Once Upon a Time – 05×04 – The Broken Kingdom
| 25 Out, 2015

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Ok, isto deixou oficialmente de ter piada. Tudo bem que eu já sabia que o Arthur não era flor que se cheirasse, mas sempre supus que houvesse algo por detrás da vilania dele. Arthur, Guinevere , Lancelot e a Távola Redonda não são os únicos personagens de Camelot, mas estou mesmo a ver que nos vamos ficar por aqui.

Ainda não tínhamos chegado à versão Once Upon a Time de um dos triângulos amorosos mais famosos da história, mas este The Broken Kingdom contou tudo: as dúvidas acerca do verdadeiro caráter de Arthur, as incertezas acerca do comportamento de Guinevere, e até começámos a entender porque é que Emma pensa que os pais a traíram!

Storybrooke ficou para um outro episódio e dividimo-nos entre flashbacksflashbacks de flashbacks.

A espada partida Excalibur passou a ocupar todos os minutos de Arthur. O profetizado salvador de Camelot falhou redondamente a sua missão de salvador. Para ele, a reconstrução da espada era a solução dos problemas. Depositou toda a sua fé em Excalibur, descurando o seu povo e a esposa. Não é muito difícil entender as razões que empurraram Guinevere para os braços de Lancelot. Uma pessoa consegue amar até certo ponto.

Arthur foi exatamente o que uniu Guinevere e Lancelot. Os dois partiram em busca da adaga do Senhor das Trevas, mas obviamente que eles não conheciam Rumplestiltskin (estou a adorar que ele apareça tantas vezes como Senhor das Trevas!). Em vez da espada, Rumple oferece a Guinevere areias da Ilha de Avalon. Ela podia consertar a espada aos olhos de Arthur e recuperar o marido. O problema é que Guinevere não quer iludir o Arthur. Quer que o que haja entre eles seja real. O problema é que Arthur não é assim tão nobre. Ele quer tudo e da maneira fácil. Com as areias, ele assegura o lugar da rainha ao seu lado e ergue Camelot como é hoje. Os ‘problemas menores’ de Arthur foram resolvidos e assim pôde focar-se no seu objetivo principal, sem recear que as coisas à sua volta se desmoronassem.

Se é isto tudo o que há para saber sobre Arthur então estou desiludida. Claro que Merlin ainda está para aparecer, assim como falta saber porque é que escolheu Arthur para tirar a espada da pedra e porque é que está partida, quem é que a partiu e porquê. Tudo bem, é muito para saber, mas será que não há nenhuma jogada por detrás disto? Camelot é predominada por homens. Onde estão as feiticeiras? Podiam ser elas a dominar Arthur, a torná-lo obcecado com a espada. Mas da maneira como as coisas foram contadas, é pouco provável. O que é uma pena.

Aceitaria se o rei fosse um antiherói. Mas não é. Não é Emma a grande vilã desta primeira parte da temporada. Arthur é que é. Espero estar enganada, já percebemos que as coisas não são preto e branco. Os heróis não são cem por cento bons e os vilões não são totalmente maus. Peter Pan e Cruella de Vil (e Cora talvez) foram as exceções. Mas Arthur? O lendário rei Arthur? Custa-me muito aceitar e gostar desta versão. Muito mesmo.

Devo confessar, no entanto, que este episódio teve das melhores cenas entre Snow e David desde há muito tempo. Eles são um casal estável e que normalmente pensa de maneira igual. Isso também os torna aborrecidos. Arthur foi o ponto de discórdia e a discussão foi credível. David queria muito acreditar em Arthur e na Távola Redonda. Queria ter um propósito e ser o herói de outros tempos. Todavia, o amor pela filha falou mais alto. Salvar Emma é mais importante do que tudo e os dois unem-se para saber quem falava verdade: Arthur ou Lancelot. Como já sabíamos, Arthur perdeu.

O que eles não contavam era que que Arthur ainda tivesse as areias de Avalon. Uau, como é que ainda sobrava depois de as ter lançado na mulher e no reino todo? Será que foi a Avalon ou assim? Enfim, o que interessa é que Snow e David também estão sob o poder do rei tirano e não vai ser difícil imaginar por que razão vão trair a filha. Certo?

Emma teve um episódio calmo. Estão a ver a calma antes da tempestade? Foi mais ou menos assim. As vozes na cabeça de Emma não a largam (já Rumple falou do mesmo há umas temporadas atrás). Assim percebemos a razão de uma pessoa ceder às trevas.

Porém, neste episódio, Emma resolveu confiar em Hook e Rumple deixa-a em paz. Estes momentos entre o casal foram bonitos (e se pensarmos bem não tivemos muitos assim) e mostram-nos mais uma vez que a química entre Jennifer Morrison e Colin O’Donoghue continua ao rubro. É pena que esta harmonia seja sol de pouca dura.

Ah, então Merida continua viva! Estava a ver como é que ela voltaria. Parece que foi emboscada pelo rei Arthur e aposto que foi ele o responsável pelo que aconteceu aos irmãos e ao seu reino. Bela maneira de trazerem as quezílias entre a Inglaterra e a Escócia para a série.

Em Storybrooke, Emma também trouxe Merida consigo. É a sua arma para transformar Rumple num herói… Como exatamente?

Gostei do episódio. Não gosto de o admitir, mas gostei. Foi mexido, trouxe-nos respostas. Liam Garrigan, a ‘nossa’ Joana Metrass e Sinqua Walls brilham nos seus papéis e e conseguem infiltrar-se mais nas relações da família do que quaisquer outros conseguiram. Palmas por isso.

Maria Sofia Santos

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