Classificação

9
Interpretação
8.4
Argumento
8.9
Realização
8.5
Banda Sonora

Morra: vilão ou não?

Se excluirmos o caso da semana, este episódio teria sido espetacular, quase uma obra-prima. No entanto, aquele caso enfadonho e completamente desenquadrado realmente deixou-me irritado por ter estragado o episódio.

O caso teve qualquer coisa a ver com órgãos artificiais, a morte do homem com o primeiro transplante, que afinal era apenas de um rim do mercado negro e no final a mulher deu o rim do marido a comer ao cão. Foi um plot para esquecer e nos últimos episódios estes casos da semana só têm servido mesmo para “encherem chouriços” e para diminuirem o prazer que se tira ao ver o episódio. Os únicos pontos positivos foram: vermos o regresso dos Bruntouchables e Stravos a esfaquear-se na perna (o que eu me ri com ele a berrar. Deviam fazer um episódio dedicado a Stravos).

Passando ao que realmente brilhou em Limitless esta semana: depois de Brian voltar da sua excursão ilegal à Rússia, o regresso à CJC trouxe algumas (muitas) regras novas. Naz acrescentou dois novos seguranças para acompanharem Brian a toda a hora, toque de recolher, adeus aos headquarters e impôs dress code e tudo (oh, a tragédia!).

Rebecca, por seu lado, aparentemente está a lidar muito bem com a situação, só que não… em conjunto com Mike e Ike, depois da descoberta de que Brian e Sands têm uma ligação, Brian está a ser espiado e a ser tratado como um potencial traidor. Gostei muito da parte de Boyle a confrontar Rebecca por o estar a excluir da investigação a Brian e a profundeza que deram a esta personagem neste episódio. Boyle revelou que tinha ficado com um comprimido de NZT e até admitiu que o queria usar para dar à sua doente mãe. No fim, ele continua com o NZT, logo tudo está em aberto.

Durante o episódio, vemos ainda Brian a comunicar com Piper. A enzima de imunidade está terminada, pelo que parece que os problemas de Brian podem estar perto de chegar ao fim. A maneira como Brian se livrou do guarda-costas para se ir encontrar com Piper foi original e gostei do pormenor de reparar que estava a ser seguido (por Mike e Ike, embora Brian ainda não saiba isso). Ao chegar ao local de encontro, Piper não aparece e quando Brian regressa ao seu apartamento encontra a pulseira ensanguentada dela. Nunca vermos Piper durante o episódio realmente aumentou o suspense e se continua viva ou não é um grande ponto de interrogação. O que acham que lhe aconteceu?

Desesperado com a possibilidade do que aconteceu a Piper, Brian encontra-se com Eddie Morra. As aparições de Bradley Cooper são cada vez mais curtas, apesar de que cada vez que aparece, dá uma grande volta a todo o jogo. Espero que haja um episódio em que realmente vejamos Eddie Morra a participar e não só a aparecer uns minutos. Fiquei espantado, e sinceramente desiludido também, com Brian a choramingar e a revelar tudo sobre os seus planos com Piper. Isto só demonstra que depois de ter a enzima, os planos de Brian eram zero, ia continuar na mesma preso ao FBI e a Morra. Raios, Brian, põe esse cérebro a trabalhar! Morra não ficou impressionado com os planos entre Piper e Brian e rapidamente descobre que Sands o traiu e já não trabalha para ele. As visões do futuro de Morra parecem estar tão à frente que ele parece estar a esquecer-se do que se passa no presente. Será que ele afinal não é o vilão? Será Sands? As coisas afinal não parecem tão simples.

Ficamos ainda a pensar no que realmente Sands quer… porque deu a Brian aquela última injeção da enzima, sabendo ele que Brian estava a trabalha com Piper e não estando já a trabalhar para Morra? E estaria aquele novo guarda-costas de Brian a trabalhar para Morra ou para Sands?

O cliffhanger com Rebecca, Brian e umas algemas deixou muita água na boca para saber o que vai acontecer a seguir.

Para os fãs da série, apesar da quebra de popularidade, Limitless criou uma rede de fãs estável o suficiente e as audiências no geral foram boas para a série ter uma alta probabilidade de ser renovada. Após uma pequena pausa de uma semana, a série voltará no dia 5 de abril. Até lá, abram as vossas mentes.

Emanuel Candeias