12 de maio de 2019. Foi este o dia que marcou o final de uma das melhores séries de comédia alguma vez feita. A melhor feita neste século e a segunda melhor que alguma vez vi, porque ainda existe Friends.

Pode ser um pouco tarde para este artigo, mas foi sensivelmente há uma semana que terminei a 12.ª temporada de The Big Bang Theory. Aproveitei que ficaram todos os episódios disponíveis na plataforma de streaming HBO Portugal e finalmente decidi acabar.

Finalmente? Sim. Estão a ver aquele doce que têm no armário da despensa e que vão comendo aos poucos para que dure mais tempo? Foi essa a minha relação com esta temporada final da Teoria. Depois de ter consumido intensivamente as 11 temporadas anteriores há um ano e ter revisto aos poucos nos últimos meses, custou-me começar aquilo que seria o início do fim.

Não foi a melhor temporada, nem a pior. Teve os seus momentos bons e maus, como em tudo na vida, aliás. Os primeiros 19 ou 20 episódios passam relativamente rápido e nem se dá pela conta de que já estamos a chegar ao fim. O pior é quando me apercebo que faltam apenas mais três episódios para o fim de tudo. Ver tudo de seguida ou saborear o final? Estranhamente, optei pela segunda opção.

O tema principal da temporada é a possibilidade de Sheldon (Jim Parsons) e Amy (Mayim Bialik) ganharem um Nobel no campo da física, com a descoberta feita no dia do seu casamento (episódio final da temporada anterior). Vemos também como é que Howard (Simon Helberg) e Bernadette (Melissa Rauch) lidam com a vida de casados e o crescimento dos dois filhos e ainda as perspetivas que tanto Leonard (Johnny Galecki) como Penny (Kaley Cuoco) têm da sua relação futura. Um pequeno destaque ainda para a relação que Raj (Kunal Nayyar) desenvolveu nesta temporada.

Nos três capítulos finais, os produtores não tentam alterar a forma de ser da série ou mudar o tipo de episódio a que fomos habituados. Tal como em todas as outras temporadas vemos os amigos juntos a comer e falar sobre tudo o que envolva a cultura pop ou mesmo da vida, mas com destaque para o aguardar da decisão sobre o Nobel de Física.

O final é feliz, mas esse é o hábito neste tipo de séries. Sheldon e Amy ganham o tão aguardado prémio Nobel e apesar de nunca ter demonstrado muito interesse em ser mãe, vemos Penny e Leonard bastante felizes com a gravidez que caiu um pouco do céu neste final.

Não há mais avanços no tempo. Não vemos o que acontece ao carismático grupo de amigos. Poderemos estar perante um revival num futuro próximo? Não se sabe. A única coisa certa é que até agora este foi o Big Bang final.

Diogo Alvo