Mais um ano prestes a chegar ao fim e muitas foram as apostas televisivas que deslumbraram os seriólicos, mas nem tudo foi um mar de rosas e muitas delas acabaram por se tornar uma verdadeira desilusão. Como tal, este ano ganham também direito a uma menção honrosa (sem ordem especial), colmatando assim nas 10 de Piores Estreias de 2017, segundo a equipa do Séries Da TV. Para a semana, chega a lista das melhores.

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Doubt
: Protagonizada por Katherine Heigl, a série centra-se numa advogada de sucesso que se envolve intimamente com o cliente do seu mais recente caso, que pode ou não ter cometido um crime.

Porque é Doubt uma das Piores Estreias do Ano?

Desde que deixou Grey’s Anatomy, Katherine Heigl não tem tido pontaria nas séries que protagoniza. State of Affairs foi cancelada na 1.ª temporada e Doubt foi cancelada após o 2.º episódio. O único ponto positivo da série é ter pela primeira vez, em canal aberto, uma personagem transgénera, interpretada por uma atriz transgénera (Laverne Cox). De resto, quase nada funciona. Cada episódio tem casos legais a mais, juntamente com os diferentes dramas de cada personagem, tornando-se confuso de seguir. O problema da série não são os atores, mas sim o argumento, que melhorava bastante se fosse mais leve e não tão semelhante a uma novela.

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Great News: Produzida por Tina Fey, Great News acompanha a vida da jornalista Katie (Briga Heelan) quando descobre que a sua mãe (Andrea Martin) vai trabalhar como estagiária no seu canal televisivo.

Porque é Great News uma das Piores Estreias do Ano?

Sabem quando todos os anos estreia uma batelada de comédias novas e quase todas são bastante más? Great News é uma dessas! A já mais do que gasta fórmula de comédia passada num local de trabalho, aliada a interpretações pouco marcantes e personagens desinteressantes, misturada com situações um pouco absurdas e o recurso a um humor barato e fácil fazem com que ao fim de poucos episódios apeteça logo deixar de ver. A série foi renovada nos EUA, mas já é tradição que o mesmo aconteça com outras comédias sem graça.

Gypsy
Gypsy
: Protagonizada por Naomi Watts, Gypsy é um thriller psicológico focado em Jean Holloway, uma terapeuta que se envolve de mais nas vidas dos seus pacientes, ao mesmo tempo que lida com a sua vida pessoal.

Porque é Gypsy uma das Piores Estreias do Ano?

Quando uma série até tem uma premissa interessante e uma protagonista bem conhecida do mundo do cinema, criam-se algumas expectativas. Só que o problema é quando as expectativas não são cumpridas. Em Gypsy nunca há realmente muita coisa a acontecer, as personagens não são cativantes, há uma certa sensação de tragédia iminente, mas que se revela uma manipulação de nós enquanto espectadores e, pior do que isso, parece que a história não se encaminha para lado nenhum. Se ao início o envolvimento de Jean na vida dos seus pacientes parecia interessante, rapidamente começou a parecer absurdo, obsessivo, a roçar o insano. Parecia sempre que havia qualquer coisa que não batia certo, algo off, o que prova que a decisão de cancelamento foi a mais acertada.

Imaginary Mary
Imaginary Mary
:  A série de comédia da ABC é centrada em Alice (Jenna Elfman), uma mulher que se apaixona por Ben (Stephen Schneider), um homem divorciado com três filhos. Alice é insegura e não lida bem com relacionamentos, daí a manifestação do reaparecimento da sua amiga imaginária de infância, Mary (voz de Rachel Dratch).

Porque é Imaginary Mary uma das Piores Estreias do Ano?

Uma criança com um amigo imaginário pode ter a sua graça. Um adulto com um amigo imaginário que o ajuda a lidar com os problemas do dia a dia é problemático. Principalmente quando esse adulto passou pelo processo stressante de criar uma empresa de sucesso e tem uma relação estável, mas quando vai conhecer os filhos do namorado entra em paranoia. Não é uma situação muito credível. No fundo, Imaginary Mary é uma série de comédia que não tem piada, valendo-lhe apenas Jenna Elfman, que nunca desilude, mesmo a falar com uma boneca imaginária.

Inhumans
Marvel’s Inhumans:
Baseada na banda desenhada da Marvel, a série centra-se numa raça de super-humanos – especificamente na história da família real – com os mais variados poderes.

Porque é Marvel’s Inhumans uma das Piores Estreias do Ano?

Inhumans falhou em inúmeras vertentes, tantas que a renovação para uma 2.ª temporada parece pouco provável e a decisão final tem sido adiada. Começando pelos efeitos visuais, os poderes dos inhumans foram muito pouco explorados, alguns deixando mesmo muito a desejar. Com um elenco disfuncional, existe pouca química entre os atores. O próprio enredo está mal construído, o que faz com que perca o interesse. Fica também a faltar uma boa backstory, algo que poderá ser explorado e corrigido caso venha a existir uma nova temporada, uma vez que nesta primeira foi algo que falhou redondamente para todos os que esperavam tanto de uma série com o selo Marvel.

Prison Break 2
Prison Break: A aguardada continuação da mítica série começa um novo enredo sete anos depois em que, graças a informações dadas por T-Bag (Robert Knepper), Sara (Sarah Wayne Callies) e Lincoln (Dominic Purcell) descobrem que Michael (Wentworth Miller) está vivo, numa prisão do Iémen.

Porque é Prison Break uma das Piores Estreias do Ano?

Há coisas que mais vale manter enterradas. A 3.ª e 4.ª temporada de Prison Break já tinham decrescido suficientemente a genialidade das duas primeiras; como é que acharam que fazer uma quinta ia ser boa ideia? O novo enredo é descuidado, fácil, previsível e com zero razão de ser. A tentativa de trazerem o elenco original até foi boa, mas só somou ao falhanço coletivo da série o ter tirado a personagens como Sucre e T-Bag toda a sua essência inicial.  E… vamos lá outra vez tentar perceber como é que simplesmente riscam um cancro terminal da história?

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Somewhere Between
Somewhere Between
: Protagonizada por Paula Patton, a série centra-se em Laura Price, uma mãe que sabe exatamente onde, como e quando a filha vai ser assassinada. Contudo, não sabe quem é o autor desse crime ou o porquê. Laura vai tentar a todo o custo que esse futuro não se concretize.

Porque é Somewhere Between uma das Piores Estreias do Ano?

Como se os argumentistas já adivinhassem o cancelamento, dão um desfecho à história no final da temporada e assim fornecem a Somewhere Between um ponto positivo no meio dos vários problemas da série. A começar pela péssima escolha da protagonista, Paula Patton, cuja atuação é simplesmente dolorosa de cada vez que aparece, juntando-se à criança, Aria Birch, que é tão irritante que se torna uma distração. Terminando na premissa, já à partida um pouco estranha, e nos twists bastante previsíveis.

Ten Days in the Valley
Ten Days in The Valley:
A série conta a história de  Jane Sadler (Kyra Sedgwick), uma produtora televisiva e mãe solteira que trabalha demais. Num processo complicado de separação, a vida de Jane é completamente abalada quando a filha desaparece a meio da noite, acontecimento que quase parece saído da sua controversa série.

Porque é Ten Days in The Valley uma das Piores Estreias do Ano?

A série tinha tudo para funcionar, com um mistério atraente e uma protagonista perfeita para o papel. Contudo, Ten Days in The Valley perde-se logo no 2.º episódio, ao tentar confundir os espectadores para possíveis culpados, colocando todas as personagens com segredos ocultos, cuja gravidade pode justificar o rapto de uma criança. Os argumentistas despejam um monte de informação secundária sem grande importância, parecendo que o único objetivo é preencher espaços para aumentar a durabilidade da história. No entanto, é preciso não esquecer que a série também foi bastante prejudicada pelo dia de emissão escolhido pela ABC.

The Mist
The Mist:
Baseada na história de Stephen King, a série centra-se nos habitantes de uma pequena cidade que é invadida por um misterioso nevoeiro, isolando-os do resto do mundo. Famílias, amigos e até inimigos têm que unir forças para combater e sobreviver a esta ameaça.

Porque é The Mist uma das Piores Estreias do Ano?

O cativante da história original de Stephen King é o facto de explorar o que acontece a uma pessoa e como reage quando se vê numa situação de vida ou de morte, num local onde não tem como sair nem comunicar para o exterior, colocando os monstros do nevoeiro como um elemento extra do mistério. Já a série, foca-se mais no mistério do nevoeiro e menos no desenvolvimento das personagens, expandindo o universo para diferentes locais da pequena cidade. O progresso da história simplesmente não resulta nesta versão modificada e termina com o cancelamento da série. O que vale é que Stephen King tem tanto material para alimentar séries que não importa se uma ou outra são um fracasso. Mr. Mercedes compensou bem a desilusão de The Mist.

Valor
Valor:
A nova aposta da CW acompanha uma equipa de pilotos de helicóptero pertencente à elite do exército dos Estados Unidos da América que é treinada para atuar em missões clandestinas.

Porque é Valor uma das Piores Estreias do Ano?

Valor estreou com a difícil tarefa de competir com as novatas The Brave, Seal Team e, mais tarde, SWAT, todas focadas em unidades especiais do exército. O que faz esta diferir é o facto de se centrar em apenas um caso ao longo da temporada. O problema é que o dito caso não é interessante o suficiente para deixar os espectadores com vontade de descobrir como vai terminar e as mudanças repentinas do presente para o passado tornam-se confusas. Outro problema é o facto de a série supostamente ser focada na primeira mulher da unidade de elite (interpretada por Christina Ochoa), mas acabam por destacar mais as relações amorosas dela do que a carreira em si.

Equipa Séries da Tv