Vikings – 04×06 – What Might Have Been
| 25 Mar, 2016

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Esta semana, Vikings moveu os peões do seu tabuleiro para posição de ataque. A jornada para Paris arrancou e o confronto de Ragnar com Rollo ficou marcado para a próxima semana.

Mas começando pelo princípio: o início do episódio trouxe-nos logo resposta a algumas das perguntas que tinham ficado em aberto quando Lagertha confessa a Erlendur que o motivo que a levou a matar Kalf foi uma promessa que havia feito a si própria depois deste lhe ter roubado a sua posição como Earl de Hereby.

Em Kattegat, tem lugar a cerimónia da pulseira sagrada para Ubbe e Hvitserk, os filhos mais velhos de Ragnar, a seguir a Bjorn. Trata-se de uma tradição viking que simboliza uma nova responsabilidade e lealdade ao seu rei. Eles acreditam que quebrar juramentos feitos enquanto se carrega esta pulseira retira a possibilidade de entrar no reino espiritual de Valhalla. Entrando nesta nova fase, e apesar deles aparentarem “terem deixado as fraldas há dias”, Ragnar decide levá-los na demanda até Paris. É interessante observar quem também ganhou bilhete para embarcar nesta jornada. Três barcos lideram a rota: num deles temos em destaque Bjorn, Ragnar e o seu entretém dos últimos tempos, Yidu, que parece estar a ganhar cada vez mais influência; noutro temos os recém-chegados e sedentos por poder, o rei Finehair e o seu irmão Halfdan e surpreendentemente (ou nem tanto) Floki, outrora braço direito de Ragnar e agora relegado para segundo plano; no terceiro temos Lagertha, o seu exército de guerreiras e Erlendur. Erlendur continua focado em ver Bjorn morto e ameaça Torvi que pode assassinar o filho dela, se ela não matar Bjorn para ele.

Antes da partida, Ragnar visita o vidente, pois quer saber o momento da sua morte. Este deixa-nos um enigma: z morte de Ragnar chegará no dia em que “o cego o vir”.

Noutro ponto da nossa história, em Wassex, o Rei Ecbert decide enviar o seu neto Alfred numa missão peregrina de 1770 km até Roma, juntamente com o padre Prudentius, para conhecer o papa e cultivar o seu caminho cristão. Esta ideia, vinda de Ecbert e sabendo nós quão divino ele considera o seu neto, não surpreende. Contudo, é curioso o facto de ter mandado que o seu filho Aethelwulf os acompanhasse. O rei Ecbert assume ele próprio a liderança do ataque a Mercia para tornar possível a ausência de Aethelwulf. Parece que, aliado à devoção cristã de Ecbert, está uma vontade imensa de ver o filho pelas costas e ter caminho livre com Judith.

“Patrão fora, dia santo na loja”. Mais uma vez, Ragnar parte e eis que subitamente, Harbard está de volta à companhia de Aslaug. Qual será o objetivo dele? Será mesmo um Deus? Para Deus parece ter demasiado receio de confrontar Ragnar, pois faz de tudo para evitar que se cruzem.

Antes da chegada a Paris, os três barcos principais atracam e encontram um acampamento francês que é rapidamente dominado. No entanto, um grupo conseguiu, utilizando sinais de fogo, avisar Paris da chegada dos seus adversários. Em resposta a isto vemos que Finehair tem uma barbaridade intrínseca e juntamente com o irmão e o seu novo amigo Floki decidem queimar um grupo de franceses vivos.

Antes da cena final, a visão que dá nome ao episódio: Ragnar vê “o que poderia ter sido” a sua vida numa realidade alternativa, longe de todas as batalhas e perto de Lagertha, na companhia do seu amigo Athelstan, da sua filha Gyda (que morreu vítima de praga) e do jovem Bjorn. O episódio termina com Ragnar a chegar a Paris, enquanto o seu irmão Rollo, e traidor em potência, o aguarda com uma expressão fechada. Rollo já traiu os seus uma vez e julgo que se isso o beneficiasse de algum modo, não teria problema em fazê-lo de novo, e tivemos a prova no primeiro episódio desta temporada, quando o acampamento viking em Paris foi dizimado sob suas ordens. Mas não poderá ter sido estratégia para ganhar a confiança dos franceses e poder agora ajudar o seu irmão a ganhar esta guerra? Esperemos que sejamos surpreendidos. Nem será por isso necessário referir que o próximo episódio vai ser completamente imperdível.

André Borrego

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