Downton Abbey – Christmas Special
| 26 Dez, 2014

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Christmas Special

Christmas Special

Chegámos a Dezembro, chegámos ao Natal, e Natal é sempre significado de Christmas Special em Downton Abbey. Tenho estado com esperança que a série “ressuscite”, porque, sinceramente, como já referi em outras reviews, Downton Abbey já perdeu muito do seu sentido. Vamos ver como nos presenteiam.

Começamos com Mary a entrar no que nos parece uma prisão, e ao mesmo tempo, em casa, Robert e Bates falam sobre Anna. Mary vai, de facto, visitar Anna, tentar tranquilizá-la e promete-lhe que irá sair dali. Edith é agora feliz, fazendo com que os seus laços com a filha cresçam, e o pai repara nisso, mesmo antes de partir com Cora, e o resto da família (embora Isobel e Violet fiquem em terra). E claro, as picardias entre Mary e Edith mantêm-se.

Chegados ao destino, vieram visitar Rose, que faz os seus preparativos para dar o nó. Os empregados do noivo não parecem muito agradados com a ideia, ou, pelo menos, parecem não querer dar muita confiança aos de Downton, e o que é certo é que não demonstram grande consideração pelos convidados.

Mais tarde, as duas famílias vão caçar, e Mary percebe a razão de tanta hostilidade: os pais de Rose são divorciados, e o pai do noivo não aprova tal coisa. E neste momento, também se dá algo que já podia ter acontecido antes, pois há muito tempo que Branson não falava de Sybil. Foi ela que mudou a vida dele de forma drástica, e que lhe deu uma filha. Mas Branson há muito que não falava dela. O mesmo se aplica a Mary, que, se bem me recordo, nunca mais falou de Matthew, e não amou mais ninguém em toda a sua vida, se não ele. Já agora, estarão a preparar-se para arranjar outro pretendente mal-sucedido para Mary? É que não é boa ideia.

Bates vai finalmente visitar Anna (what took you so long?), e os dois falam sobre a razão pela qual Anna está na cadeia. Ao mesmo tempo, Violet reúne-se com o seu antigo (e/ou actual?) amor, também. O que acaba por ser bastante tenso… Mas as tensões não se ficam por aqui. No jantar servido em casa da família do noivo, parece estar tudo a correr muito mal, e Rose tenta aliviar o ambiente. Ainda assim, isso serve para que os empregados passem a dar-se melhor entre eles.

Robert está, aparentemente, doente, o que deixa Cora perplexa. Mas isso não deixa que Robert não se aperceba da realidade acerca de Edith e Marigold, e aproveita para confrontá-la, sobrando apenas Mary como a única a não saber. Ao contrário do que Edith esperava, o pai foi extremamente compreensivo e amável, mostrando que não havia razão para ter medo de lhe contar. Já agora, será muito estranho eu achar que Edith e Branson ficavam bem?

A vida de Anna, segundo o advogado, não está muito facilitada, e por isso, ficamos assim em banho-maria, sem saber bem o que lhe irá acontecer. Simultaneamente, Mrs. Hughes decide contar algo que nunca tinha revelado a ninguém, a Carson. Este foi dos melhores momentos do episódio, devo dizer. E novas peripécias aguardam a prima Isobel e o seu casamento…

Anna, aparentemente, está de volta a Downton, mas só temporariamente. Molesley e Baxter estão disponíveis para ajudar Bates, o que pode resolver o problema das acusações de homicídio ao casal de vez.

E bem, Rose salva o dia várias vezes…! E toda a gente tem de alinhar, porque parece que o sogro dela não é assim tão santo para criticar os pais de Rose. Pelo menos, a situação serve para que ele reconheça que é de valor ter Rose na família.

Mais tarde, chegou a altura de montar a árvore de Natal, e de preparar os presentes. E Carson tem um presente muito especial para Mrs. Hughes! (É o ponto alto do episódio!! Já estou de olhos lacrimejantes!!)

E voltando a Sybil, Mary, Edith e Branson decidem dar-lhe algumas palavras, mesmo já não estando ela presente, dado que Branson se prepara para deixar Downton. Será que é desta? Já nem me lembro há quanto tempo isto está eminente e nunca acontece. Não é que queira que ele vá, mas estão sempre em voltas e voltas neste assunto…

Sempre cúmplices, Violet conta um segredo a Isobel, que nos deixa bastante surpreendidos. O momento que se segue também tem o seu quê de engraçado, quando Robert se prepara para fazer um discurso, mas Branson evita-o a todo o custo, chamando Mary para cantar Silent Night.

E o Natal acaba muito bem, com Anna e Bate juntos, mesmo que por breves momentos.

Foi um episódio com os seus bons momentos, mas na minha opinião, com 1:30h tornou-se demasiado longo. Talvez no passado não fosse, mas no ponto em que a narrativa está, acabou por arrastar-se um pouco. Mas agora com os últimos acontecimentos, talvez tenhamos um bom empurrãozinho para a próxima temporada.

Nota: 6,8/10

Beatriz Barroca

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