Dominion – 01×08 – Beware Those Closest to You
| 20 Ago, 2014

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Dominion

01×08 – Beware Those Closes To You

Enquanto o meu atraso para acabar esta review crescia terrivelmente, ainda tive esperança que surgissem novidades quanto ao futuro de Dominion que vos pudesse comunicar, mas parece que não. Continuamos na incerteza se existirá segunda época ou não. Espero que sim.

“Beware Those Closest To You” foi um episódio maior que o habitual e mesmo assim os eventos no episódio sucederam-se a um ritmo alucinante, com pouco tempo para respirar entre cada um. Acabei por ter que ver o episódio mais que uma vez para o absorver como deve ser.

Por onde começar, sequer?

Vamos à Noma, personagem que tão pouco interessante  ao longo da temporada, revelou ser um Anjo Superior no episódio anterior, o que prometeu evolução no bom sentido. E em grande parte essa promessa foi cumprida. O investimento emocional dela no Alex nunca pareceu tão sincero como na cena em que ela o tentou convencer dessa sinceridade. A personagem ganhou alguma genuidade. No entanto, a série continuou a arranjar forma de ser injusta com ela. Assim que ela se entregou a Gabriel, como suposta aliada, para o emboscar e ele, perspicaz, a prendeu, já não a voltámos a ver.
Por falar em não mais ver, o General Riesen também se evaporou de repente. Mas o que me deixou mesmo muito pouco feliz foi o Ethan aparecer só numa das cenas finais, para servir como mero carteiro. Enfim…

Por outro lado, enquanto uns são marginalizados, outros são arrancados da periferia e trazidos para centro da melhor forma possível. A Claire foi um excelente exemplo disso. Ao início era o desinteressante par romântico do Alex, porém, foram-lhe mais tarde agraciadas outras dimensões que a tornaram uma personagem mais complexa, agora mais torturada e infinitamente mais interessante neste momento em que toma posse do seu lugar como líder de Vega.
E as coisas estão longe de abrandar para a nossa princesa, agora que está grávida d’O Escolhido.
Bebés mágicos nunca foram um desenvolvimento que me agradasse porque salvo raras exepções (e.g. Charmed) fazem mais para afundar a narrativa em previsibilidade do que para a melhorar. Fica para ser visto na próxima temporada, a havê-la. Mas desde já admito que tem um aspeto interessante quer a série acabe já, quer continue: uma das questões que surgiu, pela boca do Alex ainda nos episódios mais precoces, foi se ele era realmente O Escolhido. Antes dele as tatuagens estavam no Jeep e antes deste no arcanjo Michael. E se o Alex for também apenas mais um recipiente à espera d’O Escolhido? Ou ainda, e se O Escolhido não é uma pessoa, mas um ciclo? Deus desapareceu tenha lá sido por que razão fosse, mas poderá ter deixado uma linha de governantes guiados por Si.
São questões que seriam interessantes de ver respondidas, mas caso não venha a haver segunda temporada, o fim em aberto com que ficámos não foi mau.

Tanto quanto sabemos o nosso Escolhido é mesmo o Alex e o bebé será um conveniente vetor de manipulação que parece ter caído do céu para Evelyn e Uriel. Ah, pois, neste episódio finalmente vimos a Evelyn. Depois de episódios e episódios deste nome a flutuar, dificilmente a revelação da líder de Helena estaria ao nível das espectativas. Quando a suposta Evelyn apareceu sob forma de uma cabeça em decomposição, a minha desilusão foi profunda e rezei para a previsível reviravolta de aquilo ser uma estratégia de manipulação do Riesen e que ela continuasse viva. E assim foi, viva estava e já a conhecíamos há muito! A verdadeira Evelyn é afinal a sensual e perigosa Arika. Era algo que já me havia atravessado a mente e, por isso, se não me foi particularmente surpreendente, foi-me satisfatório e uma melhor opção que introduzir do nada uma personagem nova e que dificilmente responderia à expectativa. Todavia, se isto não foi uma surpresa, a revelação de que a Uriel é sua amante foi um choque! Não só foi inesperado, como finalmente nos indicou que jogo andava afinal a Uriel a exercitar enquanto manipulava ambos os irmãos. No episódio anterior parecia ter ficado claro que estava do lado de Gabriel, o que correspondia com o que vimos no flashback, mas afinal a sua aliança é com Evelyn.

Pelas graças d’O Senhor, a família Whele redimiu-se neste episódio. Ao início apenas parecia que a desgraça ia continuar e revirei os olhos em todas as cenas em que fazia parecer que o David tinha quebrado e se juntado aos Acólitos Sombrios. Para meu esfuziante alívio, depois de a Claire ter descoberto que o William era um Acólito, o David assassinou os seguidores do filho. Não é uma coisa bonita com que se ficar contente, mas fiquei! O kraken vive! – Para mim o Whele é um kraken, por muito que o símbolo que tenha escolhido para si seja um leão) –
Bem, o David queimou pessoas vivas. É preciso um monstro para isso. Mas é preciso um tipo especial de monstro para matar o próprio filho e o David ainda não se inscreveu nessa categoria. Depois da Claire descobrir que o William andava em conluio com o Gabriel, a sua remoção da cidade era prioritária. Se ela acreditava mesmo que o David o mataria, é incerto e seria parvo esperá-lo, mas o pai decidiu exilar o filho da cidadela, deixando-nos assim também a esperança de continuar a acompanhá-lo.

O Alex e o Michael andaram bem ocupados. O episódio abriu com o Alex aparentemente parvinho de todo a revelar ao Senado o passado do Michael e a admitir que não confiava nele. Isso, em conjunto com a discussão entre os dois que se tornou física no meio das ruas de Vega, era afinal um plano elaborado para levar o Gabriel a pensar que os dois se tinham chateado e atrai-lo para uma armadilha. Mas a isca que era a Noma, não resultou. Foi por isso uma surpresa ver o Gabriel ir até Vega para se entregar. É claro que tinha forma de sair, com a quantidade de Acólitos a passear pela cidadela. A intenção foi espalhar o caos e conseguiu-o. Informou o Michael que algo se passava com o Louis na Casa de Thorn e o Michael foi verificar, claro. Parece que a nossa Senadora cientista andou a fazer todo o tipo de experiências desagradáveis no Louis e isso não caiu nada bem ao Michael que a matou quando viu tamanhas monstruosidades. E com isto, a zanga fictícia entre o Alex e o Michael, do início do episódio, tornou-se real.

Cliffhanger: o Alex foi até ao covil do Gabriel para o matar. Final completamente em aberto. Com o conceito de um filho d’O Escolhido que se pode tornar ele próprio O Escolhido, quando o atual finalmente se alinha com o seu papel e enfrenta a morte não pode servir como isso mesmo, um final aberto. MAS EU PRECISO de uma segunda época !! Por isso agradecia que o Syfy renovasse!

Foi um episódio cheio de eventos e apressado, mas de boa qualidade e consistente com todo o seu percurso anterior. À parte de um par de personagens, a maioria acabou bastante bem construída e a história avançou a um passo satisfatório. De uma forma geral, foi uma temporada bastante forte.

Outras coisas:

Eu estava ansioso para ver a dinâmica de um casamento Claire-William! Que deceção!

– Bem, terminou a época. Dominion é a série que faço com as reviews mais longas porque tenho um especial prazer em fazê-las. Tenho esperança que a série regresse. E se os chefes do Séries da TV decidirem que vale a pena continuar a fazer reviews para a segunda época, cá estarei pronto a continuar! Por isso, até lá!

Nota: 8.5/10

Nota Temporada: 8/10

André F Dias

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