Classificação

8
Interpretação
7.5
Argumento
8
Realização
8.5
Banda Sonora

American Horror Story está de regresso para ferir susceptibilidades, como sempre! Vejamos o que este Hotel Cortez nos reserva…!

Um hotel clássico e elegante é o que pauta esta quinta temporada de American Horror Story, além de muito glamour. Mas este também é um hotel muito sossegado, demasiado sossegado… Quem já viu The Shining vai, com certeza, sentir parecenças (especialmente as duas crianças, que certamente irão achar semelhantes às gémeas). Começamos com duas jovens suecas que decidem alojar-se no Hotel, mas logo percebem que algo de muito errado se passa lá e, apesar de inicialmente quererem voltar atrás e receber o dinheiro de volta, acabam por ficar.

Paralelamente aos eventos bizarros no Hotel, somos transportados para outro local, onde detetives e peritos analisam duas vítimas, com a língua e olhos arrancados, num cenário dantesco. E parece que este psicopata está disposto a continuar. Ao mesmo tempo, vamos seguindo, um pouco mais de perto, o detetive John Lowe e a sua dinâmica pessoal/familiar. Este homem sofre o flagelo que é ter um filho desaparecido, e nunca recupera totalmente dessa perda, até porque se sente culpado.

Do lado do hotel, somos entretanto apresentados à Condessa Elizabeth e a Donovan, que além de não esconderem a sua sede de sangue, também nos transmitem que serão eles os pioneiros das actividades tão singulares do Hotel Cortez. Os mais sensíveis poderão ficar chocados com as “políticas” praticadas, mas parece que dois “intrusos” chegaram para perturbar esta “calma”.

Chamo a atenção para Max Greenfield, que tem aqui a sua oportunidade de ouro para mostrar o que vale, depois de ver o seu talento desperdiçado em New Girl. Portanto, veremos de que é que Greenfield é capaz. Lady Gaga, por seu lado, é uma boa surpresa, para quem não conseguia adivinhar o que poderia vir da sua parte. Sarah Paulson também está perfeita no papel e este poderá ser aquele em que terá mesmo um maior impacto. Claro que se dá pela falta de Jessica Lange, para abrilhantar o que já conhecemos da série.

Quanto à banda sonora, é de salientar que é dos momentos mais significativos do episódio, ajudando a que este capítulo fique marcado nas nossas memórias, pois a música encaixa da forma mais perfeita possível no que estamos a ver.

Assim, este é um episódio com um carácter extremamente sexual (e violento, em grande parte). Apesar de tudo, a quinta temporada de American Horror Story começa com um piloto bem conseguido, que com certeza manteve os fãs das temporadas anteriores satisfeitos.

Beatriz Barroca