Classificação

7.5
Interpretação
6
Argumento
6.5
Realização
6
Banda Sonora

Angie Tribeca, que agradável surpresa, ou não fosse esta uma comédia criada por Nancy e Steve Carell. Série da TBS, estreou no dia 17, com uma maratona de 25 horas, entre episódios e a possibilidade de falar com os atores e criadores da série, em direto no estúdio.

Tribeca conta a história de uma polícia veterana de Los Angeles que gosta de trabalhar sozinha, no entanto, neste primeiro episódio, é forçada a aceitar um novo colega de trabalho, que passará a ser o seu parceiro. Rapidamente são destacados para investigar um crime de chantagem, sendo a vítima o mayor. Vêem-se envolvidos numa investigação à séria, onde Tribeca tem que trabalhar infiltrada. Como qualquer série policial que se preze, esta tem também um laboratório, um tanto ou quanto peculiar, tendo em conta os cientistas e o seu método de trabalho.

Uma sátira às habituais séries de polícias, uma série que pensa “fora da caixa” e tem um estilo próprio a que normalmente não estamos habituados (pelo menos desde há algum tempo).

Muito ao estilo dos filmes e séries protagonizados por Leslie Nielsen, o exagerar da piada, sem a tornar corriqueira. Desde Tribeca destruir a sua própria casa num treino matinal e quando sai para trabalhar tem à sua porta homens prontos a repor tudo o que partiu; ao seu colega de trabalho a lutar com outro homem em tronco nu, enquanto no primeiro plano a protagonista interroga uma possível suspeita; ou ainda um presidente de câmara com tatuagens tão grotescas quanto engraçadas; ou mortos que afinal estão vivos. Enfim, uma paródia hilariante!

Num telefonema em direto com Rashida Jones (Angie Tribeca), no dia da estreia, a lenda da comédia Carol Burnett apelida a série de “Good stupid”, e é de facto estupidamente boa.

Aconselho vivamente esta nova série, de descomplicada a absolutamente genial, deixa-nos completamente bem-dispostos com a simplicidade da trama; com interpretações brilhantes de grandes actores, como Rashida Jones, Hayes MacArthur, Jere Burns ou Alfred Molina, dignas de serem vistas.

Agora com licença, que vou ver os restantes episódios.

Ana Galego Santos