começou a treinar com Ted Grant. Desde aí que tem vindo a melhorar imenso, sendo atualmente um elemento valioso para a equipa do Green Arrow: amiga e confidente de Thea, um ombro de apoio de Diggle e uma constante na vida de Oliver, sendo a sua amiga mais antiga. Vimos Laurel num triângulo amoroso com Tommy e Oliver, vimo-la ser consumida pela culpa na morte de Tommy e virar uma viciada em drogas, acompanhámos a sua sede de vingança pela morte da irmã e ir até ao fim do mundo para a trazer de volta, assistimos aos seus dotes de advogada e transformar-se numa heroína. Laurel está connosco desde o início dos inícios, e é com pena que a vejo partir. Tanto que poderia ter sido mais aproveitado desta personagem… Mas a verdade é que tendo os produtores desde o início desta temporada estado a ameaçar uma grande morte, teria que ser algo com verdadeiro impacto, uma personagem importante e valiosa e Laurel era tudo isso.

As minhas apostas iam para o pai dela, capitão Lance, e, de certa forma, e apesar de ser amado pelo público, acho que faria mais sentido. A favor dos produtores de Arrow podemos ainda dizer que neste caso respeitaram o público, ao contrário da recente situação com The Walking Dead e por isso podemos estar satisfeitos. Quem achavam vocês que ia ser o escolhido para a campa?

Um dos melhores momentos do episódio foi a conversa final entre Oliver e Laurel. No seu leito de morte tivemos a melhor visão do romance que existiu entre os dois, quando Laurel revela ter guardado a foto que Oliver trouxe da ilha de Lian Yu e lhe diz: “I am not the love of your life, but you will always be the love of mine.” (Não sou o amor da tua vida, mas serás sempre o meu). Parabéns a Katie Cassidy por este emocionante momento!

Há que felicitar também Stephen Amell e especialmente Paul Blackthorne pelas suas grandes performances ao serem afetados pela morte de Laurel. O desespero de um pai que já tantas vezes perdeu as suas filhas é de partir o coração.

Os flashbacks tiveram direito a mais tempo e a muita ação, com Taiana e Oliver a matar todos os guardas, a libertar os prisioneiros e a, supostamente, enterrar Reiter vivo. Porém o que mais me cativou foi mesmo o peso emocional de, mais uma vez, a velha foto de Laurel que Oliver trazia com ele e que o ajudou a passar todo o inferno daqueles cinco anos, o ajudar a agarrar-se ao seu eu passado e que, mesmo agora na season 4, Oliver ainda vá buscar para evitar ser sugado para a escuridão. “Her name is Laurel Lance, and she was my home before all of this.” (O nome dela é Laurel Lance e ela era o meu lar antes disto tudo).

Os vilões da semana e que levaram a este fim trágico são: Malcolm Meryln, Andy Diggle e, claro, Damien Darhk. Andy fraturou a Team Arrow por dentro, pondo Diggle contra Oliver e fornecendo pistas erradas; Malcolm, juntamente com alguns membros da Liga de Assassinos, mostra que a perda da mão não o deixou menos perigoso e consegue recuperar o ídolo que fornece o poder a Darkh; e Damien, depois de iniciar uma revolta na prisão e lhe ser entregue o último pedaço do ídolo por Andy, recupera os seus poderes e antes de fugir da prisão de Iron Heights faz cumprir a promessa feita ao capitão Lance, a morte da sua filha.

Contra o episódio tenho a sensação de que podia ter havido maior fluidez na passagem das diferentes cenas, o que teria dado uma maior coesão à história.

Pontos interessantes: o que será o tal projeto Genesis do qual até Malcolm parece ter medo? Como irá Diggle lidar com a culpa pelo que aconteceu? Serão reveladas as motivações de Andy para apoiar tão cegamente Darhk (e espero que depois da revelação ele arda no inferno!)? Terá Taiana morrido na ilha e irão os flashbacks da próxima temporada ser passados na Rússia?

Apesar de respondido um dos grandes mistério da temporada outro surge… qual a promessa de Oliver a Laurel antes de ela morrer? Já muitas são as teorias, tanto da conversa como de previsões futuras. Quais são as vossas? Será que Laurel morreu MESMO? E se sim, ficará morta? A meu ver ela tem uma irmã numa nave que viaja no tempo e que até sabe a hora exata da suposta morte de Laurel: 23h59…

 “Now hush little baby, don’t you cry

Everything’s gonna be alright

And if that Black Canary don’t sing and that ring don’t shine

I’mma break that birdie’s neck” (adaptado da música “Mockingbird” de Eminem)

Três tortuosas semanas nos esperam agora, depois de ficarmos com o coração trespassado por uma seta, a boca aberta e a lágrima no canto do olho. Porque é que a CW nos faz esperar tanto? Bah! Quem não aguentar tanto tempo pode sempre ver o trailer do próximo episódio que foi entretanto lançado: “Canary Cry”. E as saudades de Laurel poderão ser parcialmente saciadas em The Flash, onde a versão da Terra-2 dela aparecerá. Até lá, salvem a vossa cidade.

Emanuel Candeias

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