Blindspot – 01×02 – A Straw Howl
| 30 Set, 2015

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“Pessoas horríveis fazem coisas horríveis, pessoas boas detêm-nas”

O segundo episódio de Blindspot deu aos espectadores um melhor vislumbre do que esta série realmente é e do que virá a ser. Se o piloto se centrou no mistério de Jane e nas suas tatuagens, o segundo episódio não foge à regra. “A Stray Howl” introduz uma nova história, apenas divertida pela sua conexão com o enredo global. Mais pistas sobre o passado de Jane são reveladas neste episódio, onde também é nos dado a conhecer a história familiar de outro personagem principal, Kurt Weller, e de como estes poderão estar mais relacionados do que se julgava.

O episódio começa com todos a tentarem despertar a memória da Jane, ora através de imagens ora através de luta, para que, de algum modo os seus músculos façam alguma associação com o seu misterioso passado. Um dos aspetos positivos da série são de facto as tatuagens. Patterson (Ashley Johnson, que ganhou pontos neste episódio com a sua interpretação e sentido de humor, raro na série) descobriu que afinal as tatuagens não são aleatórias como se julgava (até ver), a primeira tatuagem descodifica a segunda. O caso da semana, à semelhança do que já tinha acontecido com o piloto, volta a incidir sobre a pista de uma tatuagem, e diga-se que até agora não têm sido muito interessantes, Gibson foi um mau vilão, embora tenha gostado do facto de estar sempre um passo à frente de Weller e Jane.

O passado misterioso de Jane Doe está cada vez mais interessante e intrigante. Jane, cada vez mais familiarizada com as suas capacidades, induzidas por memórias musculares e com a descoberta de uma nova peça do puzzle do seu passado misterioso, começa a se questionar sobre a possibilidade de não gostar do que descobrir, de afinal poder ser uma má pessoa. Um dos destaques desta semana é o sentimento, de certo modo, com que Weller tenta explicar a Jane que esta tende a fazer o bem nas suas ações, sendo portanto uma boa pessoa. A mesma ideia é reforçada pela opinião de Zapata.

A maior revelação do episódio foi, sem dúvida, a possível identidade de Jane e de como ela se poderá ligar com o passado de Kurt Weller. Weller após visualizar uma ampla cicatriz na parte de trás do pescoço de Jane convence-se que esta é, na verdade uma amiga de infância que desapareceu, Shaw Taylor (que tinha uma cicatriz idêntica). O pai de Weller, que se encontra agora a lutar contra um cancro do pulmão, embora tenha sido declarado inocente pelo tribunal, foi declarado culpado pela comunidade pelo rapto de Tayler e possível assassinato, tendo visto a sua vida social ser destruída.

A teoria de Weller sobre a identidade de Jane é certamente conveniente, na medida em que ajuda Weller a livrar-se da culpa que carrega sobre o desaparecimento de Taylor e de uma possível reconciliação com o seu pai, antes que seja tarde demais. Saberemos no próximo episódio se Jane é Taylor? Como será que Weller vai reagir em relação ao seu pai? Será que, finalmente, se saberá quem é o homem que aparece no passado de Jane e no presente, o homem responsável por todo este mistério?

Algumas observações:

  • As tatuagens continuam a ser o ponto forte da série.
  • O focus dado a algumas personagens secundárias foi muito bom, por exemplo Patterson, Zapata e Reade. Por outro lado a personagem interpretada por Sullivan Stapleton apesar da sua backstory continua a não impressionar.
  • A série parece estar a andar depressa de mais, como já tinha sido referido no episódio piloto.
  • As cenas de ação estiveram a um ótimo nível.
  • A narrativa por vezes torna-se fraca e pouco fluida, aspeto que terá de ser melhorado.

Fernando Augusto

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