Once Upon a Time – 05×11 – Swan Song
| 16 Dez, 2015

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Esta mid season finale de Once Upon a Time mostrou todas as fraquezas da série. Já estamos na quinta temporada e se refletirmos no que a série tem sido até agora, apercebemo-nos que, ao fim de cinco anos, Kitsis e Horowitz continuam a impingir-nos as mesmas histórias ano após ano. Meia volta perdem a memória, alguém é mandado para outro mundo e a malta junta se toda para o/a salvar e o Rumple trai toda a gente quando pensamos que era desta vez que ele aprendia com os erros, usam as personagens secundárias quando dá jeito às principais e depois desaparecem como se nunca tivessem existido e Emma resolve trabalhar sozinha e alienar a família e os amigos!  Estão a ver o padrão! Nao é à toa que as audiências tenham caído a pique desde a segunda metade da temporada passada. Claro que Frozen foi uma cartada jogada para amealhar espectadores, mas foi bem desenvolvida e trabalhada! Porque é que as Rainhas das Trevas e o pessoal de Camelot não tiveram o mesmo tratamento?

Aliás, nem o grande trunfo do Senhor das Trevas foi bem pensado. Primeiro o mau da fita era Arthur, depois passou para Emma e acabou em Hook numa questão de onze episódios.

De qualquer maneira, este último episódio até teve os seus momentos positivos. O Hook devia ter sido o Senhor das Trevas desde o início porque Colin O’Donoghue deu dez a zero a Jennifer Morrison. Nunca ninguém destronará Robert Carlyle, mas vocês percebem-me.

Ora, no meio de um episódio quase dedicado a si, descobrimos as origens do Capitão Hook. Como foi abandonado pelo pai e como isso o moldou e tornou no homem que foi até conhecer Emma. Só não entendo como é que Hook, que sentiu na pele o abandono do progenitor, não ficou incomodado quando Milah deixou Baelfire para trás.

Os Senhores das Trevas, liderados por Nimue, estão na cidade e Hook esta tão cego pela vingança e pelo rancor por Emma o ter tornado naquilo que tanto abomina que regrediu para o homem que foi capaz de matar o pai a sangue frio. Tudo foi um teste de Regina, na altura em que ela andava a caçar a mãe. Ja era altura de pararem de trazer historias dessa altura e de quando ela andava atrás da Snow White. Sigam em frente, por favor.

Entretanto, os nossos heróis estão em perigo mortal quando os Senhores das Trevas trocam de lugares com eles. Eles voltam ao mundo dos vivos e os outros vão ter com Hades – literalmente, parece-me. E depois lá vem a história de sempre. “Estamos perdidos”. “Mãe, és a Snow White, não podes desistir”. “Vamos aproveitar os últimos momentos juntos enquanto podemos” e blá blá blá. Depois Emma quis sacrificar-se, absorvendo todos os poderes para a Excalibur e morrendo de seguida. Pois sim.

Regina andou dividida entre a possível ida para o Submundo e o drama do bebé e Zelena. O que fazer com a maninha? Bom, aquilo que não conseguiu no início da temporada, conjugar um portal para outro mundo. E foi assim que Zelena foi recambiada diretamente para Oz. Pelo amor de Deus, bem que podiam ter arranjado outro desfecho! Regina também não mudou automaticamente quando teve o Henry. Se bem se lembram, no início da serie, ele andava desertinho para sair da casa da mãe adotiva. Toda a gente nesta série já fez coisas horríveis e praticamente sem perdão. Mas ninguém é mandado para lado nenhum. Hook matou o pai. Regina passou anos e anos a aterrorizar o seu reino e a matar sem pensar duas vezes. Rumplestiltskin… a lista é demasiado grande para a sumarizar. Snow matou Cora e tirou o bebé a Maleficent. Querem que continue? Mas é assim que a historia nos cativou! Com vilões a lutarem pela redenção – nem todos, confesso – e procurarem a felicidade. Sim, Zelena foi um monstro com Robin ao fazer passar-se por Marian. Mas raios, eles tinham uma filha juntos e só tinham de se respeitar, não de serem melhores amigos!

Quando pensávamos (ou não) que tudo estava acabado, Hook ouve finalmente as palavras de Regina e resolve acabar com tudo aquilo. Este drama previsível foi compensado pelas performances brilhantes de Colin e Jennifer. Não ligo muito ao casal Emma e Hook, mas eles provaram aqui o porquê de serem tão populares entre os fãs. A química está toda lá. Foi uma cena de partir o coração ver Emma a matar o amado e a chorar a sua perda. Confesso que me caiu uma lagrimita.

Portanto, tudo ficou normal. Storybrooke foi salva e apenas Hook foi para o Submundo. Já repararam que Storybrooke é uma real e completa seca? Toda a gente chama àquilo casa, mas eu nunca consegui entender porquê. É uma cidade pequena e para saírem de lá é uma carga de trabalhos. A história nunca conseguiu sobreviver apenas em Storybrooke, daí haver tantos flashbacks da Floresta Encantada e de já terem ido ao País das Maravilhas, à Terra do Nunca e Camelot! Os episódios centrados em Storybrooke são sempre os mais fracos, porque a piada que a cidade tinha já passou há muito tempo!

No final, veio o plot twist de que já estávamos à espera. Rumplestiltskin usou a Excalibur que entregou supostamente de forma altruísta a Emma para transferir o poder dos seus antecessores das trevas para a adaga. Então ele criou uma adaga nova? Como? Como é que arranjou um metal tão forte como o da Excalibur? E porque é que ele está a fazer o mesmo que fez o ano passado? Eu adoro o Rumple mau da fita, mas logo agora que a Belle voltou para ele outra vez feita parva a pensar que o marido estava, por fim, mudado, ele vira o disco e volta ao mesmo? Raios que o parta. Ja não há paciência. Mas pronto, ele lá vai ajudar o pessoal a salvar o Hook.

Eu quis gostar do episódio, porque está bem feito e interessante. O problema e tudo o que vem de tras e a constante reciclagem de historias. Se continuarmos assim, e provável que Once Upon a Time tenha os seus dias contados, em 2016 ou em 2017.

Vemo-nos em março, no Submundo? Apesar de tudo, estou curiosa para ver o que vai acontecer. Além disso, o Peter Pan e a Cora estão de volta! Que venha o centésimo episódio. Ate lá!

Maria Sofia Santos

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