Person of Interest – 04×11 – If-Then-Else
| 09 Jan, 2015

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04x11 - If-Then-Else

04×11 – If-Then-Else

Já estavam com saudades das nossas reviews de Person of Interest? Não desesperem pois vamos retomá-las a partir de hoje! Afinal de contas, um episódio como o desta semana não podia ficar sem review!

Para quem não se lembra de onde se tinha ficado após a renovação de temporada, Harold Finch, John Reese, Root, Shaw e Fusco (o quinteto fantástico, por assim dizer) conseguem escapar do avanço mortífero de Samaritan, uma entidade que se assume como Némesis da Máquina criada por Finch, ao assumirem identidades com perfis casuais e longe de qualquer polémica ou atenção que pudessem pôr em risco o seu propósito. Assim que Root se assume como a menina dos recados da Máquina, os nossos heróis tentam camuflar-se no seu dia-a-dia, resolvendo os típicos casos considerados “irrelevantes” pelo Governo Americano que nos foram habituando nas primeiras temporadas. Greer, o impulsionador da ativação de Samaritan, continua a sua busca pelos protagonistas com o objetivo de alcançar a supremacia do seu projeto. Enquanto que a Máquina procura obter justiça e resolver não só os casos relevantes para segurança nacional mas também situações que o Governo considera de pouca relevância, Samaritan opera exatamente pelo oposto: foi formatado para encontrar casos de maiores dimensões e relevância e resolvê-los de qualquer maneira que lhe pareça mais conveniente e que obtenha melhores resultados. Harold Finch construiu a Máquina com uma espécie de código moral com o propósito de ajudar aqueles que não têm meios para, mesmo que estes estejam do lado oposto da lei. A Máquina atua mais do que como um simples mecanismo de deteção e resolução de problemas; é um organismo que tem a sua própria autonomia e sentimentalismo, o que Harold não consegue interiorizar. À medida que avançamos no quotidiano dos nossos protagonistas, torna-se cada vez mais difícil fugir dos agentes de Samaritan que seguem incessantemente o seu rasto. Shaw acaba por ser identificada pela equipa Samaritan, e acaba por ter que ficar de contenção no esconderijo subterrâneo que a Máquina deu a Harold para ser o novo “quartel” da equipa. Samaritan começa a pressionar cada vez mais e arranja forma de convencer a Máquina a “conversar” (assunto descrito através de metáforas do Olimpo que assentam que nem uma luva). Para os dois comunicarem necessitam de um “embaixador” que lhes confira voz e já que Root se assumiu como a embaixatriz da Máquina, o mistério prevalece com o de Samaritan. Este diálogo é maior do que o simples jogo de gato e rato com que nos temos deparado com os episódios habituais de Person of Interest: é um confronto de duas entidades perigosas e omnipresentes que poderá originar a destruição da raça humana. A Máquina decide encontrar-se com Samaritan e o resultado é assustadoramente genial: para dar voz à Máquina Root assume as rédeas, mas Samaritan joga pelo seguro e pede a uma criança que o represente. Esta criança não é uma mera representação, é um artífice estratégico que incorpora o estado mais frágil da humanidade, mas que assegura a imponência desta inteligência artificial, mostrando que não há barreiras nem limites ao seu poder. A porção de argumento durante este debate do Bem e do Mal é algo de único e fenomenal, uma estratégia que assume o enredo de Person of Interest como um dos melhores já vistos na televisão.

Uma vez que nenhum acordo ficou estabelecido entre os dois, Samaritan começa a dar os primeiros passos para a desgraça mundial quando começa a interferir com a economia americana. Os altos e baixos do mercado financeiro não são suficientemente estáveis e poderão arruinar os habitantes de todo o continente, sendo que e os nossos heróis terão que intervir e expor-se. Mesmo com o perigo de ser identificada, Shaw cansa-se de ficar escondida e decide ajudar como pode, quase como um fantasma. A sua primeira missão é encontrar o código de abertura de uma das portas para onde Harold necessita de ir para parar a influência de Samaritan na Bolsa Americana. Azar dos azares, com a queda das ações, um desesperado homem faz reféns os passageiros de metro onde Shaw se encontra, e promete explodir com o comboio se não obter justiça. Cercados por agentes de Samaritan, Root, Finch, Reese e Fusco pedem ajuda à Máquina para conseguirem escapar dos mesmos. É aqui que a beleza de escrita de Person of Interest alcança o seu auge: ao mesmo tempo que vamos tendo flashbacks de quando Harold a ensinou a calcular as possibilidades de jogadas num simples jogo de xadrez, a Máquina precisa de calcular todas as hipóteses de conseguir que o objetivo dos seus companheiros se concretize sem que estes acabem mortos ou nas mãos do inimigo. O episódio é tão brilhante que assistimos a inúmeras tentativas da Máquina solucionar o problema e lidar com as odes dos seus mensageiros serem abatidos e das implicações emocionais que isso traz. Emboscados nas artimanhas de uma inteligência artificial rigorosamente inteligente, as opções não são muitas e a nossa Máquina necessita de escolher aquela que lhe parece mais viável. E eis que de uma consequência, surge uma situação inesperada que se reflete num sacrifício chocante, pois jogar xadrez num tabuleiro não é o mesmo quando as peças são seres humanos.

Nota: 10/10

Jorge Lestre

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