Arrow – 04×13 – Sins of the Father
| 15 Fev, 2016

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League Civil War

Arrow apresenta-nos um episódio sólido, com uma questão fundamental antiga (podem as pessoas mudar?) e com grandes ramificações para o futuro.

“Sins of the Father”, mas qual deles? Noah, Ra’s al Ghul ou Malcolm? Se a Team Arrow tem alguns problemas a tomar algumas decisões morais, nada se compara aos pais deles.

Seguindo a proposta feita por Nyssa no último episódio, se Oliver quer ter a poção necessária para salvar a irmã tem que matar Malcolm. No entanto, Oliver está um político feito e decide recorrer à diplomacia ao invés das setas. Em vez de matar Malcolm, ele tenta negociar a renúncia da liderança da Liga dos Assassinos pela vida de Thea.

Tendo em conta que, na 3.ª temporada, Malcolm usou a sua filha para ganhar o controlo da Liga em primeiro lugar, esta negociação parece logo destinada ao falhanço. Malcolm, por várias vezes, confessa o seu amor e preocupação por Thea, mas no que toca a ações, nunca escolheu esse amor em vez do poder. E realmente Malcolm decide ignorar o acordo e tomar a Lotus pela força, estoirando uma guerra de arqueiros mascarados (com a fação de Nyssa de um lado e a fação de Malcolm do outro) pelo meio de Star City. “As pessoas não mudam. Mesmo que tu queiras que elas mudem”.

Oliver fica então com duas opções: 1) deixa Nyssa e Malcolm lutar, sabendo que Malcolm irá ganhar; 2) toma o lugar de Nyssa no duelo e mata Malcolm, dando o controlo da Liga da Nyssa.

Façamos aqui uma pausa. Como Felicity bem vai lembrando ao longo do episódio, Malcolm é um vilão. Por causa dele, Tommy morreu, Sara foi morta, Thea também esteve morta. Ele já os traiu e enganou inúmeras vezes. Porquê a dúvida então? Porque não livrar o mundo de mais um vilão? Por um lado, porque Malcolm é pai de Thea, e por mais terrível que seja, a morte dele iria sem dúvida afetar Thea. Por outro lado, Oliver podia simplesmente matar Malcolm (pensar que Oliver consegue agora derrotar facilmente Malcolm, já que evoluiu bastante desde a 1.ª temporada, quando foi completamente derrotado pelo Dark Archer), seria o caminho mais fácil e seria o que o Oliver antigo faria, mas isso implicaria que Oliver também não tinha mudado e isso não é verdade. Oliver não é mais apenas um vigilante, é um herói, é o Green Arrow.

Ou seja, apesar de o método Gandhi não funcionar na primeira vez, isso não quer dizer que alguém tenha que morrer. E contra tudo o que se esperava, Oliver segue por uma 3.ª opção, derrotando Malcolm, mas ao invés de o matar, apenas lhe corta uma mão e tira-lhe o anel que confere o poder de controlar a Liga dos Assassinos. Foi engraçado ver Nyssa a referir-se a Oliver como o seu marido (já nem me lembrava do seu suposto “casamento” na última temporada), e como ele usou essa posição para poder tomar o lugar de Nyssa no duelo contra Malcolm.

Nyssa, com o anel em seu poder, entrega a Oliver a Lotus que cura Thea. Adeus bloodlust e bem-vinda de volta, Thea. E revelando também que, ao contrário do pai (Ra’s al Ghul), Nyssa não é levada a repetir sempre os mesmos erros. Parece que pertencendo à nova geração, Nyssa também é capaz de mudar e decide acabar com a Liga dos Assassinos e dispersar os seus membros. Menos uma organização maléfica no mundo. Embora agora que a Liga está fora do jogo e não existe para dar resistência à H.I.V.E., também esta organização tem que ser tratada e o mundo livrado dela. Para quem começou a ler os comics do Dark Archer, também fica a questão do que acontecerá agora aos planos de Malcolm? E qual o impacto no mundo do desaparecimento da Liga?

Ainda em relação ao plot de Nyssa, para aqueles que acharam a fala dela, de “Eu não deixo os outros lutarem as minhas batalhas por mim”, completamente sem sentido, também concordo. Depois de ter pedido a Oliver para matar Malcolm por ela, essa fala é muito disparatada, um erro por parte dos escritores.

O ponto negativo nisto tudo foi que Malcolm agora está em completo modo de vingança contra Oliver. E ter Malcolm como inimigo não é nada bom. A primeira coisa que faz é revelar a Darhk que Oliver tem um filho, William. E aqui me pergunto, quem será o verdadeiro vilão desta temporada? Quem é que irá pôr aquela pessoa na campa? Até aqui sempre assumimos que seria Darhk, mas não poderá ser Malcolm? Um vilão mais pessoal e com uma sede de vingança profunda funcionou muito bem na 2.ª temporada, Malcolm encaixa perfeitamente nesta discrição. E com esta nova revelação, será que as probabilidades de ser William a estar na campa não subiram drasticamente?

Felicity “Mr. Square Bear Face” Smoak, apesar de não ter a irmã em coma, também teve o seu drama familiar. E apesar de não ser uma situação de vida ou morte, graças a uma boa escrita e performances dos atores, mesmo este subplot teve o seu impacto. Ouvir Felicity dizer que sempre achou que algo estava errado com ela e que tudo que queria saber era o porquê de o pai a ter abandonado, faz-nos sentir uma maior relação com este mundo de super-heróis, onde às vezes os problemas que existem são simplesmente humanos. A reunião com o seu pai, Noah Kuttler a.k.a. o Calculator, parecia um momento de felicidade, apenas para se revelar uma grande desilusão. Calculator descobre que Felicity é Overwatch, e diz que só quer restabelecer o contacto com a filha. No entanto, Felicity desmascara as suas verdadeiras intenções e mostra que ele continua um vilão. Demonstrando um sangue frio, mas grande resolução, Felicity acaba por enviar o pai para a prisão (de certo que não é o fim da história). Continuando nas dúvidas que despontaram as ilusões de Felicity com a Goth Felicity e que, com o aparecimento do pai vêm à tona mais uma vez, Felicity mostra que não tem nada a ver com Calculator e que também já não é a mesma hacker revoltada com o mundo e que agora está disposta a seguir o caminho certo para mudar o mundo.

Outro ponto positivo nestes últimos episódios tem sido Olicity e a forma como Oliver e Felicity usam o apoio um do outro para superar os seus problemas. Eles mostram que realmente amadureceram e que funcionam como um casal deve ser. Oliver não é muito de mostrar os seus sentimentos, mas com as pessoas em quem confia (Felicity, Diggle e até Laurel), cada vez se consegue abrir melhor e partilhar parte da responsabilidade e dos problemas. Já Felicity, que muitas vezes usa o humor para esconder a sua mágoa, com Oliver pode ser ela própria, sem máscaras ou subterfúgios. “Tu não tens que ser engraçada comigo. Sabes isso, certo?”.

Entretanto, numa ilha e num tempo distantes… “You know nothing Oliver Queen”. Apesar de Taiana se deixar inicialmente levar pela raiva de saber que foi Oliver que lhe matou o irmão (Vlad), depois revela uma grande sabedoria e está disposta a ajudá-lo para ambos poderem escapar de Reiter. “O mesmo martelo que estilhaça o vidro, também pode moldar o metal”. Taiana é importante, pois representa aqui mais um passo para Oliver se tornar no Arrow que regressa a Starling City, um Oliver ainda cheio de falhas, mas com potencial de se transformar em alguma coisa diferente. Também neste plot sentimos uma ligação ao título ”Sins of the Father”, mostrada pelo amor que Oliver sente pelo pai e pelo sacrifício que ele fez para Oliver sobreviver, ao mesmo tempo que admite as imensas falhas que o pai tinha. E se, apesar de todas as falhas, o pai dele o encorajou para seguir no caminho que ele está hoje, também essa é uma das razões porque ele não quer privar Thea de Malcolm.

A conclusão do episódio, nas palavras de Oliver: “Algumas pessoas não mudam. Eu gostaria de pensar que existe esperança para o resto de nós.”

Em outras notícias, segundo informações do produtor executivo Marc Guggenheim, a série de Arrow perde também agora o direito de voltar a utilizar Deathstroke. Após a morte de Deadshot e de Amanda Waller, as ligações da série ao Esquadrão Suicida ficam limitadas a Katana Girl, que sendo assim também deverá desaparecer entretanto. Qual é a vossa opinião desta política de proibição do uso das personagens?

Na próxima semana, a Team Arrow volta a sua atenção para a H.I.V.E. e tenta desvendar quais são os seus verdadeiros planos e Oliver também considera contar a Felicity sobre o filho.

Emanuel Candeias

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