One-liner: Uma história oferecida pela BBC sobre o retrato de uma sociedade secreta que se dedica à busca in-finda da imortalidade através da possessão do corpo de outros.

Meus caros, vou-vos ser sincera. Às vezes começo séries e sei exactamente do que estou à espera – li sinopses, a história tem background, é tudo muito previsível. Sei que vou ver o primeiro episódio e vou adorar, porque é aquilo que planeei ver. Outras vezes acontece-me o que Intruders fez comigo: um total e completo… What. The.

Sabemos que a série vai retratar uma sociedade que usa os corpos dos humanos como recipientes para manter a sua imortalidade. Ao mesmo tempo que metade das personagens são desta sociedade secreta e tentam invadir o corpo de outros, sendo ‘acordados’ por outros no corpo de outros seres humanos, a outra metade dedica-se a descobrir esta sociedade secreta.

A primeira cena que vemos remonta a 1990, a uma festa de aniversário onde uma miúda – Donna – apaga as velas de um bolo e pede um desejo. À noite, quando está deitada no seu quartinho quietinha, recebe a inesperada visita de uns homens de negro que lhe mostram um amuleto e dizem que só estão a cumprir o desejo dela: creio que esta é a primeira possessão da qual temos conhecimento. Pelo que dá para perceber, é quase como se a sociedade – Shepherd (?) – usasse os corpos durante algum tempo e se mantivessem adormecido até ser altura de voltarem a nascer das cinzas.

Devo confessar que a review demorou o seu tempo a ser fabricada porque me senti um bocadinho confusa com este piloto. Vá lá que em tom de brincadeira, não vos sei dizer se a série é genial, estúpida, estupidamente genial ou genialmente estúpida. A sério.

Algumas personagens foram introduzidas neste primeiro piloto: torna-se difícil compreender quem é quem mas conhecemos metade que pertence à sociedade – Allison, Shepherd, Madison – e outros que irão fazer papel de detectives – Jack Whalen e Ron Blanchard.

Ora suponho que a série irá apresentar alguma promessa. Confesso não saber bem se a série será promissora ou não: a plot line parece-me interessante, pelo menos diferente do normal, o que é um grande ponto a favor face às continuas releases de policiais cópia da cópia da cópia.

Por outro lado o piloto foi muito ‘all over the place’: O que basicamente aconteceu foi uma apresentação de 42 minutos das personagens todas, sem grandes desenvolvimentos sobre uma em específica e com uma passagem demasiado estonteante de cenário para cenário. Ponto a menos.

A míuda que faz de Madison (e de outro tonto da sociedade secreta) foi genial. Muito genial. Foi o que para mim se destacou a milhas. Ponto a favor.

James Frain (que faz de Richard Shepherd). Ponto muuuito a favor!

Para ser sincera – espero que consigam ultrapassar o episódio piloto. Não é nada de fabuloso. Não agarra. Vejam pela plotline – promete muito mais do que os primeiros 42 minutos da série.

E por isso, e só por isso, a minha nota é dada com uma pequena previsão do futuro.

Nota: 8/10

Joana Pereira.