The Flash – 02×16 – Trajectory
| 25 Mar, 2016

Publicidade

Afinal o Flash não é o mais rápido, nem sequer desta Terra.

Ai as saudades que já tínhamos do nosso velocista escarlate. Depois da ausência de um mês inteiro, The Flash regressa e com um episódio bastante agradável e interessante. Um novo vilão velocista, o mistério de Zoom e o drama dos falhanços de Barry fizeram as delícias da semana.

A morte de Jay e os acontecimentos na Terra-2 continuam a pesar na Team Flash, principalmente em Barry. Se ele quer ter alguma hipótese de enfrentar Zoom, precisa de se tornar mais rápido. E para se tornar mais rápido é preciso treinar. Sempre que a Team Flash vai para treinos especiais fico sempre com a sensação do quanto Barry se esforça para ser um herói melhor e mais capaz. “No pain, no gain!”. Mas neste caso, ainda bem que Cisco levou os seus drones. O treino não foi um sucesso e, quando até Caitlin diz que andam a trabalhar demais, é tempo de relaxar.

Quando os super-heróis vão a um club, sabemos que duas coisas vão de certeza acontecer: grandes passos de dança e a noite interrompida por um vilão. Cisco e Caitlin na pista de dança são um sucesso. “Go Cisco, everyday you’re shuffling”! Tivemos também o embaraço de Iris e Barry a falarem sobre serem um casal, tanto no futuro como na Terra-2. A participação de Wally foi meio anti-climática e acho que ainda não há uma grande simpatia para com a personagem. E foi impressão minha ou o relógio de Jesse apitou com Wally? Será que Wally já é um meta-humano, mas os seus poderes ainda estão dormentes? (E já agora, como é que a Jesse entrou no club se é menor?). Toda a gente a divertir-se e a festa é interrompida pelo Flash que virou um vilão?! What? Nah, afinal é uma nova velocista, mulher, com as mesmas cores que o nosso herói.

“Uma velocista mulher? Só precisámos de dois anos, mas finalmente temos uma!”, Cisco.

Trajectory foi introduzida originalmente em agosto de 2006 na revista 52 número #17 (criada por uma grande variedade de escritores e artistas: Geoff Johns, Grant Morrison, Greg Rucka e Mark Waid), onde os seus poderes foram dados por Lex Luthor. A abordagem à personagem na série também foi muito bem conseguida.

Eliza Harmon (interpretada por Allison Paige) é uma brilhante cientista dos Mercury Labs, que ajudou Caitlin a desenvolver o soro Velocity 9. No entanto, Eliza começa a tomar o V9 e torna-se viciada nele, desenvolvendo uma dupla personalidade ao modo de Jekyll & Hyde. A cena em que fala com ela própria fez lembrar o Green Goblin no filme do Spider-Man (2002). Surge assim Trajectory, que parece só estar interessa em espalhar o caos e conseguir a próxima dose de V9.

Trajectory foi uma ótima vilã que trouxe muitas coisas interessantes à série. Desde cenas de ação impressionantes entre os dois velocistas, terminando com o salto à Evil Knievel de Flash. Veio aprofundar o drama e as inseguranças de Barry (aplausos para Grant Gustin pelo excelente trabalho ao demonstrar o desespero e a frustração de Barry), que se apercebe que, não sóm não é de todo o mais rápido, como parece que toda a gente recorre a truques ou drogas para aumentar a sua velocidade menos ele. E neste assunto, Wells é uma grande ajuda ao lembrar a Barry que um verdadeiro herói não segue o caminho fácil da vitória (lição de que ele próprio toma nota devido à discussão com Jesse). E Trajectory permite ainda à Team Flash tirar novas conclusões sobre Zoom.

Ao recusar ser mais forte que o seu vício, Trajectory toma uma última dose de V9 e desaparece (que é como quem diz: desintegra-se completamente) numa velocidade estonteante no meio de relâmpagos azuis. Ao longo do episódio, vemos Cisco “vibrar” sempre que está perto do capacete de Jay e ter visões de Zoom. Após revelar isto ao resto da equipa, tem uma visão final em que descobre que Zoom é Jay. Juntando isto aos relâmpagos azuis, iguais ao de Zoom, que Trajectory lançou depois de repetidas doses do V9, a Team Flash descobre que Zoom também deve ser um viciado numa qualquer droga que estimula a velocidade e que está a degradar as suas células. Ou seja, Zoom/Jay precisa da velocidade de Barry para não morrer. Apesar de todas as pistas nos levarem a crer que Zoom é Jay, espero verdadeiramente que haja muito mais por detrás dessa história. Não só gostava da personagem de Jay Garrick (ainda mantenho a esperança de que esteja vivo. Talvez a misteriosa personagem com o capacete), como mentor de Barry ser o vilão seria um déjà vu. Fico à espera de ser surpreendido. E poderá Jay ter criado Zoom ao tentar combatê-lo? Wow!

No plot dedicado a Jesse, esta descobre que Wells-T2 assassinou o Turtle para a proteger. Como já vimos tanto neste episódio como anteriormente, Wells está mesmo disposto a tudo para proteger Jesse, mas esta acha que deve existir uma linha que o pai não vê e que no caminho, ao passá-la tantas vezes, pode perder-se. Por isso é que após o incidente com Trajectory, Jesse decide abandonar o seu pai e sair de Central City para ir descobrir esta nova Terra à sua maneira. Se por um lado percebo o ponto de vista de Jesse, ela continua a parecer-me uma rapariga muito mimada e admito que não fico triste por a ver partir, pelo menos por agora.

Tivemos ainda, infelizmente, uma história dedicada a Iris. E se Iris até esteve bem, e normalmente saber mais sobre esta personagem e deixá-la ser o centro das atenções já provou que resulta, o problema neste caso foi o novo editor, Scott Evans. A versão de The Flash do veterano J. Jonah Jameson é um completo falhanço. Scott quer mostrar ao mundo que o Flash não é o herói que toda a gente pensa, mas não tem nenhum carisma nem imponência, uma verdadeira desilusão. Quanto à possibilidade de Iris e Scott terem uma relação… prefiro tomar 5 doses de V9 seguidas!

Outros factos interessantes:

– o final de Trajectory assemelhou-se bastante ao final que Barry sofreu nos famosos comics da DC, Crisis on Infinite Earths, onde apenas o fato de Barry fica para trás e ele desaparece.

– Beyoncé é uma senadora na T2? Ehehe

– Wells é fã de Kanye? What?

Para a semana, Barry continua a tentar aumentar a sua velocidade e para isso decide fazer uma viagem no tempo e pedir ajuda ao seu grande amigo Eobard Thawne. O que é que pode correr mal? Até lá, umas boas corridas.

Emanuel Candeias

Publicidade

Populares

Calendário estreias posters grid Julho

Little House on the Prairie Uma Casa na Pradaria

Recomendamos

Séries da TV
Este Site Usa Cookies

Este site usa cookies para melhorar a experiência do usuário.Cookies são pequenos arquivos de texto colocados no seu computador pelos sites que consulta. Os sites utilizam cookies para ajudar os usuários a navegar com eficiência e executar certas funções.