How To Get Away With Murder – 01×06 – Freakin’ Whack-a-Mole
| 02 Nov, 2014

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01x06 - Freakin’ Whack-a-Mole

01×06 – Freakin’ Whack-a-Mole

 

[Contém SPOILERS]

Até agora o Asher Millestone tinha sido um personagem de periferia. Ele não fez parte homicídio do Sam e desde o início que se levantam questões em relação ao porquê de ele estar nos Keating Five. Remetido a um papel essencialmente de comic relief, eu já duvidava se sequer haveria um episódio Asher-cêntrico, quanto mais se, existindo, fosse um dos melhores episódios da época até à data.

Não quero dizer com isto que foi a centralização no Asher que tornou o episódio melhor. Por certo que foi bom ver os colegas a massacrá-lo por ser um miúdo privilegiado e ver que é fundado em valores honesto, no entanto, o que o fez o episódio destacar-se foi a fluidez com que as cenas se sucediam. O caso da semana, os flashforwards e o desenvolvimento de personagem foram melhor engrenados. Em grande parte porque o caso estava intimamente ligado com o desenvolvimento do Asher, ao invés de ser algo a acontecer na margem como aconteceu nos episódios anteriores.

No caso da semana de “Freakin’ Whack-a-Mole”, Annalise Keating retomou um de 20 anos antes. Annalise acreditava nessa altura que o arguido, David Allen, era inocente e continuava a acreditar agora. A aceitação do apelo à sentença foi a oportunidade de salvar um homem do corredor da morte, de corrigir um grande mal, de desfazer o passado.
O que tornou a articulação entre o trabalho de personagem e o caso melhor que o normal foram essencialmente duas coisas. Uma foi o pai do Asher, o juiz Millestone, ter dirigido o caso que há 20 anos terminou na condenação do David Allen. A segunda foi a paixão com que a Annalise encarava o caso. Ela já tinha falado de justiça antes e lembremo-nos da estranha conceção que o Wes teve há uns episódios acerca dela, mas essa motivação nunca se sentiu tão real como agora. Mas também é claro que existia mais que um veredito incorreto envolvido; houve algo de profundamente racial esta semana, com um senador branco a usar o Allen como uma peça no seu jogo político e financeiro. O momento em que a Annalise violentamente condenou o Senador foi um dos melhores da época.
Adicionalmente, pela primeira vez, senti realmente a vitória do caso! Sentiu-se merecido!

Nos flashforwards, que inclusive abriram o episódio, vemos a noite do homicídio do Sam para o Asher, sempre de fora. No episódio passado, sob a perspetiva dos 4 Cúmplices ouvimo-lo do lado de fora, em “Freakin’ Whack-a-Mole” vemo-lo freneticamente a bater à porta da casa de Annalise, antes da Pratt lhe enviar uma mensagem a redirecioná-lo para a biblioteca. Bem como ficámos a saber que anda a dormir com a Bonnie (???) Mas mais importante, os 4 cúmplices saíram mesmo a tempo da casa da professora porque ela chegou ainda nessa noite. E percebeu de imediato que algo de errado se passava, telefonando até à Bonnie na talvez esperança de que o Sam estivesse a traí-la com ela. Uma carpete em falta, a Annalise já estudou inúmeros casos de homicídio, ela sabe o que aquilo pode significar…

No caso Lila, as coisas tiveram desenvolvimentos também. A cliente da Annalise fugiu e como se não bastasse o Wes ainda a pressiona para arranjar forma dela voltar, caso contrário dirá tudo o que sabe à polícia. A Annalise conseguiu arranjar um esquema. Pediu ao Frank para plantar o telemóvel da Lila no carro do ex-namorado dela, depois de eliminar qualquer pista que levasse ao seu marido (inclusive o papel de parede no seu quarto). Com um suspeito principal novo, a Rebecca sentiu-se segura para voltar. O que a Annalise não estaria a espera com certeza é que o seu ex-amante continuasse a investigar o caso e tem fotos do Frank a plantar o telemóvel. Ai ai! Muita água ainda vai correr debaixo desta ponte!

Outras coisas:

– Primeiro a Bonnie era para o Frank “Não durmas com as estudantes”. Agora é para a Laurel “Não o faças apaixonar por ti”. Compreender-se-ia se ela gostasse do Frank. Ou da Laurie. Mas a Annalise pensa que ele Sam. Afinal ela anda é a dormir com o Asher. Mas que salganhada.

– Continua a perturbar-me a Annalise não dar um pontapé no rabo Sam. Sim, ela disse que o amava e etc, mas é-me algo muito pouco acreditável.

– A tensão estranha entre o Wes e a Annalise continua.

Nota: 9/10

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