Gotham – 01×16 – The Blind Fortune Teller
| 19 Fev, 2015

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01x16 - The Blind Fortune Teller

01×16 – The Blind Fortune Teller

 

Contém SPOILERS.

Como já devem ter percebido, o Batman é o meu super herói preferido e com ele também vêm o seu universo, incluindo os (fantásticos) vilões. Ras’ Al Gul, a própria Liga dos Assassinos, Riddler, Poison Ivy, Penguin, Carmine Falcone e Sal Maroni, Harley Quinn, Two-Face, Bane, Lady Shiva… e o Joker. O Joker, o meu querido Joker. É o melhor dos vilões e foi interpretado de maneira simplesmente sublime por atores como Jack Nicholson e Heath Ledger (que ganhou o Óscar de Melhor Ator Secundário com o papel em The Dark Night). Como tal – e numa altura que televisão está a passar por uma era de ouro – a introdução de um dos mais icónicos vilões de todos os tempos não podia desiludir. Afinal, todos os outros vilões foram muitíssimo bem escolhidos e os atores estão a brilhar nos papéis. O Joker – e a sua introdução na série – não podiam falhar. Sabemos pouco ou nada das origens do vilão e por isso Bruno Heller podia pensar em mil e uma maneiras de criar uma história de origens para ele. Se o conseguiu? Vamos ver…

Como de costume, vamos por partes. Fish Mooney continua na sua esquisita prisão. Continuo sem perceber como é que pensaram que isto ia pegar. Não soubemos como é que ela foi para ao primeiro navio nem… nada. Que arco mais mal feito. E desde quando é que um canivete impõe algum respeito quando aposto que há lá homens que lha tirariam em dois segundos? Será Fish assim tão fabulosa e se ter afirmado naquele enorme grupo de pessoas numa semana? Bravo, sim senhora. Admito que as coisas ficaram interessantes quando ela teve a ideia de começar a matar pessoas até a deixarem falar com o chefe daquela organização, mas não deixa de ser uma ideia bastante forçada de manter Fish afastada de Gotham.

Já repararam na quantidade de voltas que Penguin já deu desde o episódio piloto? Foi aliado de Fish, Maroni, Falcone… Mas ninguém me tira da ideia que ele não é leal a ninguém a não ser a ele próprio. Hoje Falcone, talvez amanhã Maroni ou até cria uma aliança com o Ed, quem sabe! O certo é que Penguin é agora dono de uma das melhores discotecas da cidade. O problema é que não sabe geri-la. Irónico, não? Esquemas é com ele, já negócios…

Mas Falcone não deixa o amigo na mão e ‘oferece-lhe’ Butch. Afinal está vivo. Esteve umas semanas de férias na cave de Victor Zsaz… Credo. Ok, então Zsaz fez-lhe uma lavagem cerebral (em duas semanas, a sério?) e ele agora está ao comando de Penguin. Então mas se ele faz tudo o que Penguin mandar não vai dar ao mesmo? Não estou a perceber…

Estão a ver o caso que começou esta série de eventos? Aquele logo no primeiro episódio, aquela cena muito famosa… Sim, adivinharam, o caso do assassinato dos Wayne! Por vezes até me esqueço que esse é o maior mistério da série e mal foi abordado em dezasseis episódios. Gordon deu a sua palavra a Bruce. E tudo o que fez foi procurar Selina e quase matar os dois jovens. A sério? Tudo bem que Gordon não anda propriamente de férias (mafiosos, Arkham, as suas confusões amorosas), mas esta falha contradiz muito com a personalidade do detetive. Ainda por cima foi oficialmente despedido pelo jovem Wayne. Como é que pôde ficar de braços cruzados?

Obviamente, o nosso jovem Batman começa a tomar medidas ele próprio. Junta dois mais dois e começa a perceber que o que aconteceu aos pais pode ter algo a ver com a Wayne Enterprises. Aquela reunião foi muito superficial, os membros do conselho de administração trataram-no como um miúdo… mas eles não conhecem Bruce. Ele é uma criança sensível, mas corajosa, determinada e inteligente. Aquele comentário final foi fantástico. Será que os senhores precisaram de aloé vera depois do encontro?

E Barbara está de volta! À série e à má vida. Não há nada mais patético do que uma mulher que fique desequilibrada por não saber desenrascar-se sozinha. Pode ser que a sua história fique interessante com a sua convivência com Selina e Ivy. Foi engraçado ela nem ter pestanejado quando as encontrou a viver em sua casa. Vamos ver o que sai daqui… Por agora, quero tudo menos que ela volta para Gordon. Ele está muito bem com Leslie, com quem parece ter uma relação saudável e interessante. O que é basicamente o oposto do que tinha com Barbara.

Agora, o nosso circo de horrores. Leslie levou Gordon ao circo (tal como tinham falado no episódio anterior) e a confusão começou quando artistas começaram à pancada a meio do espetáculo. Não há nada melhor do que uma boa luta entre famílias. E não foi tão fofinho conhecermos os pais do Robin? Sim, eles são aqueles dois que estavam a discutir na GCPD. John e Mary Grayson, o casalinho que Jim juntou, o que significa que o futuro parceiro de Batman ainda está por nascer.

Ficámos então a saber que a luta era por causa de uma mulher (não é sempre?), que andava a dormir com os chefes das famílias Lloyd e Grayson e que morreu. Que maneira mais estranha de procurar alguém, uma serpente. O caso ganha outros contornos quando um vidente ajuda Thompkins e Gordon. Surpresa das surpresas. Era para os despistar do verdadeiro assassino. Jerome, o filho de Lila.

Provavelmente nunca haveria uma maneira de introduzir o Joker de maneira a agradar a todos. Torná-lo num rapaz com problemas com a mamã foi tudo menos original, mas a performance de Cameron Monaghan fez-me esquecer estas falhas. Se ele já estava a fazer um trabalho poderoso em Shameless, o que dizer aqui? A mudança de expressão, o olhar, o tom da voz, E AQUELE RISO!! Foi perfeito, bombástico. Até me atrevo a dizer que foi digno de uma nomeação para o prémio Emmy.

Ah, tenho outro defeito a apontar a este arco. O Joker é um génio do mal. Devia ter arranjado um assassino melhorzito para se safar, não vos parece? Ai, ai.

Para terminar, só queria salientar a ausência de Bullock do caso. Ele faz sempre falta, mais até do que Gordon. E parece que Nygma não está a gostar assim tanto de Leslie como pensava… Será que vamos ver membros humanos no cacifo da médica?

Nota: 7.5/10

Maria Sofia Santos

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